entrevista
Luis Santos de Alhos Vedros – Moita
Lança o livro – “Entre-tanto, o mundo!”
Luis Santos, natural de Alhos Vedros, 51 anos, exerce funções de professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, vai lançar o seu livro, um ensaio literário – “Entre-tanto, o mundo!”.
“É um livro que permite pensar sobre a vida, sobre o mundo, e que se presta a ser um ponto de partida para a conversa, no sentido que conversa é fazer versos com…” – sublinha Luís Santos, em diálogo com o «Rostos».
Luis Santos, natural de Alhos Vedros, 51 anos, exerce funções de professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
No âmbito das iniciativas enquadradas com a Feira do Livro de Alhos Vedros, no próximo dia 24 de Junho, às 17 horas, no Salão da Academia de Alhos Vedros, Luis Santos vai lançar o seu livro, um ensaio literário – “Entre-tanto, o mundo!”.
Aceitei o desafio de lançar este livro
“É um livrinho que faz a junção de um conjunto de textos, escritos em vários blogues, que foram crescendo, uns mais a título individual, outros colectivamente com outros amigos.
Agora, fiz a compilação dos textos que fui produzindo, respondendo a um repto de Leonel Coelho, que é o organizador mor da Feira do Livro de Alhos Vedros, que este ano quis ter os autores locais representados na Feira.
Recordo que esta é uma Feira do Livro com história que realiza a sua 41ª edição, e perante o convite, aceitei o desafio de lançar este meu livro” – sublinha Luís Santos.
Um encontro com memórias recentes
“O livro tem vários capítulos, desde uma escrita mais literária, até a uma escrita mais ensaística, mais filosófica, por assim dizer, onde vai dando conta, de alguma forma de um conjunto de projectos em que participei, por exemplo o Movimento Internacional Lusófono, que integrei a Comissão Organizadora do Movimento, assim como à Revista «Nova Águia» que é uma revista associada a esse movimento.
Tenho, também, desenvolvido vários projectos com amigos, por exemplo, com o Luís Gomes, tivemos um projecto blogue, onde escrevíamos textos, produzidos por nós, que se chamava o «Largo da Graça».
Também uma revista digital, que ainda hoje está on line, que é produzida a partir de Alhos Vedros, mas com representação de todo o espaço lusófono, que se chama «Estudo Geral».
Digamos que o livro é um pouco um encontro com essa memórias recentes que estão presentes.” - refere
Concepções filosóficas próprias
“Neste livro procuro transmitir uma mensagem, que tem por base um conjunto de conceitos chave, em torno de uma temática lusófona, que tem a ver com esta nossa herança da língua portuguesa, uma temática que me toca.
Depois, tem um desenvolvimento, em torno de um tema mais espiritualista, que é feito com base numa abordagem mais literária, onde procuro fazer uma abordagem histórico- religiosa ou talvez trans-religiosa, porque é feita a partir de uma análise do fenómeno religioso.
Nos textos editados na revista «Estudo Geral», aparecem algumas concepções filosóficas próprias, alguma produção de pensamento próprio, são textos onde talvez transpareçam um conjunto de ideias que se cruzam com a política, com a filosofia de uma forma geral, porque são temas mais académicos, relacionados com o meu exercício profissional.” – salienta Luis Santos.
Um livro que permite pensar sobre a vida
“De alguma forma, no seu conjunto o livro é um pouco isto, são os projectos em que tenho participado e que tenho dado corpo, onde vou desenvolvendo linhas de pensamento próprias, que vou partilhando com amigos, através da net, que se estendem pelo mundo inteiro.
Nós temos muitos contactos com o Brasil, com Angola, com Moçambique, com os países da língua lusófona, que partilham os seus escritos na revista «Estudo Geral».
É um livro que nasce de um pensamento próprio, tão próprio quanto possível, porque o pensamento é sempre de coisas que também vêm de outros, que nós damos um determinado sentido e fazemos as nossas sínteses, dando o nosso próprio colorido.
É um livro que permite pensar sobre a vida, pensar sobre o mundo, e que se presta a ser um ponto de partida para a conversa, no sentido que conversa é fazer versos com…”
Luis Santos, já editou vários livros, de diversos géneros, sendo este insere-se no grupo das obras que editou no campo da ensaística.
“Este vem na sequência de outros dois anteriores, sendo os três, talvez, uma trilogia” – refere.
23.6.2012 - 1:01
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comentários
| nome: |
Rosário Vaz |
| comentario: |
Parabéns, Luís Santos! Folgo em saber da tua produção escrita.
Bj.
Rosário
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