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opinião
Praça, museu (ou o que for) de Salazar ou Estado Novo
Por Luis Pedro Gonçalves
“Those who ignore history, are condemmed to repeat it”
(“Aqueles que ignoram a história estão condenados a repeti-la”)
Foi recentemente inaugurada uma praceta/largo com o nome da figura maior do Estado Novo em Portugal – Prof. Oliveira Salazar.
Já no passado a população da terra (ou parte) pedia um museu alusivo à figura, como forma de desenvolvimento para a zona; ora, como seria de esperar, esta questão está longe de ser consensual.
Honestamente, sempre achei que a questão do museu é vista pelo ângulo errado, e faz-me lembrar duma experiencia de alguém que me é próximo.
Tive recentemente uma amiga que se deslocou à Polónia, de entre as visitas que fez contou me que a que mais a impressionou foi a Auschwitz – sim, o ex-campo de concentração nazi. Aquando do holocausto nazi, em Auschwitz milhares de judeus foram massacrados, e hoje, nesse museu é agora possível observar detalhes que vão desde as marcas de unhas de pessoas nas câmaras de gás às roupas de crianças vitimas do massacre.
Parecerá cruel?
Sem duvida.
Aliás parece-me até macabro… Contudo há também algo com que concordo a 100 %: a de que a citação com que comecei este texto é a mais usada na visita.
Haverá maior advertência para o futuro, do que a demonstração e divulgação dos horrores causados no passado?
Haverá um argumento mais válido ou mais forte?
Felizmente, apesar de má, a época do estado novo em Portugal não chegou a tanto; contudo, e novamente usando a mesma citação, parece-me que manter as pessoas esclarecidas e informadas de tudo, é o melhor a fazer.
Museu? Sim, mas sejamos claros, pois a história deve ser lembrada na totalidade.
Estou a falar de um museu completo, em que se relate tudo: a censura, as prisões politicas, os exílios, as torturas, as limitações à liberdade de expressão e associação; e sim, se tal for de interesse, as biografias dos governantes de então.
Agora uma dar o nome a uma praça?
É que nem a brincar… o que vem a seguir, homenagens a Hitler ou a Estaline porque arranjaram uns jardins?!?
De forma clara: sim a uma exposição histórica completa, não a “estórias” de embalar em que tentem vender personagens históricas como “avôzinhos” simpáticos.
Repito agora... haverá maior advertência para o futuro, do que a demonstração e divulgação dos erros e horrores feitos no passado?
Luis Pedro Gonçalves
25.4.2009 - 23:19
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comentários
| nome: |
Viva |
| comentario: |
Hummm! Se a moda pega... é que vamos lá ver uma coisas, o que não faltam são ruas e praças com nomes de personagens da 1ª República não menos tenebrosas que o Dr. Oliveira. |
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| nome: |
Hermann |
| comentario: |
Caro Luis,
Cometeu dois erros no seu blog: em Auschwitz não foram os NAZIS a matar mas ALEMAES. Não foram a matar OS JUDEUS, mas TODAS AS NACIONALIDADES, EM MAIORIA POLACOS. |
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| nome: |
verdadeiro |
| comentario: |
O que sabe este rapazinho da história portuguesa antes do 25 de Abril? E se sabe alguma coisa do mundo responda em Auschwitz o museu é em homenagem ao Hitler? |
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