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Cirurgia de ambulatório vem qualificar a Unidade Hospitalar do Montijo
Um exemplo de cumprir compromissos que assumem com os concidadãos
“A decisão do Centro Hospitalar do Barreiro/Montijo deve ser saudada, porque nem sempre os políticos e os administradores públicos cumprem os compromissos que assumem com os seus concidadãos” – sublinhou Maria Amélia Antunes,Presidente da Câmara Municipal do Montijo, no acto inaugural da unidade de Cirurgia da Ambulatório do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo.
Divulgamos o texto integral da intervenção de Maria Amélia Antunes,Presidente da Câmara Municipal do Montijo:
O dia de hoje, é um dia particularmente importante para o montijo e para as populações que são servidas pelo Hospital Distrital do Montijo, agora integrado no Centro Hospitalar Barreiro/Montijo.
A Cirurgia de ambulatório, que entrou em funcionamento no dia 1 de Junho de 2012, um investimento de mais de dois milhões de euros, é um equipamento que vem qualificar a Unidade Hospitalar do Montijo, porque é servido por pessoal qualificado: médicos, enfermeiros, assistentes operacionais e assistentes técnicos.
Este novo equipamento permitirá realizar no Montijo operações de todas as especialidades cirúrgicas que efetuam cirurgia de ambulatório, nomeadamente oftalmologia, ortopedia, pediatria, cirurgia plástica, ginecologia, cirurgia geral, entre outras.
A decisão do Centro Hospitalar do Barreiro/Montijo deve ser saudada, porque nem sempre os políticos e os administradores públicos cumprem os compromissos que assumem com os seus concidadãos.
Neste caso, estamos perante o cumprimento de uma decisão do protocolo assinado em 24 de Fevereiro de 2007 entre a Câmara Municipal do Montijo e o Ministério da Saúde, através da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
Com a assinatura do referido protocolo, foi assegurado um Serviço de Urgência Básico, para além de outras áreas estipuladas no Protocolo, entre elas a cirurgia de ambulatório, que hoje aqui inauguramos.
Importa reconhecer o papel do Conselho de Administração do Centro Hospital Barreiro/Montijo, que com o seu empenhado contributo e visão nunca deixou de acreditar na concretização dos compromissos assumidos.
Na pessoa da Srª. Presidente Engenheira Isabel Pinto Monteiro, o nosso reconhecimento a todos os que se têm manifestado disponíveis para melhorar os cuidados hospitalares
A Câmara Municipal do Montijo contínua disponível e apostada em cumprir o ponto 10 do referido protocolo que consiste na cooperação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo com vista à boa execução do protocolo assinado em 2007.
Conforme se refere no sumário executivo do último Relatório Mundial de Saúde, a promoção e proteção da saúde são essenciais para o bem-estar do homem e para o desenvolvimento económico e social sustentável. Isto foi reconhecido há mais de 30 anos pelos signatários da Declaração de Alma-Ata, que assinalaram que a Saúde para Todos contribuiria tanto para melhor qualidade de vida como também para a paz e segurança globais.
Não constitui, por isso, surpresa que na maioria dos países os cidadãos classifiquem a saúde como uma das suas maiores prioridades, ultrapassada apenas pelas preocupações económicas, tais como o desemprego, os baixos salários ou alto custo de vida.
Nesta perspectiva, compreende-se que a saúde seja transformada frequentemente num tema politico à medida que os governos tentam responder às expectativas das populações.
Ao invocarmos hoje a importância de abrir no Hospital do Montijo uma cirurgia de ambulatório, não estamos a fazer mais do que constatar e reconhecer que as “circunstancias em que as pessoas crescem, vivem, trabalham e envelhecem” influenciam fortemente a forma como as pessoas vivem e morrem.
No entanto, como responsáveis públicos não podemos ignorar o trabalho que temos de fazer a montante, através do trabalho da educação, habitação, alimentação e emprego, que influenciam inevitavelmente as condições de saúde da população. Reduzir as desigualdades nestas áreas permitirá também reduzir as desigualdades na prestação dos cuidados de saúde.
Como reconhecimento das situações de desigualdades sociais existentes em muitos países, já em 2005 os Estados Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprometeram-se, e bem, a desenvolver sistemas de financiamento da saúde, que permitissem às pessoas aceder a serviços sem enormes sacrifícios financeiros para paga-los. Esta meta foi definida como cobertura universal, por vezes também chamada cobertura universal de saúde.
Na luta por esta meta, os governos, reconhecia-se em 2005, enfrentam três questões fundamentais, que mantêm toda a sua atualidade:
1 - Como deve ser financiado tal sistema?
2 -Como proteger as pessoas das consequências financeiras da falta de saúde e do pagamento pelos cuidados de saúde?
3 -Como otimizar a utilização dos recursos disponíveis?
São estas as grandes questões que se colocam ainda hoje aos governos e também ao governo português, pelo que devemos sempre ter em consideração, por um lado, a escassez de recursos e a necessidade de geri-los com eficiência, economia e eficácia, e por outro a necessidade de não excluir do sistema nacional de saúde as populações mais carenciadas e desprotegidas.
É com este espírito, com esta vontade e determinação de servir com empenho e qualidade os nossos concidadãos, que devemos encarar toda a evolução do Serviço Nacional de Saúde no âmbito das populações servidas pelo Centro Hospitalar Barreiro/Montijo.
Obrigada pela atenção
Montijo, 6 de Junho de 2012
A Presidente da Câmara
Maria Amélia Antunes
7.6.2012 - 13:54
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