opinião
A agricultura no concelho de Montijo
Por José Bastos
Existe no concelho de Montijo, na área de produção e venda de vinhos, um exemplo a seguir, a Cooperativa Agrícola de Pegões que passou de uma situação de quase insolvência para uma situação de grande prestígio em cerca de 15 anos. Tem vinhos de grande qualidade,medalhados no país e no estrangeiro. Todo este êxito só foi possível com pessoas competentes, organizadas e com vontade de vencer. A Cooperativa de Pegões vende vinho de qualidade para todo o mundo.
Estamos numa grave crise de consequências imprevisíveis. O mundo mudou e nada será como era antes. Já temos no nosso concelho todas as infra-estruturas básicas e boas acessibilidades, temos agora que nos preocupar com o desenvolvimento económico e o emprego.
Temos um imenso território, 348,4 Km2, a sua quase totalidade com solos aptos para a agricultura e a floresta.
Foi o desenvolvimento da agricultura, das florestas e da pecuária que fez que o nosso concelho fosse a partir da segunda metade do século XIX, um os mais importantes da região.
Os nossos empresários agrícolas não exploravam só as terras do nosso concelho, como adquiriram muitas terras nos concelhos de Alcochete e Palmela.
Para se ter uma ideia da importância da agricultura de Aldeia Galega, nas últimas décadas do século XIX, transcrevo uma parte do diário de Cândido José Ventura, sócio da mais importante empresa de Aldeia Galega, M.S.Ventura & Filhos, fundada em 1851, que dizia o seguinte:
“Este meu irmão, muito desenvolveu o comércio da firma na importação de batatas de semente, sulfato de cobre, enxofre e adubo e de exportação de batatas, vinhos, carnes de porco, cebolas, laranjas, uvas, maçãs, sal, conservas de ervilhas e feijão verde.”
A quase totalidade das culturas desta época eram de sequeiro. Os trabalhos eram todos feitos por mulheres e homens, com alfaias agrícolas e a ajuda de animais.
Temos hoje as mesmas terras, conhecemos as potencialidades do nosso aquífero que nos possibilita milhares de hectares de terra de regadio para cultura de primores e árvores de fruta, pudemos produzir produtos de qualidade para abastecer os mercados do país e exportar para a Europa e para o mundo. Temos máquinas para tudo e frigoríficos para conservar os produtos.
As novas gerações têm conhecimentos técnicos e muitos deles sabem falar inglês, francês e espanhol e se for preciso aprendem a falar chinês.
Temos tudo para ter êxito na colocação dos nossos produtos nos mercados mundiais.
Temos hoje possibilidade de produzir imensos produtos agrícolas de grande consumo: batatas, cebolas, cenouras, alfaces, nabos, ervilhas, favas, feijão verdes, tomates, couve-flor, couve portuguesa, repolhos, uvas de mesa e ainda flores de corte e de vaso.
As nossas terras têm potencial para produzir azeitonas para azeite, frutas e uvas para vinho.
Existe no concelho de Montijo, na área de produção e venda de vinhos, um exemplo a seguir, a Cooperativa Agrícola de Pegões que passou de uma situação de quase insolvência para uma situação de grande prestígio em cerca de 15 anos. Tem vinhos de grande qualidade,medalhados no país e no estrangeiro. Todo este êxito só foi possível com pessoas competentes, organizadas e com vontade de vencer. A Cooperativa de Pegões vende vinho de qualidade para todo o mundo.
Por último queria falar sobre os terrenos abandonados adquiridos com o propósito da especulação imobiliária e outros que estão na posse de pessoas que os herdaram, mas não os cultivam.
Todos sabemos que o imobiliário já passou de moda e que os terrenos agrícolas têm um preço que não é compatível com o rendimento que ele dá. Se o mercado dos terrenos agrícolas não funcionar e os terrenos continuarem abandonados é possível que um dia seja aprovada uma lei das “sesmarias” tipo daquela que saiu no reinado de D.Fernando.
José Bastos
22.6.2012 - 14:30
imprimir

Partilhar:

PUB.

comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia.

envie o seu comentário

PUB.


Pesquisar outras notícias no Google

|