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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 24 de Junho 2018
Por Maria Helena


Rosto da Semana – Barreiro
Sara Ferreira – palavra dada é palavra honrada


A(nota)mento - Barreiro
Evocação do cidadão Alcino Monteiro


Por dentro dos dias – Barreiro
Liberdade rima com Dignidade


Inferências
Barreiro a necessidade de pensar em conjunto
– a fábrica e a cidade!


COLUNISTAS
A Leste Nada de Novo
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


Estou chateado!
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


É falta de educação não responder às perguntas ou não cumprir o que se promete
Por Nuno Cavaco
Moita


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


MONTIJO - AGIR NO PRESENTE,PREPARAR FUTURO
Por José Caria


BASTIDORES
Nuno Magalhães deputado do CDS-PP eleito pelo círculo de Setúbal
Visitou os postos da GNR na Trafaria em Almada e em Paio Pires no Seixal


Moita - O edifício tem de estar à altura do serviço que nele se presta
PS RECLAMA DIGNIFICAÇÃO DA BIBLIOTECA DO VALE DE AMOREIRA


Moita - Pavilhão Desportivo da Escola Secundária da Baixa da Banheira
Verdes Exigem a Construção


ENTREVISTA
Barreiro - Naciolinda Silvestre, Presidente da União de Freguesias de Palhais e Coina
«Uma freguesia que dá qualidade de vida a quem cá está»


Barreiro - Isabel Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca
«Não quero que a minha freguesia seja uma freguesia peri


AS EMPRESAS
Serviço de Praias TCB 2018 - Transportes Colectivos do Barreiro
Início dia 30 de Junho


Novas fardas dos funcionários dos Transportes Colectivos do Barreiro
Apresentação de Livro dos TCB


DESPORTO
Ribeirinho da Baixa da Banheira venceu Forum Barreiro Night Run 2018
Ana Correia e Marco Tavares os vencedores individuais


Passeio Informal do Barreiro no dia 24 de junho
Dirigido ao público em geral


Torneio de Minibasquete do GDESSA - Barreiro
150 meninas encheram Pavilhão Municipal


Associação de Basquetebol de Setúbal organiza no Barreiro
Torneio Distrital de 1x1 e lance livre de sub14 masculinos e femininos


Barreiro - Ginastas da Associação Trampolins Fabriltramp
Ana Renata Paulino e Raquel Solposto em 3º. lugar nacional


Moita - Ginastas do GAC da Baixa da Banheira
Campeãs Nacionais em Trampolim Individual.


PERSONALIDADES
Barreiro - Faleceu Cardoso Ferreira
Antigo deputado municipal eleito pelo Partido Socilaista


AS ESCOLAS
Setúbal - Colocar os estudantes em contacto com o seu futuro contexto profissional
Escola Superior de Saúde apresenta projetos de intervenção c


Conselho Municipal de Educação do Barreiro
Toma posse para o quadriénio 2018-2021


Barreiro - Escola Profissional Bento Jesus Caraça
Aula com a Fotografa Vera Marmelo.


REPORTAGEM
Barreiro - Conversa à Mesa com Marta Baeta um encontro com sabores do Quénia
Uma favela onde residem cerca de 2 milhões de pessoas


Barreiro - Plataforma Cívica BA6 - Montijo Não
Vai avançar com petição para o tema ser debatido nas Assembleias Municipais


Moita - Festas Populares da Baixa da Banheira em honra de São José Operário
«Seremos visitados por cerca de 30 mil pessoas»


Barreiro – Coral TAB e Russkii Klub
Uma noite com ritmo e a perfeição da «simbiose» entre as vozes e a dança


Barreiro - Um dia não é suficiente para visitar e ver todas as obras da 9ª Colectiva de Artes
Mais de 120 obras dos alunos de Casquilhos


Barreiro - Por fim às indignas condições de trabalho
Esta não devia ser uma preocupação do século XXI


Centro de Formação de Professores Barreiro – Moita
Vai ter professor destacado para desenvolver o trabalho da autonomia curricular


«Os Mistérios do Sexo» pelo Teatro de Ensaio do Barreiro
Como através do sorriso é possível pensar o mundo e a vida


Barreiro - «Jogo de Massacre» uma peça que é ArteViva
Um espectáculo onde a morte afirma-se com um grito à vida.


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Concerto com Miguel Gameiro no Barreiro
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Encontro com Energia na Baixa da Banheira - Moita
COMO GERIR E POUPAR ENERGIA?


Passeio de Bicicletas Antigas do Barreiro
Inscrições gratuitas.


Barreiro - 20º Concurso de Gastronomia Ribeirinha
Tendo como base produtos originários ou característicos dos rios Tejo e Coina


No Largo do Mercado Municipal 1º de Maio - Barreiro
Mundial de Futebol 2018 em Ecrã gigante


Barreiro - Mata da Machada vai voltar a estar protegida por jovens voluntários
Colaboração de cerca de 50 jovens na deteção precoce de eventuai


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Moita - Candidatura à inscrição no Património Cultural Imaterial da UNESCO.
Técnicas de embarcações do estuário do Tejo no Estaleiro Naval de


Transportes Colectivos do Barreiro
Apresentam Livro e novas fardas em dia simbólico para os TCB



Barreiro - Novo Balcão Único na Rua Teresa Borges
Obra de adaptação inicia a 25 de junho


BARREIRO - CONDICIONAMENTO / CORTE DE TRÂNSITO
Na Avenida do Bocage a partir de 21 de Junho


Câmara Municipal do Barreiro assina protocolo com escolas
Atribuição dois manuais escolares a todos os alunos que estudam e residem no Concelho


ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DO MUNICIPIO DO BARREIRO
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Transportes Colectivos do Barreiro
Alteração de Horários
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OPINIÃO
Fazer a diferença
Hélder Leal Rodrigues
Barreiro


Vamos ocultar a nossa história?
Por Luís Murilhas
Barreiro


Gerir o medo
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O AÇAMBARCAMENTO DA OSTOMIA
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS E O BUSINESS DA OSTOMIA
Por Vitor Bento Munhão
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A evolução tecnológica e o risco das fake news
Por Carlos Aguiar
Barreiro


Aproximadamente 22% da população portuguesa sofre de Rinite Alérgica.
Por Cândida Bizarro, Inês Ribeiro e Maria Inês Silva
Barreiro


PATRIMÓNIO INDUSTRIAL COMO GERADOR DE CONHECIMENTO
Por Leal da Silva
Barreiro


ASSOCIATIVISMO
Moita - Sessão Pública na Baixa da Banheira
Sobre o estado de degradação da saúde pública na Baixa da Banheira


Moita - 47ª Feira do Livro de Alhos Vedros
No Largo do Coreto de 28 de Junho a 1 de Julho


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Comemorações do 80º Aniversário


CULTURA
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«O que faz falta é agitar a Malta» no parque empresarial da Baía do Tejo


Associação Barreiro – Património,Memória e Futuro considera um crime
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LIVROS
«Histórias do Advento» de Susana Talete do Barreiro
Da escrita diária sobre a realidade..ao mundo da fantasia partilhada


POSTAIS
«Uma viagem pelo Barreiro – TCB 60 anos - 1957 -2017» de Bruno Vieira Amaral
Um livro para sentir e pensar o concelho de ontem, de hoje e do fu


Instalação de Posto de Gás Natural nos Transportes Colectivos do Barreiro
Proposta aprovada por unanimidade


Barreiro - Aprovada por unanimidade proposta de aquisição
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Imortalizar património do Barreiro com fotografias de qualidade
Exposição «Lugares com história-Barreiro»


Barreiro – Reconstrução do Moinho Pequeno arrancou como ‘vem de trás’
Avança estudo para praia interior na Caldeira do Moinho Grande


Moita – Festas Multiculturais do Vale da Amoreira
Música, Dança. Gastronomia, Exposições, Artesanato e Animações Culturais


EUROPA
Orçamento da União Europeia
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Comissão Europeia publica relatório
sobre a aplicação da Carta dos Direitos Fundamentais na União Europeia em 2017


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Falar de mim
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro

Falar de mim<br />
Por Carlos Alberto Correia<br />
BarreiroA edição deixou de ser sinónimo de gosto, de bem escrever e passou a estar disponível para quantos, tendo o necessário poder de compra, entreguem os originais nesses mercadores de folhas agrupadas. Por isso nunca se publicou tanto, tão mau e cada vez mais se rarefaz o mercado dos livros.

Não se importam de parar um pouco o coro de protestos? Certo! Parece muito desplante de qualquer meco utilizar o espaço do jornal e a paciência dos leitores, com a arrogância de um discurso sobre si próprio, isto como se cada escrito, cada crónica, por muito que aparente distância do autor não fosse, de outra forma, o seu reflexo no espelho. Que mais não seja porque, escrevendo-se sobre coisa diversa, continuamente se estará a escrever nos moldes em que pensa o mundo, a partir de si, das suas experiências, gostos e decisões. Já lá dizia Barthes, “quem fala, fala-se”, ou, traduzindo para o assunto em causa, quem escreve, sempre se escreve.

Se aguentaram até aqui a discursata em que me envolvi, terão o direito absoluto a exigirem-me as razões da mesma. E o anterior pedido de acalmia nos protestos nasce do reconhecimento de que têm esse poder. Vou, pois, por ínvios caminhos, ao assunto.

Pertenço ainda à geração do livro! Neste momento, certamente, o coro de protestos recrudescerá em bastos, também eu, também eu! Sei muito bem ser isso verdade. Para ser sincero a maior parte de nós faz parte dela. Lembro-me de quando, em início de adolescência, conseguia uns cobres para comprar algum livro cobiçado desde há muito, correr para casa, agarrar num corta-papéis e entre emoção e nervosismo, abrir as páginas, deixando sobre a mesa as raspas de papel sobrantes ao sacrifício da abertura original. Nesse tempo o livro era assim! Comportava um ritual desvirginador garantindo, a quem o comprava, ser o seu único e primeiro possuidor. Estão a ver a semelhança com os rituais núbeis? Pois, em sociedade as coisas não só se tocam como vão mudando com os tempos. A tradição é uma grande mentira securizante!

O que foi de gritos e destemperos (estou a exagerar) quando os livros começaram a aparecer aparadinhos, folhinhas abertas a todos e certinhas no corte, nunca sabendo o comprador quantos mais teriam passado os dedos molhados na língua e os olhos ávidos pelas suas páginas. Os brados lancinantes, os anátemas garantidos, não mudaram o produto industrial e, vejam lá, estenderam-se às relações amorosas. A virgindade deixou de ter sentido absoluto tornando-se o objeto livro, ou a pessoa feminina, valores por si próprios, independentemente de terem, ou não, sido primordialmente tocados por outras mãos. É o efeito do tempo, a mudança de valores, a acompanhar e a produzir serventias técnicas e sociais diferenciadas. Os conservadores bramiram por muito tempo o descontentamento, mas a tradição foi-se tornando outra, fortificando, ganhando raízes, obrigando pela omnipresença à diminuição paulatina dos bramadores do antes é que estava bem.

Perguntar-me-ão de novo, para que serve tudo isto? Porque estou a perder o meu tempo a ler este tipo? Pois, a curiosidadezinha, o querer saber para onde os quero, docemente, conduzir. A desagradável e fria resposta é a enunciada no título: a mim!

Então porque fala de livros, de virgindades e absurdos congéneres? Porque, meus amigos, lhes vou dar uma notícia em primeira mão. Claro, ela importa sobretudo ao próprio, mas, para além do egoísmo demonstrado, pode ser que, por algum modo, vos venha também a interessar. Sabem, o escritor é um autocentrado megalómano. Parte do princípio que o escrito não só tem quem o procure e espere, como poderá alterar comportamentos, modos de pensar, estilos de vida. Esteja embora por provar, não deixa o escriba de, mesmo não o confessando abertamente, ter lá, muito no fundo, este bichinho de esperança a roer-lhe a expectativa.

Pois a notícia, estão a ver como eu estendo o mistério buscando que a curiosidade do leitor supere o tédio do discurso, é que vou mudar de paradigma!

Pressinto os vossos olhos a abrirem-se de admirados, na boca um sopro irónico, a pergunta desencantada: que quer ele dizer e o que tenho a ver com isto? Com mais um pouco de paciência, lá chegaremos.

No tempo dos livros abertos com espátula eram eles objetos caros, raros, valiosos. Não existiriam no país muitos editores. Conseguir a publicação “do Livro” exigia um percurso de artigos em revista, jornais, referências académicas e mais um rol de coisas de aborrecida enumeração. Chegados lá, porém, seria a consagração. Era assim como erigir um farol ou um altar. Haveria dissidentes? Certamente! Mas o feito estava firme nas montras das livrarias, nas estantes das bibliotecas, nos suplementos da imprensa, nos ensaios a respeito. Com o livro aparadinho chegou maior facilidade de publicação. A técnica passou da tipografia ao “offset”, as chapas podiam guardar-se para novas edições, os preços diminuíam. Muito mais gente começou a publicar e livros e autores dominaram a praça publica. Nessa altura o Editor era ainda uma figura respeitada e interessada que, escolhida a obra, a acompanhava desde a releitura e correção, passando pela impressão, divulgação e distribuição do livro. Este era o seu trabalho! A ele se dedicava a tempo inteiro, pugnando pelo êxito da obra.

Os tempos e as técnicas continuaram a mudar. Tornou-se fácil editar fosse lá o que fosse. O Editor dedicado transformou-se num funcionário, muitas das vezes a recibos verdes e pelo tempo de duração de um estágio, que, na ótica do patrão, procura menos, ou quase nada, a qualidade do texto, visando meramente o cálculo de quanto pode render. Tais empresas de serviços, arvoradas em editoras, fazem livros como poderiam fazer tijolos ou ensacar feijões, caso tais atividades se revelassem mais remuneratórias. Assim, em grande parte, exigem ao autor o pagamento de edição, contra a aposição de uma chancela que liberte o livro da menoridade de edição de autor, e, recebido o dinheiro, produzem meramente o número de exemplares requeridos pelo consumo imediato e declarado, deixando o autor sozinho, não distribuindo nem divulgando o livro. A edição deixou de ser sinónimo de gosto, de bem escrever e passou a estar disponível para quantos, tendo o necessário poder de compra, entreguem os originais nesses mercadores de folhas agrupadas. Por isso nunca se publicou tanto, tão mau e cada vez mais se rarefaz o mercado dos livros. Claro que outros factos haverá – tudo é mais complexo do que aparenta – mas estas são as principais razões a apontarem para a revelação que, desde inicio, vos prometo.

Farto de consultar e discutir com os novéis editores as condições de aparição de cada uma das obras, obrigando-me embora a perder o contacto com o objeto físico, deixando de parte a sensualidade de sentir o ruge-ruge do passar das folhas, aceitando o caminho de desmaterialização a impor-se a muitas atividades, com alguma mágoa, confesso, decidi partir para nova experiência. Retirei da Editora o meu romance “Momentos para inventar o amor” e entreguei-o, para ser publicado como ”e-book”, a uma parceria de grande credibilidade – “escritores online” – entre a Associação Portuguesa de Escritores e a CLEPUL, organização da Faculdade de Letras de Lisboa.

Esta era mudança que vos queria comunicar. Lutando contra o hábito de ter o escrito corporizado em objeto físico vou entrar pelo caminho, que prevejo como o futuro, do livro a existir numa nuvem informática sabendo que, para os amantes dos livros será decisão desilusória, mas, por outro lado, fundado em organizações credíveis, saber da possibilidade de chegar a outro público, interessado, informado e, acrescendo, pelo preço que custará (2,95 euros) a possibilidade de alargar a fruição do texto a quantos não podem esportular a dezena de euros de uma publicação impressa.

Falei de mim, confessei aderir ao futuro, espero não me desiludir, nem desiludir os putativos leitores. Façam um esforço! Alterem hábitos! Não o podendo garantir reconheço que pode valer a pena.

Carlos Alberto Correia

09.11.2017 - 17:39
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