poesia
Contradições
Por João Pedro
Barreiro
Um poema e um abraço
Contradições
Se conseguisse explicar o porquê,
porque não fico indiferente…
No contraste do desejo de estar contigo,
entregando-me ao chamamento,
com o receio de te ter no pensamento
que demanda evitar o teu caminho.
Sempre que visitas o meu mundo,
sei como se vai desenrolar.
Parece que tudo já foi escrito...
Mas é tão fácil esquecer
e voltar a abraçar-te,
ser envolvido nesse teu doce sufoco.
Contigo, vivo momentos de fusão!
Obsessão, calor... É teu coração…
Tudo num instante passional,
mas sempre, sempre igual.
E não existe transparência...
No meio desta obscuridade,
feres com a consciência,
mas matas com a saudade.
Por isso, sempre que me aproximo,
acabo por ter que me afastar.
Só peço a força para ignorar,
quando a mente pede por ti...
João Pedro / 1997
23.2.2012 - 16:21
imprimir

Partilhar:

PUB.

comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia.

envie o seu comentário

PUB.


Pesquisar outras notícias no Google

|