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opinião
Uma Política Educativa a Sério
Por António José Ferreira
Barreiro
As escolas públicas transformaram-se numa espécie de gigantescos ATLs para adolescentes e os professores em animadores sociais a quem se exige depois, cinicamente, que apresentem resultados nos rankings em que pontificam inevitavelmente as escolas privadas não sujeitas a todo este processo de condicionamento.
O Governo que agora cessa funções caracterizou-se por ter na pasta da Educação uma equipa claramente inadequada às funções e que, em termos políticos, contribuiu fortemente para que o Partido Socialista perdesse as Eleições Europeias e a maioria absoluta nas Legislativas - um quinto dos eleitores e dos deputados (mais de meio milhão de votos e mais de vinte deputados), ao alienar uma parte importante da sua base social de apoio.
Não o afirmo na convicção de que uma força política séria e com responsabilidades governativas deva pautar a sua acção pelo agradável para os seus eleitores tradicionais, nada disso. Mas o que não deve fazer é desbaratar capital político por equívoco e erro estratégico, preferindo uma putativa e, ainda por cima frustre, “alavancagem” táctica a um enunciado transparente de medidas que, por dolorosas que pudessem ser, fossem percebidas pelos seus intervenientes directos como benéficas do ponto de vista sistémico.
Ora nada disso aconteceu – a equipa do Ministério da Educação portou-se como um grupo de aventureiros em constante fuga para a frente, tentando atropelar tudo e todos, revelando uma enorme falta de bom senso, promovendo, com a cobertura evidente do Primeiro-ministro e dos seus Ministros “políticos” com especial destaque para Augusto Santos Silva, bem como um conjunto vasto de opinion makers que fazem obviamente parte do set propagandístico do Governo e organizações dele subsidiárias, mesmo na mais literal das acepções, como a Confap do Sr. Albino, uma política cega de”passa culpas” e perseguição socioprofissional.
A equipa ministerial dando cumprimento a uma tarefa política que lhe foi encomendada pela task force que dirige de facto a política governamental, (cito a propósito, Marcos Perestrello quando em tom crítico e, de algum modo, auto-justificativo na sequência dos resultado das “Europeias”, auto-denunciou o “esquema” dizendo que “era preciso criar pressão sobre certos grupos sociais para que a população aceitasse as reformas”), alegando “boas intenções “ iniciais, fazendo-as acompanhar de diagnósticos tremendistas como o alegado “caos organizacional” das Escolas visto por Lurdes Rodrigues assim que tomou posse, o que, a ser verdade, se pode dizer de certeza vivida, que piorou bastante com o seu consulado.
Claro que os objectivos reais desta política foram diminuir os custos do Ministério da Educação reduzindo a sua massa salarial, mas logo e para o justificar, descambou numa autêntica e inaudita campanha negra de apoucamento e vexame a uma única classe profissional como em toda a história moderna de Portugal, e presumo de qualquer país civilizado, nunca terá sido desencadeada, refiro-me à autêntica guerra social contra os professores, em que estes foram o “bode expiatório” e que serviu de cortina de fumo para o fracasso das políticas sociais prometidas (Onde estão, ou mesmo antes da crise das “costas largas”, alguma vez estiveram, os 150000 empregos? Porque, ao contrário do prometido, subiram os todos impostos, só para quem os já pagava claro e Campos e Cunha foi “despedido” das Finanças? Tal como Sócrates que fez um “brilharete” no debate com Louçã acusando-o de pretender pôr em prática medidas de ataque à classe média assalariada que o próprio governo se está a preparar para tomar - Teixeira dos Santos e o Grupo de Estudos para a Reforma Fiscal - já assumiram o fim ou forte redução, das deduções à colecta em sede de IRS das despesas com Saúde e Educação).
Esta situação e para lá de qualquer questão meramente salarial, foi sentida como uma série de enxovalhos públicos pelo sector que, reagindo aos sucessivos desaforos, viu o seu espírito de corpo potenciado, o que fez com que uma “corporação” realmente mais fraca do que todas as outras, se unisse como nunca fizera antes por obra e graça de um governo que pôs no “ataque às corporações e aos lobbies” (mas não a todas, nem sequer às principais, senão não teríamos sido nós – os que pagamos impostos - a pagar as aventuras financeiras de vigaristas encartados) toda a sanha persecutória e que muito à PS (no poder, pois na oposição costuma ser “revolucionário” e esquerdista) gera sempre e precisamente os efeitos contrários aos alegadamente pretendidos.
Até as medidas positivas e que correspondem sem dúvida a necessidades sociais indiscutíveis – escola a tempo inteiro, aulas de substituição, reparação e conservação física do parque escolar, inglês, informática e educação física generalizados – foram tão mal aplicadas e tão embrulhadas em propaganda e acções de mero “faz de conta” e o seu potencial foi de tal modo desbaratado que corremos o risco de grave retrocesso por alteração da conjuntura política.
O mesmo se diz do nefando modelo de “Avaliação de Professores” que de monstro burocrático incapaz de avaliar fosse o que fosse, passou a mera paródia administrativa destinada a fazer de conta e cumprir cotas para poupar uns trocos. Repare-se que do tão “rigoroso” processo de Avaliação de Desempenho foi dispensada a obrigatoriedade da observação de aulas, centrando-se a dita “avaliação” no inverificável cotejo do realmente feito com a produção em série de mera “papelada” ou seja, lixo a curto prazo.
Do mesmo “lunatismo” procedeu a divisão da Carreira Docente em Titulares e não Titulares com base no mais atrabiliário dos processos de selecção alguma vez registados e que produziu resultados do género “Jogos Santa Casa”, mas sem qualquer prémio pecuniário fosse para quem fosse. Assinale-se que os professores mais graduados foram compelidos a concorrer sob ameaça, nem sequer muito velada, da Ministra Lurdes Rodrigues que, quando inquirida numa estação de TV acerca do que aconteceria aos docentes dos três escalões de topo que não concorressem a titulares, foi peremptória na resposta: “Por enquanto nada!”
Aliás, foi a mesma ministra que chamou “loura” a uma professora profissionalmente prestigiada durante um programa na RTP 1 e foram os Secretários de Estado Lemos e Pedreira que, referindo-se em aos professores em público, os designaram por “professorecos”, o primeiro, tendo-os o segundo comparado a “ratos e bolachas”. Foi também durante este consulado que foram castigados professores em funções em Direcções Regionais por “delito de opinião” – o caso Charrua e forças policiais “visitaram” sedes de Sindicatos em vésperas de manifestações que, apesar de tudo isso, e se calhar, também por isso, foram gigantescas, a maior das quais no dia 8 de Março de 2008 contou com 120000 manifestantes (num total de 150000) e a adesão da totalidade dos sindicatos e organizações representativas existentes.
A alteração por sobrecarga dos horários dos professores também é de “cabo de esquadra” uma vez que as pessoas são concentradas durante horas a fio em espaços exíguos e não equipados, a fazer rigorosamente nada, só para efeitos de demagogia barata, tendo depois que sacrificar o seu tempo privado em casa, à noite e durante os fins-de-semana para fazer aquilo que nas escolas não é possível que seja feito. Para além do óbvio e inusitado subsídio ao Sistema, pois não conheço e duvido que exista grupo profissional que mais desembolse para custear as insuficiências funcionais do Sistema Educativo desde a simples esferográfica, até aos computadores, à ligação à Internet, às folhas, aos tinteiros do líquido mais caro do mundo (a tinta de impressão) e a todos os periféricos - tudo é suportado pelo próprio docente.
Sejamos claros e honestos – as Escolas em Portugal não têm espaço, nem equipamento para albergar toda a sua população docente em simultâneo, não foram sequer concebidas para isso. Numa Repartição ou em qualquer empresa há instalações, secretárias, computadores para todos os funcionários; nas escolas, pura e simplesmente não há, e fazer de conta que o que é, não é, é pura ficção.
Também é pura ficção o mito do sucesso nos resultados desta “política educativa” - as pressões sobre os professores são tão grandes e as “vias de certificação “ são tantas e tão variadas que o enfoque mera e pesadamente estatístico se afasta imenso de toda e qualquer qualificação real das populações e aproxima-se perigosamente de uma
mega-fraude.
As escolas públicas transformaram-se numa espécie de gigantescos ATLs para adolescentes e os professores em animadores sociais a quem se exige depois, cinicamente, que apresentem resultados nos rankings em que pontificam inevitavelmente as escolas privadas não sujeitas a todo este processo de condicionamento.
Por tudo isto e por muito mais que fica por dizer, se exige uma Política Educativa a Sério em que demagogia e a propaganda não sobrelevem do real interesse público e que devolva ao sistema educativo a paz dinâmica necessária ao seu próprio aperfeiçoamento e à melhoria real e objectiva das reais qualificações e necessidades funcionais do país e da sua população.
António José Ferreira (Professor Titular ansioso por devolver o “Título”)
17.10.2009 - 20:11
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comentários
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Armando Vilela |
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O meu filho Pedro que está em Gent, Bélgica, escreveu-nos um email com o seguinte texto: "Ah! E de manhã, na escola primária aqui atrás, os professores metem música a tocar e os miúdos fazem actividades no recreio. Às vezes montam uma jincana aqui no parque e lá vêm todos nas suas bicicletas, capacetes postos, prontos para percorrerem o circuito. E as escolas são um autêntico paraíso. Costumo passar por uma, quando estou a andar para o meu curso de holandês, que tem um recreio com casinhas de diferentes tipos, jogos, pista para bicicletas e patins, campo de futebol e basket, caixa de areia, pista de carros de brincar. E é uma escola pública!"
Está na hora de aceitar que falta muita criatividade e sobeja muita incompetência nas escolas portuguesas. Pense o que quiser, mas isto é o que a maioria dos portugueses pensa.
Armando Vilela |
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António Amaral |
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Que escola temos e que escola queremos é o tema de um debate, aberto a toda a comunidade educativa, que se vai realizar sábado, dia 24 de Outubro, com início às 14.30 horas, na Oficina da Juventude, em Miratejo, promovido pela FERSAP. O conferencista é o professor João Gabriel, director da escola secundária Fernão Mendes Pinto.
A pertinência deste artigo de António José Ferreira é, por isso, de grande actualidade. Concorde-se ou não com as suas opiniões, as mesmas são um valioso contributo para que, todos juntos, possamos contribuir para que no nosso país tenhamos uma escola melhor e uma educação de qualidade. |
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António José Ferreira |
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E quem que lhe disse que eu não penso assim?
Se leu o meu texto com atenção e apenas pelo que lá está, com certeza que não pode ter inferido outra coisa.
Uma coisa são as escolas holandesas, mas estou a falar das portuguesas., o que é, como sei que também sabe, substancialmente diferente. E só com "criatividade " não vamos lá, é preciso verdade e sentido da realidade, não apenas "prestidigitação" e manipulação estatística.
Além disso, para promover o que, sem dúvida, faz falta: uma Educação, uma Saúde, uma Justiça, uma Economia, uma Política; enfim, uma sociedade de qualidade é preciso ser sério e não fazer apenas "números" de propaganda recorrendo ao enxovalho dos "outros".
Não bastam os "maquiavéis" à moda da Beira Baixa.
Uma coisa é o que se faz com seriedade, outra coisa são "trampolinices" que não passam de simulacros trapalhões para "inglês ver" (e para enganar o "pagode").
Infelizmente em Portugal as escolas públicas estão longe de ser "um autêntico paraíso" e transformá-las em "reformatórios" não me parece ser a via mais adequada.
Para além de professor sou, como a maioria das pessoas, também pai e sei distinguir o "hamburguer" no "slide" do "hamburguer" que vem no prato.
Pense o que quiser, mas isto é o que a maioria das pessoas que está por dentro dos assuntos e por isso não vai em "banhas da cobra", pensa.
Também estou absolutamente de acordo quando diz que falta criatividade e sobra incompetência , não só nas escolas, mas um pouco por toda a parte; é verdade - os resultados, ou a falta deles, estão bem bem à vista.
António José Ferreira |
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António José Ferreira |
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É só para esclarecer que estou, no meu comentário, a responder a Armando Vilela.
Dada o "alinhamento" dos comentários poderá não parecer.
Agradeço o convite de António Amaral; se me for possível, lá estarei.
António José Ferreira |
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Armando Vilela |
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António José Ferreira. O único conselho que lhe posso dar é que continue a ser o profesor de referência que sei que é e deixe de tentar ser o Lancelot da Távola Redonda. Os incompetentes, os professores funcionários, esses aguardam em silêncio que pessoas honestas como você façam o trabalho por eles, protestem por eles, exijam por eles. Os outros, esses aguardam em silêncio porque sabem que não devem agitar as águas e devem deixar ir andando, beneficiando de todas as regalias sem incómodos. Um amigo meu, formador, Ângelo Fradera, costuma dizer que devemos fazer como o Rato Mickey, ter orelhas grandes, olhos grandes e boca pequena. Se o fizermos, quando falarmos seremos muito mais acertivos e aceites.
Armando Vilela |
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Armando.Vilela |
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Não farei mais comentários a este artigo.
Armando Vilela |
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António José Ferreira |
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Caro Armando Vilela:
" Quem não se sente, não é filho de boa gente" e, como se diz no Alentejo - " a afronta foi grande". Na Távola Redonda sempre simpatizei mais com Galahad do que com Lancelot , mas não me "meti" nisto por quixotismo.
Quanto a "conselhos" prefiro seguir o do nosso antiquíssimo - " do que é, dizer que é. Do que não é, que não é" ! Não consigo ser "incondicional" de nada, porque nada a não ser o Sol, ou coisa assim, me consegue fazer "cegar". (continua ...) |
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António José Ferreira |
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Quem quis fazer dos professores "funcionários" foi o ministério de Lurdes Rodrigues com o beneplácito e, até, o "alto patrocínio" do "chefe" ; quem "meteu todos no mesmo saco" foi a mesma entidade, que também arranjou um "embrulho" em que qualquer incompetente burocrata " habilidoso" e/ou "protegido" há-de ser classificado com " Excelente". Os únicos "entusiastas" desta "política educativa" são os " tachistas" do costume que apoiam tudo o que não lhes estrague a "vidinha" e são sempre "lacaios" desde que possam lucrar alguma coisa com isso. Como me fará a justiça de saber, esse está longe de ser o meu caso. (continua...) |
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António José Ferreira |
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Mas estou como o outro: " não me calarei" - e não será por proselitismo, mas por uma sincera e profunda indignação.
É preciso mudar muita coisa, é preciso um esforço sério e a sério; mas não será promovendo campanhas de ódio social, multiplicando injustiças e semeando ressentimentos que isso será conseguido. Já agora, deixe-me dizê-lo, sou professor vai para 33 anos, do tempo da "meia-dose" e da "casa às costas" por um salário miserável. Hoje vejo jovens colegas, " miúdos" como eu lhes chamo, pouco mais velhos que os nossos filhos, que estão a centenas de quilómetros de casa, trabalham em três escolas para terem um horário completo e até pagam para trabalhar, pois o que recebem não cobre as despesas; só para não perderem o lugar. E depois, ainda há quem tenha a "lata" de nos chamar "privilegiados" e de falar em "regalias"; talvez por isso, haja quem ponha tanto empenho em libertar-se dessas "regalias" e não perca uma oportunidade para tentar mudar de "privilégios".
Bem sei que está a constituir-se uma nova " União Nacional", mas eu, que nunca tive medo da outra, muito menos terei desta. Por isso, não aceito qualquer versão de censura, mesmo que em versão Disneylândia. ( Também não reconheço qualquer utilidade em prolongar esta "dialéctica" pois, quando as posições são irredutíveis, cada qual fica na sua). |
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José Engrossa |
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Conheci Anónio José Ferreira já lá vão alguns anos, quando ambos éramos membros da Assembleia Municipal, embora em bancadas diferentes.Apesar disso, criàmos um respeito e admiração mútuos, o que nos permitiu conservar, ao longo dos anos, uma vivência amigável e independente das nossas posições políticas. Hoje, ao ler este artigo, não posso deixar de concordar com ele, na sua essência e felicitar o autor pelo desapego idiológico na defesa daquilo que o seu espírito de justiça lhe parece dever merecer da sua parte..Parabèns pela coragem e apego às causas justas. Um abraço, José Engrossa |
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| nome: |
António José Ferreira |
| comentario: |
Também recordo o Dr. Engrossa com admiração e respeito e lembro-me bem de um tempo em que as "ideologias" ainda queriam dizer alguma coisa e o mundo político andava um pouco menos de "pernas para o ar". Muito mais importantes que as "ideologias" são as pessoas e é por isso, que homens como o senhor fazem muita falta.
Bem haja!
António José Ferreira |
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Desempregado |
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Estava o sr. professor sentado na sua cadeira de repouso muito pachorrentamente a filosofar, meditando na boa vidinha que lhe proporcionaram e fazendo contas que 30 anos passados sobre a sua entrada para o professorado estaria no topo da carreira com uma bela reforma. Bendito 25 de Abril. Eis senão quando chega uma "sinistra" e manda todos os professores trabalhar. A mulher não está boa da cabeça. Já o tipo da justiça pretendeu meter os juizes na ordem e também se tramou. Neste país as classes mais priveligiadas são as que mais benesses reclamam. Veja-se o caso dos pilotos da TAP. E muitos, muitos mais casos se podiam apresentar.
Não há dúvida que vamos longe. |
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| nome: |
Rosário Vaz |
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Depois de largas considerações ao artigo do António José Ferreira, não resisto a entrar também no diálogo. O artigo do Tó Zé, assim o trato habitualmente, só quer dizer uma coisa óbvia: seriedade política e profissionalismo. Quem está hoje no ensino (eu já saí há uns anos), porque gosta de o ser, não pode pactuar com as políticas que o PS e a sua ministra impuseram a uma classe que só beneficiaria o País, sendo prestigiada e não aviltada, como aconteceu nos últimos anos. A Educação é a base vital de um país que queira crescer, no verdadeiro sentido da palavra. Essa tarefa é, em boa parte, dos professores, mas é preciso respeitá-los, coisa que a Srª Ministra Maria de Lurdes Rodrigues não fez. Apesar disso, a classe docente não se deixou amesquinhar e respondeu na rua, com a sua razão.
Como é possível passar por cima de todas as turbulências inevitáveis nas escolas, neste clima de colete de forças, e vir-se agora com rankings, ainda por cima, de comparação entre escolas públicas e privadas?! |
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| nome: |
Henrique Silva |
| comentario: |
Nao vejo onde estao motivos para tanta polémica.... Partirmos do princípio que, todos nós sabemos lamentávelmente, que reivindicar uma séria Política Educativa é, nos tempos que correm, uma legitimidade perfectível, coerente e universal. Nao há - mais coisa menos coisa, país onde a Educaçao nao esteja em Crise , por excesso ou por defeito e isso indiferenciadamente, nos sectores público ou privado. O artigo em referência, tem pelo menos o mérito de avivar uma situaçao, de índole sociológica complexa, que os portugueses conhecem bem, na sua versao real e nacional e o autor, expoe com a veêmencia e autoridade, de quem conhece bem o problema, por dentro como por fora ! O caso do pessoal da Tap tem pouco que ver aqui.
Todas as profissoes, têm códigos deontológicos e portanto, uma avaliaçao profissional é justa ( foi sugerida pela UE ) , se tem como metologia, esse preceito. |
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