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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 23 de Setembro 2018
Por Maria Helena


Barreiro - Por dentro dos dias
Os lugares - o que fomos e o que somos


Barreiro / Moita - Edição impressa jornal «Rostos»
Baixa da Banheira das zonas que mais vai sofrer com instalação do aeroporto no Montijo


Rota 66 - Barreiro
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A(nota)mentos - Recuperação do património ferroviário do Concelho do Barreiro
Armazém de Víveres e o Dormitório da CP são trocos


Inferências - Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos ? ( I)


COLUNISTAS
A arte de mal gastar
Por Jorge Fagundes
Barreiro


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Por Carlos Alberto Correia
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A Retribuição Mínima Mensal Garantida
José Caria
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Descascando a cebola
Nuno Santa Clara
Barreiro


É falta de educação não responder às perguntas ou não cumprir o que se promete
Por Nuno Cavaco
Moita


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


CARTA AO DIRECTOR
Carta ao Director
Para quando a Câmara Municipal da Moita resolve está situação?


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Barreiro - Obras de requalificação na ponte pedonal
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CONVERSAS DE 2 MINUTOS
Barreiro – Alfaiate Borges com 92 anos
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Barreiro - «Má Raça» um dos rostos da arte in town>
Quando nasci estavam a construir a muralha da Avenida da Praia


ENTREVISTA
Moita - Nuno Cavaco, freguesia da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira
Balneários e relvado no campo do UDCB avançam sem apoio do Poder Central


José Figueiredo, Bombeiros Voluntários do Barreiro
«A minha maior alegria é estar a comandar este corpo de bombeiros»


Sara Oliveira, Provedora da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro
«É muito difícil ver pessoas sofrer e sentirmos a impotência»


AS EMPRESAS
Estão previstos no Porto de Setúbal
Um total de 29 navios de mercadorias para o período de 24 a 28 de Setembro


No 2º Dia de greve dos enfermeiros
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Melhorar a oferta portuária de Setúbal
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ACT Barreiro promove ação de sensibilização na Riberalves na Moita
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Na Quinta da Margueira em Almada
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Xadrez - Portugal entre e elite mundial nas Olimpíadas de Batumi
Mestres do Barreiro Sérgio Rocha e Rui Dâmaso integram seleções


Seixal - Mais de 3 mil pessoas presentes na Festa de Abertura da 35.ª edição da Seixalíada
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No Barreiro 97 atletas de todos os escalões
Participaram na 5ª Etapa do Circuito Nacional de Remo de Mar - 2018


Campeões Nacionais do Clube de Vela do Barreiro
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AS ESCOLAS
Barreiro - «A Escola Somos Todos Nós»
Visitas do Executivo Municipal aos Agrupamentos de Escolas do Concelho
. De 1 a 12 outubro


Setúbal - Ação orientada pela Ocean Alive integrando o programa de acolhimento
Novos estudantes do IPS mobilizam-se para limpeza do estuário d


Setúbal - Nova pós-graduação em Intervenção Social e Práticas Artísticas
Seminário de divulgação agendado para 26 de setembro


Setúbal - Obras científicas são lançadas na Fundação Gulbenkian
Investigadoras do IPS estudam voz cantada e a fala na primeira infância


Equipa da EST Barreiro /IPS conquista 3.º lugar com projeto na área da Biotecnologia
Politécnico de Setúbal sobe mais uma vez ao pódio do Polie


REPORTAGEM
Barreiro - Feira Quinhentista de Coina é para manter
Encontro com a história de forma lúdica.


Barreiro - Declarações Politicas das forças políticas
Criticada a ausência de maioria do executivo Municipal


Barreiro – Moções, recomendações e saudações
Aprovação por unanimidade na Assembleia Municipal


Psicologia deve ter um papel no desenvolvimento da comunidade
Psicólogos do Barreiro querem implementar programa de acção no concelho


Colocar o Barreiro no mapa da formação náutica
19 barreirenses receberam Certificado de Pescador


Sistema led em toda a iluminação pública do concelho do Barreiro
Actualmente o encargo anual com a iluminação pública são 850 mil euros


Barreiro - Plataforma Cívica BA6 - Montijo Não
Vai avançar com petição para o tema ser debatido nas Assembleias Municipais


MOLDURA
Jornadas do Património Cultural do Barreiro 2018
Ano Europeu do Património Cultural


Barreiro / Moita - No dia 29 de Setembro pelas 10:00 horas
Marcha de Protesto contra infraestrutura aeroportuária na Base do Montijo


Na Cooperativa Cultural Popular Barreirense - Barreiro
Seminário «Patologia Mamária: uma causa de todas as mulheres»


Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro dias 5 e 6 de Outubro
Revelado o cartaz completo do OUT.FEST 2018


No Barreiro apresentação nacional do «Iberia Brass Quintet»
Quinteto do Conservatório de Amesterdão inclui barreirense João Canelas


Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro
Apresentação do livro «Tantas Cores Dentro de Mim»


Moita - Exposição e test-drive de três veículos elétricos
EDP Distribuição associa-se à Câmara na Semana Europeia da Mobilidade


Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete
Promovem «Passeios de Bicicleta»
. Dia 22 de Setembro


Barreiro - Mais de uma centena de pessoas participaram na 13ª edição da «Subida do Coina»
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AUTARQUIAS
Concurso público estará concluído antes do final deste ano
BARREIRO AVANÇA COM ILUMINAÇÃO LED


OPINIÃO
D. Manuel Martins o inesquecível bispo
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Pela Valorização das Assembleias Municipais
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Barreiro


Farmácias Solidárias: Finalmente uma realidade em Almada
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RESPECT
Por Rui Lopo
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A falta de transparência municipal na concessão de apoios financeiros
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Como melhorar a nossa Automotivação?
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O AÇAMBARCAMENTO DA OSTOMIA
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS E O BUSINESS DA OSTOMIA
Por Vitor Bento Munhão
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CONCESSÃO DO DIREITO DE EXPLORAÇÃO


Barreiro - Associação de Mulheres com Patologia Mamária
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POSTAIS
Barreiro – Pais promovem limpeza na Praia e muralha
Enquanto os filhos treinam no rio…colorindo o Tejo


PS e CDU deviam terminar com o clima de crispação
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PAN recomenda medidas para Barreiro Acessível
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Bombeiros Voluntários do Barreiro – CSP
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Crónicas do Algarve
Acerca de medo, de medos e de fantasmas


Unanimidade sobre Pólo Ferroviário do Barreiro
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Barreiro – Encontro na Praceta Frei Luís de Sousa
Manter vivas as relações dos «jovens da praceta»


Taxa de Analfabetismo no Barreiro é de 3,5%
Novos tipos de iliterados que são os info-excluídos


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Velha história
Por Nuno Santa Clara
Barreiro

Velha história<br />
Por Nuno Santa Clara<br />
BarreiroA entrada de imigrantes num país de destino, escolhido ou não, tem sempre para os próprios algo de trágico, sobretudo quando desnacionalização não é inteiramente voluntária. A emigração maciça de portugueses nos anos sessenta do século passado é bom exemplo disso.

Há certas aberrações que julgávamos ter desaparecido da face da Terra, mas que, por artes do demónio, parecem ter sete vidas, como se diz dos gatos, ou sete cabeças, como a Hidra de Lerna, para (re)lembrar a Mitologia grega.
A escravatura é decerto uma dessas aberrações. Julgávamos ter banido tal instituição da face deste Planeta, depois de séculos debate público e da decisão política da abolição peça maioria das nações, mesmo no caso extremo de uma sangrenta guerra civil, como foi o caso na América do Norte.

Portugal teve também a sua parte no comércio de escravos, e não podemos esquecer que uma cláusula do dote de D. Catarina de Bragança, quando do seu casamento com Carlos II de Inglaterra, foi a autorização dada aos navios ingleses de comerciar escravos africanos para as colónias americanas. Mas Portugal foi também uma das primeiras nações a abolir a escravatura.
Sobre este assunto, lembremos um trecho da Crónica da Gomes Eanes de Zurara, sobre uma venda de escravos feita em Lagos, no ano de 1444, relatando as cenas lancinantes da repartição daquela gente pelos compradores, sem atender a qualquer sentimento de compaixão:

“Mas para seu dó ser mais acrecentado, sobrevieram aqueles que tinham cargo de partilha e começaram de os apartarem uns dos outros, a fim de poerem seus quinhões em igualeza; onde convinha de necessidade de se apartarem os filhos dos padres, e as mulheres dos maridos e os dos irmãos dos outros. A amigos nem a parentes não se guardava nenhuma lei, somente cada um caía onde o a sorte levava!”

A atualidade deste texto deriva de duas realidades: a continuação do tráfico de escravos, alimentada agora (ou como sempre?) por guerras internas e externas, denunciado por diversas instituições internacionais; e certos tratamentos dados aos refugiados mais carentes e desprovidos de qualquer apoio, remetidos para uma situação que não anda longe da escravatura.

No tempo de Zurara a escravatura era tradicional, legal, lucrativa. Mas aos escravos, mesmo não tendo direito algum, mesmo estando juridicamente equiparados a objetos, era reconhecida a condição humana. Foi isso que chocou Zurara: mesmo desprovidos de tudo, mesmo oriundos de países distantes e de raças diferentes, tinham laços familiares, amizades, crenças. Recorde-se que existiram mesmo confrarias de escravos (normalmente sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário), o que demonstra o reconhecimento da sua condição humana, ainda que diminuída.

A imigração, seja de africanos na Europa, de latinos nos EUA, ou de portugueses por toda a parte, tem um efeito direto na economia: a contenção dos salários. Karl Marx definiu esse conceito na sua obra de referência “O Capital”. Na altura, referia-se ao volume de desempregados e trabalhadores rurais que aceitavam trabalhar nas fábricas a qualquer preço, mantendo os salários a nível baixo (Marx, para mim, é como um médico que acerta no diagnóstico e falha na terapêutica). Os tempos mudaram, os assalariados (pelo menos na Europa) já aprenderam a lidar com a política salarial e social, mas não faltam áreas cinzentas onde os velhos fantasmas andam à solta.

Um grande país como os EUA constitui um bom laboratório para estas tensões sociais. Na Califórnia e estados vizinhos, com uma agricultura de mão-de-obra intensiva, a par da afinidade étnica, os imigrantes latinos são bem-vindos. Nas zonas deprimidas, onde grassa o desemprego, são mal vistos. Nas grandes cidades, o problema dilui-se. Posto desta forma simplista, isto ajuda-nos a compreender algumas das origens e dos apoios do populismo na América.

A entrada de imigrantes num país de destino, escolhido ou não, tem sempre para os próprios algo de trágico, sobretudo quando desnacionalização não é inteiramente voluntária. A emigração maciça de portugueses nos anos sessenta do século passado é bom exemplo disso.
Também a forma como são acolhidos no país de destino varia muito, podendo ir dos braços abertos até às reações mais xenófobas. Como disse o argelino Kamel Daoud, “A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque deixo a minha terra?”.

O caso extremo da migração forçada é a escravatura. Entre os séculos XV e XIX, dezenas de milhões de africanos foram compulsivamente levados para as Américas. Mas os descendentes dos antigos escravos sentem-se hoje americanos, tanto ou mais do que os italianos, irlandeses, alemães, portugueses e asiáticos chegados depois deles.

A chegada dos escravos africanos à América não foi muito diferente da narrada por Zurara, acima transcrita; aliás, conservam-se narrativas dos leilões de escravos nos portos americanos que mostram situações semelhantes.
Acabou a escravatura, mas parecem ter ficado alguns tiques dessa era.

Quem viu apartar os filhos menores dos imigrantes na fronteira dos EUA, e tem um pouco a noção de História, não pode deixar de ter um arrepio, decorrente da recordação dos tempos da escravatura. O fantasma dos cativos de Zurara não deixa de assombrar os espíritos.

Sobretudo quando a explicação oficial foi “assim desincentivar a imigração”, tal como antes a explicação era “repartir o lote de acordo com os interesses dos compradores”.
É a velha história: a desvalorização do conceito de Humanidade, face aos imperativos económicos (e a lei do mais forte).

Nuno Santa Clara

28.06.2018 - 18:10
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