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bastidores
Universidade de Verão - PS Setúbal
Há que retornar à politica, à transparência, aos valores e aos princípios
Realizou-se na sede no IPJ (Instituto Português da Juventude) em Setúbal a terceira edição da Universidade de Verão, promovida pela Federação de Setúbal do Partido Socialista.
No debate foram analisados os resultados das últimas eleições para o parlamento europeu. Houve um largo consenso sobre as razões dos resultados alcançados pelos Partidos Socialistas, justificadas por muitas das políticas seguidas, que não se diferenciam das politicas dos partidos da direita.
Esta posição não se apartou também da análise do crescente papel dos sectores financeiros e económicos sobre o politico e a influência nos “media”, subalternizando a politica. Por essa razão foi salientado que há que retornar à politica, à transparência, aos valores e aos princípios e no que aos partidos socialistas respeita à reconquista das causas.
Conforme previsto realizou-se na sede no IPJ (Instituto Português da Juventude), em Setúbal, a terceira edição da Universidade de Verão.
Foi uma iniciativa muito concorrida, com sala cheia, onde, com a moderação do jornalista Cesário Borga, se ouviram as intervenções de Duarte Cordeiro, Pedro Adão e Silva, Paula de Deus e Mário Soares, por esta ordem.
A oradora Paula de Deus substituiu Joana Amaral Dias, por impedimento de última hora.
Os participantes interpelaram os oradores em grande número, evidenciando o reconhecimento pela importância do debate.
No essencial os oradores sublinharam a importância determinante dos partidos políticos em democracia e o suporte que devem ter em ideologias consistentes e diferenciadas.
Como não podia deixar de suceder os resultados das últimas eleições para o parlamento europeu mobilizaram as atenções, bem como as causas do paradoxo dos partidos socialistas europeus terem sido na sua esmagadora maioria saído derrotado delas, após a falência do neoliberalismo. Houve um largo consenso sobre as razões desta ocorrência, justificadas por muitas das políticas seguidas, que não se diferenciam das politicas dos partidos da direita. Daí a responsabilidade que os partidos socialistas devem assumir, retirando as consequências.
Esta posição não se apartou também da analise do crescente papel dos sectores financeiros e económicos sobre o politico e a influencia nos “media”, subalternizando a politica, facto que conjugado com a acção de muitos políticos com os negócios, conduziu á desmotivação, que a crise agravou. Por essa razão há que retornar á politica, á transparência, aos valores e aos princípios e no que aos partidos socialistas respeita á reconquista das causas.
Por fim, os oradores e os interpelantes relevaram que o futuro das sociedades assentará no reforço da qualificação, da importância dos objectivos do papel do Estado da efectiva igualdade de oportunidades, e da justa repartição da riqueza o que implica maior aprofundamento das liberdades e com estas da democracia.
30.6.2009 - 1:27
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