opinião
Portagens da A33 versus Circulação na Charneca de Caparica
Por F.N.Bernardes-Silva
Almada
As portagens que estão a ser cobradas constituem uma clara agressão aos direitos fundamentais de circulação com extenso prejuízo de todos os que pretendem circular pela Charneca de Caparica. É preciso que nós cidadãos ( munícipes e ou fregueses) prossigamos a luta já encetada.
A circulação automóvel dentro da freguesia de Charneca de Caparica, pela A33, está sujeita a portagem.
A alternativa viária à A33, na parte com portagem, é a ex-EN377 transformada em via urbana. Tal via não tem passeios em largas extensões do seu traçado e nela se verificam diariamente congestionamentos da circulação automóvel na extensa zona a sul do Nó de Palhais.
As portagens que estão a ser cobradas constituem uma clara agressão aos direitos fundamentais de circulação com extenso prejuízo de todos os que pretendem circular pela Charneca de Caparica. É preciso que nós cidadãos ( munícipes e ou fregueses) prossigamos a luta já encetada.
O troço da actual A33, entre Casas Velhas e o seu Nó de Palhais, seguiu o traçado da chamada L3. Esta estrada camarária, por questões orçamentais não foi construída até ao designado Nó da Queimada.
A construção da L3 tinha por finalidade permitir aos residentes em Charneca de Caparica uma alternativa de acesso à única via desde sempre existente – a ex-EN377.
A Charneca de Caparica tem na direcção Norte-Sul (a direcção genérica das duas mencionadas vias) uma extensão de cerca de 12 kms.
A parte construída da L3 facilitou o acesso a uma parte dos residentes na Vila; Porém, manteve a situação para os residentes numa área, não só mais extensa do que a beneficiada, como também de maior densidade construtiva e habitacional. São conhecidas as dificuldades de circulação pela rua central da Charneca de Caparica.
Quando foi anunciado o concurso para a construção e exploração da A33, especificava-se que apenas o troço de Casas Velhas até ao Nó de Palhais seria isento de portagens para quem se dirigisse a Charneca de Caparica.
Para tentar que tal não acontecesse, a minha amiga Filomena Silva e eu próprio decidimos no início do Verão de 2011 promover uma Petição Pública na net, tendo em conta que os trabalhos de construção tinham sido iniciados. O Executivo da nossa Junta de Freguesia decidiu apoiar a nossa iniciativa, promovendo a recolha de assinaturas em papel.
Tendo em conta o bom ritmo que verificámos na prossecução dos trabalhos, e para evitar uma situação de facto consumado decidimos em 13 de Dezembro de 2011 enviar a Petição com 1700 subscritores, muito embora a mantivessemos activa na net (www. Peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13241) . Os destinatários foram os 6 Grupos Parlamentares; o Ministro do Estado e das Finanças; a Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e o Ministro da Economia e do Emprego . Uns dias mais tarde, e por sugestão de uma deputada, remetemos também a Petição à Exmª Presidente da AR.
De notar que, de entre os destinatários:
a) Somente os Grupos Parlamentares do PSD, do CDS e do BE acusaram a recepção;
b) Fomos informados de que a Exmª Presidente da AR tinha encaminhado a nossa Petição para a Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas
c) Posteriormente, o Gabinete do Secretário de Estado das Obras Públicas enviou-nos uma resposta em que contestava a viabilidade do deferimento da Petição, com base no prejuízo que (via Estradas de Portugal SA) o Estado sofreria com a diminuição de cobranças; a este argumento respondemos servindo-nos dos elementos contidos no estudo económico da Deloitte mostrando que bastaria o incremento de euros 0,01 (1 cêntimo!) no valor a cobrar a quem prosseguisse viagem para eliminar o alegado prejuízo para o Estado; como talvez fosse de esperar, não recebemos qualquer tréplica a esta contestação MATEMATICAMENTE APOIADA.
Na sequência de b) acima fomos convocados para uma audição na atrás mencionada Comissão Parlamentar, a qual, a nossa solicitação, foi estendida ao Presidente da Junta de Freguesia da Charneca de Caparica, Fernando Jorge Fernandes.
Fomos posteriormente informados de que como consequência da audição o Digº Relator da mesma remeteria ao plenário da AR um parecer apoiante da nossa Petição. Mas, a Sessão Legislativa já terminou. O que significa que só na próxima o referido parecer poderá ser apreciado na AR…
ENTRETANTO, A REALIDADE é que a portagem nas saída e entrada do Nó da Queimada passou a ser cobrada há dias atrás, SEM QUE SEQUER TENHA SIDO PUBLICITADA LOCALMENTE A SUA INAUGURAÇÃO!
F.N.Bernardes-Silva
15.8.2012 - 14:49
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comentários
| nome: |
Manuel Carlos Morgado silva |
| comentario: |
Venho por este meio mostrar a minha indinação ao ter utilizado a auto estrada nova que acho que é a A33 ou seja entrei em Coina e fui sair a Fonte da Telha e volta acabei por pagar 2.00, tive que ir aos correios pagar ando sistematicamente para tras e para a frente quando a portagem diz 70 centimo é um escandalo é roubar descaradamente |
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| nome: |
henrique |
| comentario: |
Boas a todos que lerem o meu comentario. Entrei em Coina e ditrecto a Monte Caparica. Porque a ultima vez não havia nada da A 33. Então quando me apercebo que se tem que pagar e não tem portageiro. Não sabendo das técnica que os nossos ILUSTRES teriam feito para pagamento. Mais digo será que com tanto desemprego não poderiam arranjar mais uns postitos de trabalho? Ou està tudo bem assim? Há, já agora alguem podia-me dizer em quanto é que me vai ficar esta armadilha? |
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| nome: |
manuel |
| comentario: |
Tambem eu caí na armadilha, pois e´uma descarada falta de aviso nas entradas que é autoestrada com portagem e ainda por cima só por via elétrónica. Se é para pagar por que é que não puseram os teminais para usar o multibanco ou qualquer outra forma de pagamento. E que governo é este, que que povo somos nós que a CEE dá a maior parte do dinheiro para fazer as obras e depois passamos o resto da vida a pagar. Estamos ou não a ser roubados? |
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