poesia
Nosso fado
Por Manuel Alpalhão
Barreiro
E agora
O nosso fado
É forjado
Nas "letras" e na "música"
Dos bancos mundiais...
Nosso fado
Agora
Que o fado foi
Considerado
Património imaterial
Da Humanidade,
Cantemos
até que a voz nos doa
P´las ruas de Lisboa
Esta saudade
Do tempo
Da velha guarda:
Ercília, Marceneiro,
Hermínia, Berta e Lucília,
Ramos, Maurício e Farinha,
Tristão, Matos e Amália,
Saudosa Amália!
E agora
O nosso fado
É forjado
Nas "letras" e na "música"
Dos bancos mundiais;
Pertença de urubus
Com lágrima furtiva,
Ausente o coração.
Sem amor,
Sem o perdão.
Que já não volta mais.
Ou não?
Manuel Alpalhão
Dezembro de 2011
4.12.2011 - 10:52
imprimir

Partilhar:

PUB.

comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia.

envie o seu comentário

PUB.


Pesquisar outras notícias no Google

|