bastidores
JS de Setúbal visita Salinas do Samouco em Alcochete
Um polo de incontornável importância para a defesa da biodiversidade
O Secretário-geral da JS, Pedro Delgado Alves, acompanhado pelo Presidente da Federação da JS de Setúbal, Ivan Gonçalves e o demais Secretariado Federativo visitaram a Fundação para a Proteção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco, um polo de incontornável importância para a defesa da biodiversidade, gestão e proteção do habitat do estuário do Tejo.
COMUNICADO DE IMPRENSA
No passado dia 5 de Junho celebrou-se o Dia Mundial do Ambiente, solenizado desde 1972, ano em que tiveram início as Conferências das Nações Unidas sobre o meio ambiente. É um evento anual que visa assinalar ações positivas de proteção e preservação do ambiente, alertando as populações e os governos para a necessidade da sua preservação.
Em Portugal as preocupações ambientais estão cada vez mais na ordem do dia. Por um lado, a nova administração do Grupo Águas de Portugal pretende criar apenas quatro sistemas de gestão de âmbito regional. Nos resíduos, a privatização da sub-holding Empresa Geral de Fomento, acionista maioritária nas empresas públicas do sector dos resíduos, deve arrancar em 2013. Por fim, o atual discurso dos responsáveis do Governo na área do Ambiente aponta para a duplicação das tarifas que sustentam o sector.
Para assinalar esta data no nosso distrito, o Secretário-geral da JS, Pedro Delgado Alves, acompanhado pelo Presidente da Federação da JS de Setúbal, Ivan Gonçalves e o demais Secretariado Federativo visitaram a Fundação para a Proteção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco, um polo de incontornável importância para a defesa da biodiversidade, gestão e proteção do habitat do estuário do Tejo. Foi possível constatar que apesar da enorme potencialidade que este espaço representa para a zona norte do Distrito de Setúbal, em especial para o município de Alcochete, este está claramente subaproveitado, apesar do enorme empenho de funcionários e responsáveis pela Fundação.
A ausência de uma ligação e cooperação com entidades externas, como instituições de ensino superior e ONG’s, assim como com outras áreas protegidas inseridas no distrito, somadas à ausência de uma estratégia comum entre os vários municípios e à recente extinção da entidade gestora do arco ribeirinho do Tejo, leva a que um distrito, que no seu todo dispõe de singularidades excecionais que lhe conferem significativas vantagens competitivas, se desenvolva de forma totalmente assimétrica. Deveria ser dada primazia à orla costeira, que neste momento assume um papel determinante para a afirmação do distrito, quer nos domínios do recreio e do lazer, quer pelo contributo para a economia nacional, através dos portos de Setúbal e de Sines – que são também importantes alavancas de desenvolvimento local e regional, potenciadores da instalação de empresas e da fixação de mão-de-obra qualificada.
Enquanto isto, os municípios do arco ribeirinho, de gestão comunista, continuam a desvalorizar todas estas questões e a assumir-se como meros “dormitórios” da região de Lisboa, ancorados na falta de visão dos autarcas da CDU.
Fonte - JS
12.6.2012 - 12:47
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