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entrevista rostos.pt - o seu diário digital

Frederico Rosa, candidato do Partido Socialista à Presidência da CMB
Barreiro tem que ter na área Metropolitana de Lisboa um posicionamento de qualidade

Frederico Rosa, candidato do Partido Socialista à Presidência da CMB<br />
Barreiro tem que ter na área Metropolitana de Lisboa um posicionamento de qualidade<br />
. Sinto o Barreiro como uma cidade com pouca vida

. Terminal de Contentores pode alavancar muita actividade mas não se pode transformar na estratégia do Barreiro

. Se não for leito presidente estou disponível para trabalhar

“Aquilo que eu acho que deve ser o norte do Barreiro tem que ser uma cidade que se abra a outro tipo de eventos, que mude a sua imagem lá fora. As pessoas dizem que o Barreiro é a terra das chaminés e da poluição. Nós sabemos que não é, mas, essa é, ainda, a imagem que está marcada”, salientou Frederico Rosa, candidato do Partido Socialista nas próximas eleições autárquicas.

Frederico Rosa, candidato à presidência da Câmara Municipal do Barreiro pelo Partido Socialista, disse-nos que “faço questão que a minha primeira entrevista, enquanto candidato seja à imprensa local”, acrescentando – “gostava que fosse o jornal «Rostos»”.
Marcámos a nossa conversa, um encontro no Parque Catarina Eufémia.

Apontar caminhos de futuro

Quem é Frederico Rosa? – perguntámos para marcar o pontapé de saída desta entrevista.
“O Frederico é uma pessoa que nasceu e cresceu no Barreiro, sempre esteve muito impregnado na vida e aqui tem as suas memórias, por exemplo, o meu avô teve uma vida associativa ligada ao Luso, Penicheiros e Clube Naval.
Tive uma vida muito ligada ao Basket do Barreirense, joguei lá muitos anos Basket, fui treinador do Barreirense, do Fabril e do GDESSA. Fiz parte e ainda faço parte dos órgãos sociais do Barreirense. Estive na origem do Barreiro Stara Zagora Futebol Clube, do qual sou Presidente do Conselho Fiscal.
E, acima de tudo é, um pouco, aquela ideia que o ser barreirense não pode ser só o bater no peito e dizermos, lá fora, que somos do Barreiro. Implica também nós querermos e estarmos disponíveis para fazer qualquer coisa pela nossa cidade.
Essa orientação, neste percurso que já vem de muito trás, nunca me abandonou, e chegou uma altura, como em tudo na nossa vida, eu, que também tinha aquelas conversas, que o Barreiro tem potencial, que o Barreiro pode ter um rumo diferente daquele que tem tido, por isso, o tempo de ficar em casa e o tempo de ficar, hoje em dia, pelas redes sociais a apontar o dedo, esse caminho nunca foi um caminho bom para mim.
Nós se temos vontade e a convicção que as coisas podem ser diferentes, temos que apontar caminhos de futuro, chegarmos à frente, com a capacidade de trazer ao projecto pessoas de qualquer quadrante que se revejam num novo rumo para o Barreiro”.

O rumo tem que ser invertido

Qual a motivação de fundo?
“A motivação é um pouco essa – o Barreiro tem um potencial tremendo – isto é um chavão, que nós repetimos à exaustão, que toda a gente repete até à exaustão.
E não á fácil fazer coisas, não há aqui varinhas mágicas, ninguém tem uma varinha mágica que vai abanar e o Barreiro vai mudar. Mas, há passos que vão ter que ser começados, que vamos ter que começar a dar. Acho que o Barreiro pode ser mais do que o que é, pode ter uma vida cultural, pode ter uma vida desportiva, pode ter um desenvolvimento local e um desenvolvimento económico mais forte do que aquilo que tem tido. Nós estamos sempre sujeitos às condicionantes externas, como é óbvio, é escusado a gente pensar o contrário, mas o rumo tem que ser invertido”.

Uma cidade com pouca vida

Como é que vê o Barreiro hoje, como sente o Barreiro hoje?
“Hoje sinto o Barreiro como uma cidade com pouca vida, e, com pouca vida não quer dizer que não aconteçam coisas no Barreiro, porque acontecem em todos os quadrantes.
Mas nós, durante o dia à noite, vemos o Barreiro com pouca vida, há poucas coisas para fazer e aquilo que se nota é uma população envelhecida, uma população estudantil mais nova e um grande hiato, no meio.
Aquilo que eu acho que deve ser o norte do Barreiro tem que ser uma cidade que se abra a outro tipo de eventos, que mude a sua imagem lá fora. As pessoas dizem que o Barreiro é a terra das chaminés e da poluição. Nós sabemos que não é, mas, essa é, ainda, a imagem que está marcada.
Tem que ser percebida como uma cidade amiga do investimento. Certamente não é a Câmara que vai resolver os problemas todos, têm que ser criadas muitas parcerias, têm que ser criado um novo posicionamento que possa atrair essa percepção”.

Câmara devia ser parte integrante da solução

Um dos problemas do Barreiro é estar dividido em dois territórios. Um deles o da ex-CUF. Um dos dramas é que aquele território, uma pérola, não é da responsabilidade da Câmara. A responsabilidade é dos vários poderes centrais. Como é que olha para aquele território? Que responsabilidade deve ter a Câmara para que possa ser parte integrante na procura de soluções?
“Não tenho dúvidas que essa seria o caminho desejado que a Câmara devia ser parte integrante da solução.
Aquele território, nós passamos lá, e, ainda é, um território murado, não só no sentido literal, mas também no sentido figurativo. É um território à parte e o que tem que haver é uma interligação com a cidade.
Mas, no entanto, há uma coisa que digo, há vários anos, não podemos só pensar no Barreiro, pensando só naquele território, apesar de ser um território estruturante e importante, principalmente para a actividade económica.”

Cidade estruturada por um PDM pensado em 1980

“Temos que pensar noutro tipo de território e naquilo que nós podemos fazer pelo Barreiro.
Li, no Rostos, uma notícia que o vereador dizia que bom seria se o Barreiro pudesse decidir sobre o seu território.
Há partes do território que o Barreiro pode decidir, e, nós temos a eterna questão do PDM, que são questões muito técnicas, mas nós temos que as resolver. Temos uma cidade estruturada por um PDM pensado em 1980, foi apresentado em 1993 ou 94, e, a revisão devia ter avançado em 2004.
Há outras partes onde nós podemos decidir sobre o nosso território.
O território da Quimiparque é fundamental, até pelo que está em Terminal de Contentores, e sua interligação com a cidade, mas, o potencial da cidade não se esgota só naquele território”.

Não podemos ficar presos a uma âncora do passado

Mas o Barreiro continua a pensar CUF, como se sai deste ciclo?
“Mas, é um território importante, não temos que ter dúvidas sobre isso, agora, não podemos ficar presos a um âncora que está presa ao passado. Temos que respeitar o passado.

Um posicionamento de qualidade

Então qual é a estratégia para mudar, esse Barreiro parado, sem vida, com aquele território ali, qual é a estratégia?
“O Barreiro tem que procurar ter na área Metropolitana de Lisboa, nós não podem pensar para o nosso umbigo, tem que ter um posicionamento de qualidade.
Há pouco tempo tive uma conversa alargada, com comerciantes locais e gente do imobiliário, e diziam-me que um dos granes atractivos é que as pessoas vinham para o Barreiro porque as casas são baratas.
Pode ser um facto, mas nós temos que dar que dar qualidade de forma transversal ao Barreiro, seja no ensino, seja na qualidade de vida, seja no desporto, seja na ligação da escola com o movimento associativo, é este posicionamento de qualidade que nos tem que marcar para começarmos a marcar uma percepção diferente para que possamos chegar a outros núcleos.”

Criar qualidade interna

“Fala-se muito do Turismo, por todo o Portugal, não só no Barreiro. O facto é que nós estamos perto da baixa de Lisboa que movimenta milhões de turistas por ano.
Nós temos que começar por criar qualidade interna, criar pontos de interesse para que as pessoas possam vir ao Barreiro, como aconteceu, não há muito tempo atrás, que o Barreiro era uma referência, até na vida nocturna, onde toda a gente dos concelhos limítrofes vinham cá fazer actividades. Aquilo que nós hoje vemos é que grande parte da cidade, principalmente, das zonas mais a sul da cidade já não fazem vivência no Barreiro, ou vão para o Montijo, vão para Almada, vão para Sesimbra, vão para Setúbal, e, era importante que para essas pessoas, o Barreiro também possa ser uma opção para fazer o seu lazer, a sua saída, isso tem que ser transversal”.

Âncora para fixar as pessoas à terra

Mas o problema do Barreiro não se resolverá, só quando o Barreiro tiver emprego?
“Claro que sim, claro que sim. Não tenho dúvidas sobre isso, o emprego, vai ser como é óbvio, como foi no passado, a grande âncora para fixar as pessoas à terra.
Mas gostava de falar, sobre uma questão que foi colocada sobre o orgulho de ser barreirense.
Isso é uma das coisas que eu penso de forma quase incessante, como é que nós temos no Barreiro, se analisarmos a participação na politica local, nas eleições autárquicas e outros fóruns, temos uma participação reduzidíssima, olho para os números e vejo que nas últimas eleições apenas 45% das pessoas votaram e, depois, olho para as eleições nacionais e os números aproximam-se da média nacional que são 50 e tal.
Que faz com que as pessoas se demitam na sua cidade de participar activamente, não se demitindo de participar…”

Participação activa na vida da cidade

Mas isso é geral nas autárquicas em todo o país. Há sempre uma grande abstenção nas autárquicas, nas europeias, nas legislativas há sempre uma maior participação- comentámos.
“Estamos muto acima da média. Este é um problema, é um grande problema. É preciso fazer as pessoas voltar a ter uma grande participação activa na vida da cidade ”, sublinhou Frederico Rosa.

Terminal não pode ser a estratégia

Qual a opinião sobre a instalação do Terminal de Contentores no Barreiro?
“O Terminal, como sempre tenho vindo a defender, pode trazer coisas benéficas ao Barreiro, como é óbvio.
Embora, como já tenho dito, não acho que a implementação do Terminal seja a estratégia do Barreiro.
Acho que são duas coisas distintas. O Terminal pode alavancar muita actividade não só portuária, como logística, mas tem que ser devidamente enquadrado na estratégia local, mas não se pode transformar, ele próprio, na estratégia do Barreiro.
Essa é uma posição que tenho vindo a ter há muito tempo até o próprio Partido Socialista. O Terminal não pode ser a estratégia, porque se não é um pouco como já nos aconteceu com outros projectos âncora, onde nós, vamos a correr atrás deles, pensando que nos vai resolver os problemas da cidade do Barreiro e depois se não avançar, para já sabemos que está em estudo, vai haver concurso Internacional e depois tem que haver investidores privados para o executar, não podemos estar, consecutivamente, a correr atrás destes grandes projectos âncora, e que para o Barreiro vão ser projectos âncora, por parte do Governo central e depois, se não vierem, parece que tudo desaba”.

Território tem características únicas

A Câmara adquiriu territórios em Alburrica e na Braamcamp. Que pode significar aquele território para o Barreiro?
“Eu tenho a convicção, muito pessoal, que aquele território pode ser essencial para o desenvolvimento económico do Barreiro e acima de tudo com características únicas para poder desenvolver actividades do ponto de vista turístico do Barreiro, do ponto de vista de chamar ao Barreiro aquelas pessoas que há pouco falávamos que podem dinamizar o concelho e o comércio local, por outro tipo de oferta que pode nascer. É um território de características únicas, é um território muito vasto, é um território que penso, temos que ser ambiciosos ao olhar para aquele território. A pior coisa que podemos fazer é olhar de forma leviana e num conceito que às vezes é da «cidadezinha».
Aquele território tem características únicas, tem uma implantação única, está numa grande proximidade com uma das portas de entrada do Barreiro, a Estação Rodo-Ferro- Fluvial, acho que tem que ser aproveitado, acho que tem que ser uma das visões…”

Território que tem que estar na esfera municipal

A Câmara fez bem ter adquirido aquele território?
“São duas questões diferentes. A Câmara fez bem em ter adquirido a Quinta do Braamcamp, não sei se a Quinta do Braamcamp ao nível do valor, se o valor era aquele, ou se aquela era uma prioridade. Porque há outras prioridades no Barreiro.
Mas que acho que é um território que tem que estar na esfera municipal, estando ao abandono, não tenho dúvidas que sim, agora, ao nível de prioridade, ao nível de preço ou de custo, essa é outra reflexão.

Mata da Machada é um ex-libris do Barreiro

Mata da Machada como pode se enquadrar nessa reflexão de mudar a imagem do Barreiro?
“Insere-se numa visão que o Barreiro, há alguns anos tem trabalhado, devolver a cidade ao rio, nós temos na zona de Palhais e Santo António, uma zona de condições únicas, temos a Mata da Machada e a zona do rio em baixo, temos um Parque habitacional, relativamente recente quer na zona de Santo António, quer na zona de Palhais, uma zona ideal para casais jovens.
Acho que é nessa articulação, dando vida e articulando zonas ribeirinhas com a Mata da Machada, com as acessibilidades que na zona sul do concelho existem, pode ser fundamental para dar ali um novo impulso.
A Mata da Machada é um ex-libris do Barreiro, é uma zona única, é o nosso pulmão, mas não pode ficar só por estes chavões, tem que trazer também valor acrescentado à cidade, mais ainda, mais valor acrescentado à cidade.
Acima de tudo tem que ser uma zona de referência para quem quer uma zona com qualidade de vida para viver, poder-se ali instalar.
Temos a Mata da Machada, temos a zona de Palhais, junto ao rio, que tem que ser pensada de outra forma, pensando de forma conjunta todo aquele território”.

Uma política de reabilitação urbana

Numa estratégia de desenvolvimento da cidade há duas opções, ou expansão urbana ou regeneração urbana. Qual é a prioridade?
“Claramente regeneração urbana. Temos zonas únicas que têm que integrar uma política de reabilitação urbana. Acho que esse tem que ser o caminho. Temos que nunca perder de vista uma coisa que é fundamental o combate ao envelhecimento da população que o Barreiro tem tido, e a perda populacional, que já vem de há 15 ou 20 anos, de forma contínua o Barreiro tem vindo a perder população.
Nós não temos uma oferta para os jovens. Não temos arrendamento a custos controlados, para um jovem é mais barato, porque tem ofertas e tem programas e prefere arrendar casa na outra margem, que arrendar casa no Barreiro.
Temos que pensar na regeneração, não só do espaço público e do parque habitacional, mas também criar condições para que os jovens se possam cá fixar, a preços que consigam pagar. Esta estratégia tem que ser pensada de uma forma global, não pode ser pensada apenas no regenerar por regenerar, nós, ao fim e ao cabo, o que queremos é dar vida.
Tem que se regenerar e aproveitar esta oportunidade para fixar as novas gerações à cidade. Elas não vão constantemente fugir para a outra margem, onde acabam de fazer vida, onde encontram os seus empregos e aqui não têm essa oportunidade. O Barreiro torna-se uma cidade onde veem aos fins-de-semana visitar os pais.”

Cidade do Arco Ribeirinho Sul que está mais longe de Lisboa

O Barreiro está a meia hora de Lisboa a partir de Coina, de comboio. Está a 15 minutos de Lisboa pelo barco no Tejo. Esta é uma terra isolada?
“É uma terra que tendo acessibilidades não é fácil vir cá de passagem. A questão da Terceira Travessia era fundamental, mas também outro tipo de acessibilidades que podemos pensar, muita gente me diz que estamos a 200 metros do Seixal, estamos a 800 metros do Montijo, podia fazer sentido termos vias de comunicação. Este isolamento é um facto.
Uma das portas de entrada é a Estação dos barcos, mas nós olhamos sempre para a Estação como o local que leva as pessoas para Lisboa. Não traz ninguém se não tivermos aqui uma oferta de qualidade para as pessoas. Isto tem que ser pensado no seu todo, porque se nós pensarmos os meios, quer a sul, quer aqui, que levam as pessoas, o Barreiro é uma terra que vive do próprio isolamento, porque ninguém vem aqui de passagem.
Antigamente, quando o comboio parava aqui, as pessoas passavam aqui para ir para Lisboa, hoje, já nem isso temos, por isso é que nunca podemos pensar no Barreiro sem pensar, obviamente, que o Barreiro é uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa, mas, a nível de acessibilidades se calhar é a cidade do Arco Ribeirinho Sul que está mais longe de Lisboa.”

Pensamos muito Barreiro no centro do Barreiro

Coina não é uma zona que tem que ser pensada como uma centralidade na Península de Setúbal, que é uma potencialidade para o concelho do Barreiro?
“Claramente, claramente. Aliás, inclusive no que diz respeito ao desenvolvimento económico. Nós pensamos muito Barreiro no centro do Barreiro e esquecemos que há muito mais Barreiro para além deste centro. O problema das acessibilidades que nós muitas vezes sentimos nestas zonas mais centrais, Coina acaba por estar, ali, numa série de nós de ligação, quer a ligação ferroviária, quer a ligação rodoviária a uma série de zonas a sul e a norte.
É uma zona que tem que estar na vanguarda do desenvolvimento económico, não tenho dúvidas sobre isso.”

Programa terá o seu tempo para ser apresentado

Divulgue algumas propostas que vão integrar o seu programa eleitoral?
“Sim, temos feito esse trabalho. O Programa terá o seu tempo para ser apresentado, como uma noção muito transversal a todas as propostas.”

Não há varinhas mágicas

Pode dar o exemplo de três ideias-força do Programa?
“Três ideias força sem ser promessas. A questão de fundo é que há caminhos a serem seguidos e não há varinhas mágicas.
Temos que saber muito bem qual é o nosso norte, os passos que queremos dar não só para o desenvolvimento económico mas também para poder criar no Barreiro uma oferta de qualidade que possa servir de âncora à atracção de pessoas. O Barreiro tem que ser uma terra amiga do investimento.”

Uma cidade que pode atrair pessoas

“O Barreiro tem que ter um posicionamento de qualidade em todas as áreas. Temos que dar muita atenção ao comércio local. Tem que existir muito trabalho no terreno, muitos eventos. Criar fluxos de pessoas, atrair população flutuante é essencial para o desenvolvimento económico.
Tem que existir um trabalho muito intenso com as escolas do concelho, promover actividades interligadas com clubes, movimento associativo, para que todas as crianças tenham acesso às mesmas oportunidades.
Outra coisa fundamental, tem que ser uma opção muito marcada, é como nós podemos chegar para que o Barreiro tenha uma oferta de qualidade e possa fazer parte dos Roteiros turísticos, que levam Lisboa a crescer, tendo o Barreiro uma estratégia para atrair divisas, atrair turistas. Temos que ter esta aposta focada neste segmento.
Não sei se o Barreiro poderá vir a ser uma cidade de turismo, nos próximos dez anos, mas pode atrair turismo e não nos podemos demitir dessa responsabilidade.
O Barreiro pode ser uma cidade que pode atrair pessoas, pode ser um viveiro de ideias da chamada indústria 4.0, com mais tecnologia e aproveitando uma geração mais qualificada.
O Barreiro não tem que ser uma cidade mono especializada, mas ter um mix de ofertas e de caminhos, que vão bater nesse chapéu de qualidade.”

Um papel activo de uma mudança

Ser Presidente da Câmara é um sonho?
“É um sonho sim, claro que sim. É um sonho que não é o cargo, é sonho de ter um papel activo de uma mudança que eu desejo para a minha cidade”.

Estou disponível para trabalhar

Se não for eleito presidente, aceita pelouro?
“Sim. Isso é uma ideia que tenho de há muito tempo. Ganhando a presidência da Câmara irei partilhar pelouros com todos os eleitos, esta visão para o lado contrário é idêntica. Que é eleito tem que cumprir o voto de confiança que as pessoas lhe deram. Se não for leito presidente estou disponível para trabalhar. Temos que estar disponíveis trabalhar. As pessoas não irão entender isso de não ter pelouro. Temos que estar de corpo e alma para trabalhar pela cidade”.

Não tenho dúvidas que deu o seu melhor

Que pensa do trabalho de Carlos Humberto?
“É uma pessoa que tenho grande apreço por ele, não tenho dúvidas que deu o seu melhor. Ao fim destes 12 anos, faço uma avaliação. Não vou a apontar o dedo e dizer o que quer que seja negativo. O Barreiro precisa de pessoas que apontem caminhos.
Ele, é uma pessoa que reconheço com muita dedicação, quis servir a sua terra. Aqui, as pessoas não são números, é o filhe de, é o neto de, somos famílias. Fez coisas bem feitas. É escusado pensar que tudo está mal, é no fio condutor e no caminho escolhido que acho que o trabalho não foi bom para o desenvolvimento da cidade”.

No Barreiro toda a gente se conhece

A fechar a nossa conversa Frederico Rosa fez questão de sublinhar – “O meu avô era uma pessoa ligada à Comissão Cultural do Luso, vivia o Partido Comunista, desde sempre que me lembro, quando vinha aqui à praça ver o meu avô a falar com os amigos, ou ir ao Clube Naval, esta vivência, eu era a sombra dele, uma das coisas que mais prazer me deu, quando fui o escolhido pelo Partido Socialista para ser o candidato, foi uma coisa que mexeu um pouco comigo, é, dizer, que havia no Barreiro, algumas pessoas, sem o saberem, eram uma referência para mim e, nesse dia, fiz um contacto com essas pessoas, para lhes agradecer. É que no Barreiro toda a gente se conhece, e essas pessoas acabaram por ser uma referência que me faz estar hoje aqui. Gostava de registar ma entrevista.”

António Sousa Pereira

22.02.2017 - 00:15
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