Conta Loios
rostos.pt
PESQUISAR     
    HOME  |   FICHA TÉCNICA   |   ESTATUTO EDITORIAL   |   EDIÇÃO IMPRESSA  |   NEWSLETTER  |    RSS  |    TWITTER  |    FACEBOOK  
INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 25 de Junho 2018
Por Maria Helena


Barreiro – Rosto da Semana
João Pintassilgo – o rosto da nova era dos TCB


A(nota)mento - Barreiro
Evocação do cidadão Alcino Monteiro


Por dentro dos dias – Barreiro
Liberdade rima com Dignidade


Inferências
Barreiro a necessidade de pensar em conjunto
– a fábrica e a cidade!


COLUNISTAS
A Leste Nada de Novo
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


Estou chateado!
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


É falta de educação não responder às perguntas ou não cumprir o que se promete
Por Nuno Cavaco
Moita


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


MONTIJO - AGIR NO PRESENTE,PREPARAR FUTURO
Por José Caria


BASTIDORES
Nuno Magalhães deputado do CDS-PP eleito pelo círculo de Setúbal
Visitou os postos da GNR na Trafaria em Almada e em Paio Pires no Seixal


Moita - O edifício tem de estar à altura do serviço que nele se presta
PS RECLAMA DIGNIFICAÇÃO DA BIBLIOTECA DO VALE DE AMOREIRA


Moita - Pavilhão Desportivo da Escola Secundária da Baixa da Banheira
Verdes Exigem a Construção


ENTREVISTA
Barreiro - Naciolinda Silvestre, Presidente da União de Freguesias de Palhais e Coina
«Uma freguesia que dá qualidade de vida a quem cá está»


Barreiro - Isabel Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca
«Não quero que a minha freguesia seja uma freguesia peri


AS EMPRESAS
Serviço de Praias TCB 2018 - Transportes Colectivos do Barreiro
Início dia 30 de Junho


Novas fardas dos funcionários dos Transportes Colectivos do Barreiro
Apresentação de Livro dos TCB


DESPORTO
Almada - Surfista da Costa de Caparica vai ter oportunidade de viajar até ao Havai
Mafalda Lopes recebe o Tiago Pires Award by ANSurfistas


Barreiro - No Pavilhão da Escola de Santo António
Estagio Internacional de Verão AKDS


Ribeirinho da Baixa da Banheira venceu Forum Barreiro Night Run 2018
Ana Correia e Marco Tavares os vencedores individuais


Torneio de Minibasquete do GDESSA - Barreiro
150 meninas encheram Pavilhão Municipal


Barreiro - Ginastas da Associação Trampolins Fabriltramp
Ana Renata Paulino e Raquel Solposto em 3º. lugar nacional


Moita - Ginastas do GAC da Baixa da Banheira
Campeãs Nacionais em Trampolim Individual.


AS ESCOLAS
Setúbal - Colocar os estudantes em contacto com o seu futuro contexto profissional
Escola Superior de Saúde apresenta projetos de intervenção c


Conselho Municipal de Educação do Barreiro
Toma posse para o quadriénio 2018-2021


Barreiro - Escola Profissional Bento Jesus Caraça
Aula com a Fotografa Vera Marmelo.


REPORTAGEM
Barreiro - Conversa à Mesa com Marta Baeta um encontro com sabores do Quénia
Uma favela onde residem cerca de 2 milhões de pessoas


Barreiro - Plataforma Cívica BA6 - Montijo Não
Vai avançar com petição para o tema ser debatido nas Assembleias Municipais


Moita - Festas Populares da Baixa da Banheira em honra de São José Operário
«Seremos visitados por cerca de 30 mil pessoas»


Barreiro – Coral TAB e Russkii Klub
Uma noite com ritmo e a perfeição da «simbiose» entre as vozes e a dança


Barreiro - Um dia não é suficiente para visitar e ver todas as obras da 9ª Colectiva de Artes
Mais de 120 obras dos alunos de Casquilhos


Barreiro - Por fim às indignas condições de trabalho
Esta não devia ser uma preocupação do século XXI


Centro de Formação de Professores Barreiro – Moita
Vai ter professor destacado para desenvolver o trabalho da autonomia curricular


«Os Mistérios do Sexo» pelo Teatro de Ensaio do Barreiro
Como através do sorriso é possível pensar o mundo e a vida


Barreiro - «Jogo de Massacre» uma peça que é ArteViva
Um espectáculo onde a morte afirma-se com um grito à vida.


MOLDURA
Concerto com Miguel Gameiro no Barreiro
Espetáculo «MARIA» dedicado à figura da mulher


Encontro com Energia na Baixa da Banheira - Moita
COMO GERIR E POUPAR ENERGIA?


Barreiro - 20º Concurso de Gastronomia Ribeirinha
Tendo como base produtos originários ou característicos dos rios Tejo e Coina


No Largo do Mercado Municipal 1º de Maio - Barreiro
Mundial de Futebol 2018 em Ecrã gigante


Barreiro - Mata da Machada vai voltar a estar protegida por jovens voluntários
Colaboração de cerca de 50 jovens na deteção precoce de eventuai


AUTARQUIAS
Barreiro - Reunião da Assembleia Municipal
Em Coina nos dias 25 e 26 de junho pelas 21h15


Moita - Candidatura à inscrição no Património Cultural Imaterial da UNESCO.
Técnicas de embarcações do estuário do Tejo no Estaleiro Naval de


Transportes Colectivos do Barreiro
Apresentam Livro e novas fardas em dia simbólico para os TCB



Barreiro - Novo Balcão Único na Rua Teresa Borges
Obra de adaptação inicia a 25 de junho


BARREIRO - CONDICIONAMENTO / CORTE DE TRÂNSITO
Na Avenida do Bocage a partir de 21 de Junho


Câmara Municipal do Barreiro assina protocolo com escolas
Atribuição dois manuais escolares a todos os alunos que estudam e residem no Concelho


ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DO MUNICIPIO DO BARREIRO
Um dos temas da reunião da Assembleia Municipal em Coina


Transportes Colectivos do Barreiro
Alteração de Horários
. Período de Férias Escolares


OPINIÃO
Fazer a diferença
Hélder Leal Rodrigues
Barreiro


Vamos ocultar a nossa história?
Por Luís Murilhas
Barreiro


Gerir o medo
Por Sandra Pereira
Barreiro


O AÇAMBARCAMENTO DA OSTOMIA
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS E O BUSINESS DA OSTOMIA
Por Vitor Bento Munhão
Barreiro


A evolução tecnológica e o risco das fake news
Por Carlos Aguiar
Barreiro


Aproximadamente 22% da população portuguesa sofre de Rinite Alérgica.
Por Cândida Bizarro, Inês Ribeiro e Maria Inês Silva
Barreiro


PATRIMÓNIO INDUSTRIAL COMO GERADOR DE CONHECIMENTO
Por Leal da Silva
Barreiro


ASSOCIATIVISMO
Moita - 47ª Feira do Livro de Alhos Vedros
No Largo do Coreto de 28 de Junho a 1 de Julho


Moita - Ginásio Atlético Clube da baixa da Banheira
Comemorações do 80º Aniversário


CULTURA
Barreiro - «O que faz falta é agitar a Malta» no parque empresarial da Baía do Tejo
Ministro da cultura visita hoje a exposição da Ephemera


Associação Barreiro – Património,Memória e Futuro considera um crime
Câmara Municipal arrasou o Moinho Pequeno


LIVROS
«Histórias do Advento» de Susana Talete do Barreiro
Da escrita diária sobre a realidade..ao mundo da fantasia partilhada


POSTAIS
«Uma viagem pelo Barreiro – TCB 60 anos - 1957 -2017» de Bruno Vieira Amaral
Um livro para sentir e pensar o concelho de ontem, de hoje e do fu


Instalação de Posto de Gás Natural nos Transportes Colectivos do Barreiro
Proposta aprovada por unanimidade


Barreiro - Aprovada por unanimidade proposta de aquisição
de 60 autocarros a gás natural comprimido para os TCB


Imortalizar património do Barreiro com fotografias de qualidade
Exposição «Lugares com história-Barreiro»


Barreiro – Reconstrução do Moinho Pequeno arrancou como ‘vem de trás’
Avança estudo para praia interior na Caldeira do Moinho Grande


ARTES
Palmela- 35º Aniversário Acção Teatral Artimanha
Gala 35 no Auditório Municipal de Pinhal Novo


EUROPA
Orçamento da União Europeia
Comissão Europeia propõe investir 9,2 mil milhões de EUR no primeiro programa digital de sempre


Comissão Europeia publica relatório
sobre a aplicação da Carta dos Direitos Fundamentais na União Europeia em 2017


colunistas rostos.pt - o seu diário digital

Armas e mãos
Por Nuno Santa Clara
Barreiro

Armas e mãos<br />
Por Nuno Santa Clara<br />
BarreiroA questão das armas e das mãos é tema recorrente nos EUA, tendo vindo novamente à baila com o último massacre numa escola secundária.

Para os mais novos, e para os mais esquecidos, a questão das armas e das mãos pode parecer nova. Mas não é.
Entre nós, durante os idos do PREC, houve vários desvios de armas de guerra, não para o mercado paralelo, como agora, mas para fins políticos. Na altura, ficou célebre a frase de um dos implicados nessa distribuição pouco ortodoxa: as armas “estavam em boas mãos”.
Por estranho que pareça, quase todas essas armas voltaram ao legítimo proprietário, quer dizer, ao Estado, na figura das arrecadações das Forças Armadas. E não parece ter havido acréscimo de crime violento pela utilização desse armamento.
Seria que estavam mesmo em boas mãos?

Portugal foi, durante séculos, um país em armas. Tinham armas as unidades regulares, os Regimentos de Infantaria, Cavalaria e Artilharia, da chamada 1.ª linha; tinham armas as unidades de Milícias, chamadas de 2.ª linha, compostas por pessoal licenciado, enquadradas por oficiais a meio soldo; tinham armas as unidades de Ordenanças, chamadas de 3.ª linha, comandadas por morgados e outros chefes locais, armas que podiam ir do mosquete e da caçadeira à foice e ao mangual, mas que deram boa conta de si durante as Invasões Francesas.

Não foi por isso que Portugal se tornou num país violento; era mais conhecido pelos seus “brandos costumes”.
Esta proliferação de armas só acabou no século XIX, quando as Milícias e Ordenanças, que tão relevantes serviços tinham prestado contra os franceses, se viram transformadas em Guardas Nacionais, à francesa (menos o jacobinismo). A sua politização levou a que passassem a ser, não a reserva da Nação, mas o braço armado de partidos políticos, e daí a sua dissolução.

A I República intentou copiar o sistema miliciano suíço, e falhou redondamente, porque a Guarda voltou a ser o braço armado dos partidos, como no século anterior.
O Estado Novo, pela mão de Carneiro Pacheco, Ministro da Educação Nacional e fundador da Mocidade Portuguesa, reintroduziria a instrução militar no escalão etário mais elevado deste organismo, a chamada Milícia. Recorde-se que eram nela incorporados os estudantes do ensino secundário com mais de 18 anos, quando a maioridade só era atingida aos 21 anos. Dada a sua origem, o sistema faleceu de morte natural.

Ora, o sistema suíço, inspirador da I República, tem raízes muito profundas. A primeira confederação suíça data de 1291 (ano próximo do nosso Tratado de Alcanizes, que fixou a fronteira portuguesa), abrangendo apenas um núcleo duro com os cantões de Uri, Unter Walden e Schwitz (de onde o nome do país). A formação da atual Suíça só terminou após o período napoleónico, mas o princípio aglutinador foi sempre o mesmo: a vontade popular e a rejeição do sistema senhorial. A afirmação da “cidadania” (avant la lettre) implicava o uso e porte se arma pela gente comum, o que era negado pelo sistema feudal. E foi um povo em armas que conquistou e garantiu a sua neutralidade e independência, mesmo durante o turbulento século XX.

Decerto há sempre quem queira importar e aplicar receitas de outras paragens. Normalmente dá mau resultado, porque cada povo tem a sua história, as suas virtudes – e os seus vícios. A nossa importação do sistema suíço por decreto só podia falhar – e falhou. O exército suíço, composto por milicianos, existiu sempre para combater o inimigo externo, e nisso foi eficaz. Ao ponto de muitos suíços terem enveredado pela profissão de mercenários, em guerras alheias, coisa que se manteve até ao século XVIII, à exceção da Guarda Suíça do Papa, que ainda hoje perdura.
De modo que o atual exército da Suíça continua numa base de milicianos, em que apenas 5% dos efetivos são profissionais, tendo sido reduzido em 2003 de 400,000 para 200,000 homens (as mulheres podem prestar serviço em voluntariado), englobado os cidadãos desde os 19 aos 34 anos.

O curioso é que os militares levam para casa o armamento e equipamento, e até as munições (até 2007), dentro do enraizado espírito de Nação em Armas. Ora, nenhum outro país se atreveria a manter cerca de 10% da população armada e equipada nas suas residências, durante todo o ano…
Não se registando na Suíça um número anormal de crimes violentos, apesar da profusão de meios para tanto, temos que concluir que as armas estão em boas mãos.
A questão das armas e das mãos é tema recorrente nos EUA, tendo vindo novamente à baila com o último massacre numa escola secundária.

Duas coisas convergem na atitude americana quanto às armas. Uma, o preceito constitucional do direito ao uso e porte de armas pelos cidadãos – e aqui há uma convergência com o sistema suíço. Outra, a tradição do “Espírito de Fronteira”, constantemente invocado por políticos de diversos quadrantes, mas sempre no sentido de “Avançar para o Oeste”, antes no sentido restrito de conquista, hoje no de outras fronteiras, como a tecnológica. E na fronteira ganhava o mais forte e mais rápido no gatilho.
Nos filmes do Far West, a lei era feita no local, e a quente. O sheriff era muitas vezes corrupto, e cabia ao herói derrotá-lo – normalmente a tiro, bem como a outros malfeitores. O juiz, ou não havia, ou era o último a saber. E gerações de americanos foram embaladas nesta cultura.

Aqui residem as grandes diferenças: os suíços armaram-se para se defender dos senhores feudais, na maioria estrangeiros; os americanos armaram-se para se expandir, à custa de índios e mexicanos. Os suíços criaram e mantiveram instituições legais; os pioneiros do Oeste faziam a justiça por suas próprias mãos. Ainda hoje há um resquício disso, quando se diz “menos Lei, e mais Ordem”.

De modo que algo do ancestral continua, de modo subliminar, a condicionar o comportamento dos americanos. E desde a fundação: durante a Guerra de Independência, o capitão William Lynch manteve a ordem pública pelo recurso à execução sumária dos presumíveis culpados, com o apoio da multidão. Como estes eram adversários da independência, não restam dúvidas sobre o critério político das execuções. E foi assim que surgiu a “Lei de Lynch”, e a expressão “dêem-me uma corda, que eu próprio o enforcarei”.
Veio agora o atual Presidente dos EUA, defensor do atual status das armas, dizer que o problema não é das armas, é das mãos.
Por uma vez, teve razão: as armas não disparam sozinhas.

Mas, como resolver o problema das mãos? Da análise das quase duas centenas de massacres com armas de fogo registados na América nos últimos anos, poucos foram os imputáveis ao terrorismo islâmico, o arqui-inimigo de Donald Trump. Alguns foram mesmo perpetrados por apoiantes seus. Eram boas mãos?
Na retórica do Presidente, são casos de doença mental. Não se pode duvidar: ninguém saudável comete um massacre indiscriminado (em tempo de paz e no seu próprio país, claro!).

Mas para identificar os doentes (milhões de suspeitos!) e neutralizá-los seria necessário algo como o descrito no “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, ou no “1984”, de George Orwell.
Não sendo assim, só há dois caminhos: ou se corta nas armas, restringindo a sus posse, ou se manietam as mãos, educando o povo, até ao padrão suíço.

Dado que o tempo não é compressível, seria mais indicado rever o preceito constitucional do uso e posse de armas – até porque os índios quase desapareceram, e os mexicanos estão do outro lado de um muro já mais falado do que o de Berlim…

Nuno Santa Clara

17.02.2018 - 13:49
Imprimir   imprimir

rostos.pt - o seu diário digital

rostos.pt - o seu diário digital

Partilhar: partilhar no facebook  TwitThis  digg it  Google Bookmark  Technorati  guardar link no del.icio.us 

rostos.pt - o seu diário digital

PUB.

rostos.pt - o seu diário digital

comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

rostos.pt - o seu diário digital

envie o seu comentário

rostos.pt - o seu diário digital

PUB.

rostos.pt - o seu diário digital





rostos.pt - o seu diário digital

Pesquisar outras notícias no Google

rostos.pt - o seu diário digital

rostos.pt - o seu diário digital

Design: Rostos Design. Fotografia e Textos: Jornal Rostos.
Copyright © 2002-2018 Todos os direitos reservados.

PUB.

PUB.

PUB.

REVISTA ROSTOS

PUB.

PUB.

ROSTOS APOIA

PUB.

DAMOS ROSTOS ÀS CIDADES

DIVULGAÇÃO

EDIÇÃO IMPRESSA


OUTRAS EDIÇÕES

  

  

VIDEOS ROSTOS

CANAL ROSTOS NOS VIDEOS SAPO


LIGAÇÕES

MARTA SOUSA PEREIRA Photography


ENTRE TEJO E SADO - BLOG SAPO LOCAL


SAPO LOCAL


GOOGLE NEWS - BARREIRO


JORNAIS E REVISTAS


CAMARA MUNICIPAL DO BARREIRO


CAMARA MUNICIPAL DA MOITA


BLOG DEDICADO A LAURA SEIXAS


ARTBARREIRO.COM


BANDA MUNICIPAL DO BARREIRO


MEMBRO DA

AIND