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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 19 de Fevereiro 2018
Por Maria Helena


A(nota)mentos
Discussão politica no Barreiro ao nível de quem discute um «jogo de futebol»


A(nota)mentos - Barreiro
Entre a culpa, a azia e a falta de civismo


Inferências
O Barreiro tem que sair do gueto


Barreiro –Por dentro dos dias
Construtores de solidariedade


Barreiro / Moita - Associativismo e Comunicação
Valorizar as dinâmicas de comunicação na vida associatva


COLUNISTAS
Armas e mãos
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


«Me Too», Assédio e oportunismo
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


Ano Europeu do Património Cultural 2018
Por José Caria
Montijo


Interesses há muitos, o nacional é que é só um!
Falamos de aeroportos e não de chapéus …
Por Nuno Cavaco
Moita


Disco virado. E a música?
Por Jorge Fagundes
Barreiro


Desculpem lá!
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


Vigiar e intervir antes de ser tarde demais!
Por Nuno Banza
Barreiro


BASTIDORES
Bruno Vitorino considera que resultado obtido pela lista que encabeçou
É «um sinal da importância que o distrito de Setúbal tem na vida interna


Federação Distrital de Setúbal da Juventude Socialista
Posição política sobre o flagelo da Mutilação Genital Feminina


Programas de incentivo e apoio a criação de emprego próprio
«Algo que nunca foi feito no Barreiro» afirma Bruno Vitorino


Nova Direção Política do Partido Socialista da Moita tomou posse
Fizemos história ao retirar a maioria absoluta ao PCP na Câmaara


Os próximos anos serão muito bons para Partido Socialista
na medida em que serão bons para o Barreiro


JSD Barreiro conseguiu que a Câmara Municipal instalasse
Equipamento de Street Workout na cidade


CDS Barreiro representado nos novos órgãos distritais de Setúbal
No concelho Jorge Miguel Teixeira reconduzido na liderança


Moita - Reforçar a presença do PS na Baixa da Banheira e Vale da Amoreira
Objectivo dos novos Órgãos do Partido Socialista


AS EMPRESAS
Barreiro - Baía do Tejo em Moscovo
Conferência na ProdExpo 2018 e assinatura de três protocolos e um memorando de entendimento


DESPORTO
Barreirense conquista Taça Cidade do Barreiro
GD Fabril - 1 - FC Barreirense - 2
. Receita de 1800 euros para CATICA


Passeio Informal no Barreiro em BTT
Passeio com cerca de 30Km de baixa dificuldade física e técnica


Na SIRB «Os Penicheiros» - Barreiro
JVC Wrestling Academy comemora seu primeiro aniversário


Velejadores do Clube de Vela no pódio em Sesimbra
3 velejadores nos 5 primeiros lugares na 3ª Prova Apuramento Regional – Optimist juvenis


Torneios de Xadrez do Barreiro
20º Circuito de 25 fevereiro a 17 de junho


Clube Naval Barreirense - Barreiro
Presença positiva no Campeonato Nacional de Remo Indoor


PERSONALIDADES
Barreiro - Faleceu D. Ivone Madeira
Fã nº 1 de Herman José


Barreiro - Faleceu Armando dos Santos Nina
Sócio n º 1 do Clube Naval Barreirense


AS ESCOLAS
Setúbal - Multinacional formou mais de 35 mil portugueses no primeiro ano do «Ateliê Digital»
Google reconhece papel pioneiro do IPS na melhor


Barreiro - Agrupamento de Escolas de Santo António «Marca a Diferença»
Este é o lema do Projeto Educativo do nosso Agrupamento


REPORTAGEM
Barreiro - GDR «Os Leças» comemora 92 anos de vida
Com os olhos postos num terreno onde quer construir futuro


Clube de Fotógrafos do Barreiro quatro anos a viver uma «paixão comum»
CMB vai fotografar o património industrial do Barreiro


Barreiro – Intercultural, da solidariedade e da inclusão
Despertar os mais novos para a solidariedade


Rotary Club do Barreiro
Carlos Humberto distinguido como «Sócio Honorário»


Dia Mundial da Luta Contra o Cancro» no Barreiro
«Não se deve tomar medicamentos pelo Drº Google»


«O Barreiro são as pessoas e sem as pessoas nada se faz»
Movimento Associativo torna-nos únicos


António Proença «Profissional do Ano» do Rotary Club da Moita
«Os casos de sucesso constroem-se»


Investimento de 1,5 milhões de euros permite que fique concluída
Ligação da rede de saneamento da Baía do Tejo à ETAR Barreiro/ Moita


Protecção Civil no Distrito de Setúbal
Foi um tempo marcante no meu percurso profissional


Barreiro - Um musical para todas as idades
Um convite a mergulhar por dentro da imaginação


MOLDURA
No Fórum Cultural de Alcochete
IX Encontro Nacional de Escolas de Danças Sevilhanas


Centro Hospitalar Barreiro Montijo
PROMOVE AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE PREVENÇÃO RODOVIÁRIA


Barreiro recebe a sessão «Tu e a Europa»
integrado na iniciativa «Diálogo Estruturado»


Paróquia de Santa Maria no Barreiro
Lança campanha «Lava a tua alma»


Mega Construções de Legos na Moita
Moita Fan Events for Lego Lovers


AUTARQUIAS
Contactar de perto com a realidade empresarial existente no concelho da Moita
«Semana Participativa» em empresas


Barreiro - Trânsito condicionado na Av. JJ Fernandes
No cruzamento com a Rua Carvalho Araújo no Lavradio


Governo clarifica finalmente posição sobre Setúbal
Câmara Municipal não está obrigada à aplicação de taxas máximas de IMI


Barreiro - Poda e abate de árvores nas escolas do Concelho
Trabalho em curso prevê a intervenção em 12 escolas


Barreiro - Duas novas viaturas de recolha de resíduos sólidos urbanos indiferenciados
Melhorar a capacidade de resposta


Barreiro - Conselho Municipal da Juventude
Novos membros tomaram posse


Barreiro - CDU lamenta que esforço feito para capacitar os serviços
Não seja acompanhado pelo actual executivo


OPINIÃO
Investimento Chinês em Portugal e o Futuro
Por Emanuel Martins
Montijo


O coxear da esquerda
Alcídio Torres
Montijo


Rankings - TAPAR O SOL COM A PENEIRA
Por Manuela Espadinha
Barreiro


OSTOMIA E A IRRIGAÇÃO NA PRIMEIRA PESSOA
Por Francisco Oliveira
Barreiro


ALERTA AOS PAIS!
Por Clara Soares
Bareiro


ASSOCIATIVISMO
Na Baixa da Banheira - Moita
Conselho Regional dos Escuteiros Adultos da Região de Setúbal


Banda Municipal do Barreiro
Novos corpos gerentes para o biénio 2018/2019


Escuteiros adultos da região de Setúbal
Reflorestam a Serra do Alvão


Barreiro - Associação Desenvolvimento Artes e Oficios
No dia 7 de Abril vai acontecer OPEN DAY 8.0.


LIVROS
Fernando Sobral escritor do Barreiro
Romance «Ela Cantava Fados» editado na Polónia


Barreiro - Kalaf Epalanga na ADAO
Apresenta o livro «TAMBÉM OS BRANCOS SABEM DANÇAR»


POSTAIS
Barreiro - Hugo Cunha completaria hoje 41 anos
Foi homenageado na abertura da 5ª edição da Taça Cidade do Barreiro


Barreiro - Proposta de protocolo com empresa espanhola SUPERA e Galitos
Retirada da ordem de trabalhos da reunião de Câmara


Tiago Mealha defende que Estação do Barreiro Mar
Pode transformar-se no «ponto de ligação a Lisboa»


Barreiro - Um projecto para as familias
Criar uma das maiores áreas de fitness no concelho
. Fitnesse da última geração


ARTES
Barreiro - «O Inspector» de Gogol encenado por Jorge Cardoso
Sentir no teatro o pulsar da vida...porque a vida é uma gaiola!


AGENDA
No Barreiro, cidade que o viu nascer
Concerto de Fado com José Manuel Barreto


EUROPA
Comissão apresenta ideias para uma União Europeia mais eficiente
Uma Europa que cumpre as suas promessas


colunistas rostos.pt - o seu diário digital

Falar de mim
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro

Falar de mim<br />
Por Carlos Alberto Correia<br />
BarreiroA edição deixou de ser sinónimo de gosto, de bem escrever e passou a estar disponível para quantos, tendo o necessário poder de compra, entreguem os originais nesses mercadores de folhas agrupadas. Por isso nunca se publicou tanto, tão mau e cada vez mais se rarefaz o mercado dos livros.

Não se importam de parar um pouco o coro de protestos? Certo! Parece muito desplante de qualquer meco utilizar o espaço do jornal e a paciência dos leitores, com a arrogância de um discurso sobre si próprio, isto como se cada escrito, cada crónica, por muito que aparente distância do autor não fosse, de outra forma, o seu reflexo no espelho. Que mais não seja porque, escrevendo-se sobre coisa diversa, continuamente se estará a escrever nos moldes em que pensa o mundo, a partir de si, das suas experiências, gostos e decisões. Já lá dizia Barthes, “quem fala, fala-se”, ou, traduzindo para o assunto em causa, quem escreve, sempre se escreve.

Se aguentaram até aqui a discursata em que me envolvi, terão o direito absoluto a exigirem-me as razões da mesma. E o anterior pedido de acalmia nos protestos nasce do reconhecimento de que têm esse poder. Vou, pois, por ínvios caminhos, ao assunto.

Pertenço ainda à geração do livro! Neste momento, certamente, o coro de protestos recrudescerá em bastos, também eu, também eu! Sei muito bem ser isso verdade. Para ser sincero a maior parte de nós faz parte dela. Lembro-me de quando, em início de adolescência, conseguia uns cobres para comprar algum livro cobiçado desde há muito, correr para casa, agarrar num corta-papéis e entre emoção e nervosismo, abrir as páginas, deixando sobre a mesa as raspas de papel sobrantes ao sacrifício da abertura original. Nesse tempo o livro era assim! Comportava um ritual desvirginador garantindo, a quem o comprava, ser o seu único e primeiro possuidor. Estão a ver a semelhança com os rituais núbeis? Pois, em sociedade as coisas não só se tocam como vão mudando com os tempos. A tradição é uma grande mentira securizante!

O que foi de gritos e destemperos (estou a exagerar) quando os livros começaram a aparecer aparadinhos, folhinhas abertas a todos e certinhas no corte, nunca sabendo o comprador quantos mais teriam passado os dedos molhados na língua e os olhos ávidos pelas suas páginas. Os brados lancinantes, os anátemas garantidos, não mudaram o produto industrial e, vejam lá, estenderam-se às relações amorosas. A virgindade deixou de ter sentido absoluto tornando-se o objeto livro, ou a pessoa feminina, valores por si próprios, independentemente de terem, ou não, sido primordialmente tocados por outras mãos. É o efeito do tempo, a mudança de valores, a acompanhar e a produzir serventias técnicas e sociais diferenciadas. Os conservadores bramiram por muito tempo o descontentamento, mas a tradição foi-se tornando outra, fortificando, ganhando raízes, obrigando pela omnipresença à diminuição paulatina dos bramadores do antes é que estava bem.

Perguntar-me-ão de novo, para que serve tudo isto? Porque estou a perder o meu tempo a ler este tipo? Pois, a curiosidadezinha, o querer saber para onde os quero, docemente, conduzir. A desagradável e fria resposta é a enunciada no título: a mim!

Então porque fala de livros, de virgindades e absurdos congéneres? Porque, meus amigos, lhes vou dar uma notícia em primeira mão. Claro, ela importa sobretudo ao próprio, mas, para além do egoísmo demonstrado, pode ser que, por algum modo, vos venha também a interessar. Sabem, o escritor é um autocentrado megalómano. Parte do princípio que o escrito não só tem quem o procure e espere, como poderá alterar comportamentos, modos de pensar, estilos de vida. Esteja embora por provar, não deixa o escriba de, mesmo não o confessando abertamente, ter lá, muito no fundo, este bichinho de esperança a roer-lhe a expectativa.

Pois a notícia, estão a ver como eu estendo o mistério buscando que a curiosidade do leitor supere o tédio do discurso, é que vou mudar de paradigma!

Pressinto os vossos olhos a abrirem-se de admirados, na boca um sopro irónico, a pergunta desencantada: que quer ele dizer e o que tenho a ver com isto? Com mais um pouco de paciência, lá chegaremos.

No tempo dos livros abertos com espátula eram eles objetos caros, raros, valiosos. Não existiriam no país muitos editores. Conseguir a publicação “do Livro” exigia um percurso de artigos em revista, jornais, referências académicas e mais um rol de coisas de aborrecida enumeração. Chegados lá, porém, seria a consagração. Era assim como erigir um farol ou um altar. Haveria dissidentes? Certamente! Mas o feito estava firme nas montras das livrarias, nas estantes das bibliotecas, nos suplementos da imprensa, nos ensaios a respeito. Com o livro aparadinho chegou maior facilidade de publicação. A técnica passou da tipografia ao “offset”, as chapas podiam guardar-se para novas edições, os preços diminuíam. Muito mais gente começou a publicar e livros e autores dominaram a praça publica. Nessa altura o Editor era ainda uma figura respeitada e interessada que, escolhida a obra, a acompanhava desde a releitura e correção, passando pela impressão, divulgação e distribuição do livro. Este era o seu trabalho! A ele se dedicava a tempo inteiro, pugnando pelo êxito da obra.

Os tempos e as técnicas continuaram a mudar. Tornou-se fácil editar fosse lá o que fosse. O Editor dedicado transformou-se num funcionário, muitas das vezes a recibos verdes e pelo tempo de duração de um estágio, que, na ótica do patrão, procura menos, ou quase nada, a qualidade do texto, visando meramente o cálculo de quanto pode render. Tais empresas de serviços, arvoradas em editoras, fazem livros como poderiam fazer tijolos ou ensacar feijões, caso tais atividades se revelassem mais remuneratórias. Assim, em grande parte, exigem ao autor o pagamento de edição, contra a aposição de uma chancela que liberte o livro da menoridade de edição de autor, e, recebido o dinheiro, produzem meramente o número de exemplares requeridos pelo consumo imediato e declarado, deixando o autor sozinho, não distribuindo nem divulgando o livro. A edição deixou de ser sinónimo de gosto, de bem escrever e passou a estar disponível para quantos, tendo o necessário poder de compra, entreguem os originais nesses mercadores de folhas agrupadas. Por isso nunca se publicou tanto, tão mau e cada vez mais se rarefaz o mercado dos livros. Claro que outros factos haverá – tudo é mais complexo do que aparenta – mas estas são as principais razões a apontarem para a revelação que, desde inicio, vos prometo.

Farto de consultar e discutir com os novéis editores as condições de aparição de cada uma das obras, obrigando-me embora a perder o contacto com o objeto físico, deixando de parte a sensualidade de sentir o ruge-ruge do passar das folhas, aceitando o caminho de desmaterialização a impor-se a muitas atividades, com alguma mágoa, confesso, decidi partir para nova experiência. Retirei da Editora o meu romance “Momentos para inventar o amor” e entreguei-o, para ser publicado como ”e-book”, a uma parceria de grande credibilidade – “escritores online” – entre a Associação Portuguesa de Escritores e a CLEPUL, organização da Faculdade de Letras de Lisboa.

Esta era mudança que vos queria comunicar. Lutando contra o hábito de ter o escrito corporizado em objeto físico vou entrar pelo caminho, que prevejo como o futuro, do livro a existir numa nuvem informática sabendo que, para os amantes dos livros será decisão desilusória, mas, por outro lado, fundado em organizações credíveis, saber da possibilidade de chegar a outro público, interessado, informado e, acrescendo, pelo preço que custará (2,95 euros) a possibilidade de alargar a fruição do texto a quantos não podem esportular a dezena de euros de uma publicação impressa.

Falei de mim, confessei aderir ao futuro, espero não me desiludir, nem desiludir os putativos leitores. Façam um esforço! Alterem hábitos! Não o podendo garantir reconheço que pode valer a pena.

Carlos Alberto Correia

09.11.2017 - 17:39
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