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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 20 de Julho 2018
Por Maria Helena


Rosto da Semana
Clube de Vela do Barreiro uma presença na Europa


A(nota) mentos
Em primeiro lugar o Barreiro


Inferências - É bom ver a sociedade civil a agir e mexer-se
Península de Setúbal não pode continuar a ser prejudicada pelos fundos comunitários.


Por dentro dos dias - Barreiro
O meu «Kompensan» é fazer cidade e cidadania


Por dentro dos dias – Barreiro>
O associativismo não é uma ideologia


Por dentro dos dias – Barreiro
Porta do Tempo – Um Pórtico feito de memórias que fazem a cidade que somos


COLUNISTAS
A menina do chapelinho vermelho (conto)
Por Jorge Fagundes
Barreiro


Textos decetivos – 2
Cada vez mais descartáveis
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


Si, cariño!
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


MUNICÍPIOS: DESCENTRALIZAÇÃO E FINANÇAS LOCAIS
Por José Caria
Montijo


É falta de educação não responder às perguntas ou não cumprir o que se promete
Por Nuno Cavaco
Moita


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


BASTIDORES
Eleitos da CDU na Câmara e Assembleia Municipal do Barreiro
Parceria Público-Privada na Iluminação Pública
. Existem outras possibilidad


Grupo de trabalho tem já em sua posse quase 70 nomes de combatentes
Barreiro assinala o centenário do fim da 1ª Grande Guerra


Deputados do PSD do distrito de Setúbal exigem resposta
para práticas ilegais relacionadas com a apanha de bivalves no Tejo


ENTREVISTA
Barreiro - Naciolinda Silvestre, Presidente da União de Freguesias de Palhais e Coina
«Uma freguesia que dá qualidade de vida a quem cá está»


Barreiro - Isabel Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca
«Não quero que a minha freguesia seja uma freguesia peri


AS EMPRESAS
Palmela - Trabalhadores do Parque Industrial VW Autoeuropa
Preocupados com horários e agravamento das condições de trabalho


Serviço de Praias TCB 2018 - Transportes Colectivos do Barreiro
Início dia 30 de Junho


DESPORTO
Campeonato Europeu de Juniores 420 - Sesimbra
Clube de Vela do Barreiro coloca 2 tripulações nos 20 primeiros Grupo Ouro


Ferroviários do Barreiro sagrou-se Vice-Campeão Nacional de Rápidas
Sérgio Rocha campeão nacional


Barreiro - Equipa do GDR «OS LEÇAS»
Conquista 2º lugar na Taça de Portugal de Trampolins


PERSONALIDADES
«O Barreiro tem no seu ADN a multiculturalidade»
Homenagem à Avó Juliana, a contadora de histórias


AS ESCOLAS
Montijo - Escola Secundária Jorge Peixinho
Maria João Serra tomou posse do cargo de Diretora


Alunos do secundário e profissional passam uma semana no Politécnico de Setúbal
IPStartUp Week desafia 50 jovens a vivenciar o ensino superior


Moita - Um ano rico no desenvolvimento de competências
dos jovens do curso Técnico de Restaurante-Bar


REPORTAGEM
Ministro do Ambiente anunciou no Barreiro
Plano Nacional sobre Alterações Climáticas em discussão pública em Agosto e Setembro


Barreiro uma terra de todos e para todos
Promover a multiculturalidade, combater a xenofobia e o racismo


Sistema led em toda a iluminação pública do concelho do Barreiro
Actualmente o encargo anual com a iluminação pública são 850 mil euros


Barreiro - Plataforma Cívica BA6 - Montijo Não
Vai avançar com petição para o tema ser debatido nas Assembleias Municipais


Barreiro – Coral TAB e Russkii Klub
Uma noite com ritmo e a perfeição da «simbiose» entre as vozes e a dança


Barreiro - Um dia não é suficiente para visitar e ver todas as obras da 9ª Colectiva de Artes
Mais de 120 obras dos alunos de Casquilhos


MOLDURA
Opção pelo Montijo é lesiva dos interesses do país
NÃO AO AEROPORTO NA BASE AÉREA 6


Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não
Carvalho Rodrigues «pai» do primeiro satélite português um dos subscritores


Na Escola Conde de Ferreira
1ª Feira da Mala do Barreiro


Barreiro - Festas em Honra de Santa Margarida no Lavradio
Ruth Marlene encerra programa no Palco das Festas


Espaço Ephemera no Parque Empresarial da Baía do Tejo - Barreiro
Concerto/performance musical único e completamente inovador


No Palco das Marés - Festas do Barreiro
Quim Barreiros a abrir no dia 10 de Agosto


OUT.FEST - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro
Datas e primeiros nomes confirmados para a 15ª edição


S.ENERGIA regressa a Agência Regional de Energia
para os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete


AUTARQUIAS
No Salão Nobre dos Paços do Concelho na Moita
Reunião pública da Câmara


Projeto intermunicipal «Dar de Volta»
de regresso à Biblioteca Municipal do Barreiro à semelhança dos anos anteriores.


Montijo - Importância e o interesse da reabilitação urbana
«Colmatar os vazios da cidade e atrair novos habitantes para o centro»


Moita - Piscinas do Parque José Afonso na Baixa da Banheira
De portas abertas até setembro


OPINIÃO
Setúbal não é Lisboa
Por João Pedro Louro
Setúbal


Fazer a diferença
Hélder Leal Rodrigues
Barreiro


Vamos ocultar a nossa história?
Por Luís Murilhas
Barreiro


Gerir o medo
Por Sandra Pereira
Barreiro


O AÇAMBARCAMENTO DA OSTOMIA
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS FARMÁCIAS E O BUSINESS DA OSTOMIA
Por Vitor Bento Munhão
Barreiro


Aproximadamente 22% da população portuguesa sofre de Rinite Alérgica.
Por Cândida Bizarro, Inês Ribeiro e Maria Inês Silva
Barreiro


PATRIMÓNIO INDUSTRIAL COMO GERADOR DE CONHECIMENTO
Por Leal da Silva
Barreiro


ASSOCIATIVISMO
Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro
Assembleia Geral analisa Relatório e Contas do ano 2017


Evento solidário a favor do CATICA contou com 100 jogadores
Foi a maior recolha de alimentos de uma equipa de airsoft no concelho do Barreiro


Moita - No Centro dos Reformados e Idosos da Baixa da Banheira
Festa de final de ano da sua Creche «os Netinhos»


Barreiro - Futebol Clube Barreirense
Assembleia Geral aprecia orçamento e plano de atividades


Associação Serviços Sociais e Culturais dos Trabalhadores das Autarquias do Barreiro
I Encontro de Pesca


No Clube Dramático Instrução e Recreio 31 de Janeiro «Os Celtas» - Barreiro
Noite Africana- CRIVA


CULTURA
Associação Barreiro – Património,Memória e Futuro considera um crime
Câmara Municipal arrasou o Moinho Pequeno


POSTAIS
Barreiro - Carta de uma neta com o coração em lágrimas
Ao homem que matou a minha avó


Crónicas do Algarve
Acerca da casa da avó-velha, da dona Olívia e da pastelaria Império
Por Henrique Bonança


Banda Municipal tocou pela primeira vez a «Marcha do Barreiro»
Içar do «Mastro» anuncia as Festas 2018


Rumo do Barreiro coordena Núcleo de Setúbal «Incorpora»
Potenciar «uma rede colaborativa de 2ª geração na Península»


Plataforma para o Desenvolvimento da Península de Setúbal
Há uma crise na economia agravada pela perda do acesso aos fundos comunitários
afir


ARTES
Moita - Acolher residências artísticas, oficinas e ateliês relacionados com as artes visuais
Espaço FAVO novo equipamento cultural


EUROPA
Comissão Europeia regista a iniciativa
«Acabar com a fome que afeta 8 % da população europeia»


Comissão Europeia regista iniciativa
sobre «Cidadania Permanente da União Europeia»


colunistas rostos.pt - o seu diário digital

Isto sou eu a dizer…!
Textos decetivos - 1
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro

Isto sou eu a dizer…!<br />
Textos decetivos - 1<br />
Por Carlos Alberto Correia<br />
Barreiro Os tempos são outros. Essa coisa de patrões e proletários é história passada. Hoje vivemos em Democracia, temos acesso a muitos meios de produção, todos poderemos ser donos de qualquer coisa e, a informática mudou muito as forma de relação com os poderes. Verdade, não é? Claro que sim!

Propalava-se, nos idos de sessenta e oito, “Deus não existe, Marx está morto e eu não me sinto lá muito bem”!

E, na verdade, cada vez me sinto pior.

Tudo na vida é precário, sabemos, mas há coisas mais precárias que outras, as quais, pelos efeitos de instabilidade aportada, se fazem sentir com maior penosidade no nosso quotidiano.

Na vulgata marxista as sociedades confrontavam-se com duas grandes classes: os detentores dos meios de produção, os capitalista, e os proletários, seres despossuídos de tudo, a quem apenas restava morrer de fome ou alienar a sua força de trabalho, isto é, dispensar tempo de vida, aos primeiros. A lógica da coisa parece inatacável. Se eu tenho meios e preciso de alguma coisa, a qual não sei, não posso ou não curo produzir, parece lícito recorrer a alguém capaz de fazê-la, a troco de um qualquer outro valor. Sem problemas! Estamos perante uma troca. Dou trabalho, recebo bens. É uma equivalência.

O problema que Marx levanta é o de tal ser mentira. Ou por outra, defrontamos uma não reciprocidade substancial. Em qualquer altura, por variados motivos, a troca foi desequilibrada. Os meios de produção tornaram-se mais poderosos que o produzido, isto é, o resultado de um fazer ou de um conhecimento. Estava revelado o âmago das desigualdades sociais: existia, surdo, presente em toda a parte, um sistema que as perpetuava, justificava e procurava, continuamente, aprofundar. A forma era simples. Os recursos eram escassos e talvez não fossem suficientemente abundantes para todos requererem o quinhão apetecido. Era pois preciso repartir. Alguém, ou algum grupo, exigia o direito de ser o repartidor. Podia fazê-lo por convencimento dos outros ou pela força. O resultado seria o mesmo. Os repartidores ficariam com a parte de leão, deixando para a maioria apenas os resíduos. Parece monstruoso, desonesto, mas é assim que tem sido e continua a ser, pois, como diz o povo, em bovina aceitação, “quem parte e reparte e não fica com a maior parte, ou é tolo, ou não tem arte”.

O termo luta de classes foi criando anticorpos e, mesmo a lógica das sociedades democráticas parece não lhe deixar muito espaço, preferindo conceitos como colaboração para fins comuns, interesse nacional, redistribuição parcelada, etc.. No fim, se analisarmos bem a coisa, trata-se sempre de manter a troca desigual, com a subordinação de um grupo a outro que, com legitimidades diversas, o explora, guardando os frutos do seu labor, distribuindo uma parte, sempre a menor possível, apenas suficiente para o manter produtivo e reprodutor da força de trabalho, isto é, trabalhar e fazer filhos que o venha substituir na cadeia de produção..

E assim, desigualmente viveríamos na paz dos anjos, entre pobres e ricos, contribuindo todos, a seu modo, para a riqueza das nações, como diria Adam Smith e as leis e religiões, a seu modo, consubstanciavam.

Porém, o sistema, contém em si o gérmen da sua destruição. A imparável ganância! Não chega ter mais. É preciso aumentar sempre esse mais, é necessário que símbolos externos demonstrem tal poder e que, os insuficientemente providos, acreditem ser possível passar ao grupo dominante, ainda que a realidade crua das suas vidas lhe grite, a todos os segundos, o caminho minado a percorrer e a quase impossibilidade de chegarem vivos ao fim do percurso. Algum conseguem, atiram-me aos olhos os plenos de esperanças. Claro! O sistema deverá ser demonstrativo de tal possibilidade. Assim como o Euromilhões! Quem é que pensa, quando mete o boletim, que as probabilidades de ganhar são de um para cento e quarenta milhões? Qual quê! Então não há sempre alguém que ganha? O que impede que me calhe a mim? Nada, evidentemente, a não ser a parva da estatística que, corroendo o sonho, demonstra ser mais fácil morrermos atingidos por um raio numa trovoada, do que sermos beneficiados por essa lotaria. A esperança é a última coisa a morrer, não é?!

Pois, pois, mas o Marxismo está morto e enterrado, entre outras coisas, pela União Soviética. Os tempos são outros. Essa coisa de patrões e proletários é história passada. Hoje vivemos em Democracia, temos acesso a muitos meios de produção, todos poderemos ser donos de qualquer coisa e, a informática mudou muito as forma de relação com os poderes. Verdade, não é? Claro que sim! Temos tanto poder e informação que até sabemos quem foram os causadores da crise, quem a mantém e quem com ela ganhou ou ganha. Até conseguimos saber que são os mesmos que a criaram a ser, na maioria, quem continua a beneficiar do sistema. O problema, com outros conceitos e designações, prossegue o mesmo. A maior parte das pessoas engorda, de muitas formas, um pequeno grupo detentor dos meios de valorizar as coisas. Mudam as moscas…

O problema desta ganância infinita é, como já se disse, a sua insanidade. Na ânsia de engolir tudo, irá, mais tarde ou mais cedo, engasgar-se e pode não haver socorro à mão. Por isso voltamos à precariedade. É precária a vida, é precária a riqueza, é precário o poder, é mesmo, cada vez mais precário o planeta em que viajamos. O resultado de toda esta precariedade, aumentada pelo monstruoso aumento de rapacidade dos dominantes, é que, de forma ínvia, a sociedade começa a responder a esta situação. As levas de migrantes, a recusa, por impossibilidade económica e sentimento de insegurança, dos jovens a procriarem, está a levar-nos, em caminho de não retorno, para precipícios inimagináveis. Ninguém nasce revoltado. A revolta é a consequência das injustiças e do desespero. Senhores mandadores, é para aí que estão a empurrar as sociedades. Têm a certeza de quererem mesmo isto, ou se, acontecendo o desastre, irão, como pensam, escapar incólumes? Quem semeia ventos colhe tempestades e a meteorologia social está, há bastante tempo, a difundir avisos urgentes.

Cá para mim, sem qualquer velada ameaça, penso que seria melhor dar-lhe, enquanto é tempo, ouvidos e soluções.

Isto sou eu a dizer…!

Carlos Alberto Correia

08.07.2018 - 20:11
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