ambiente
Mário Durval, Delegado de Saúde do Barreiro
Em declarações ao DN alerta para os perigos do consumo de moluscos do Tejo
. Bivalves capturados nas zonas poluídas dos concelhos do Barreiro, Almada, Seixal, Montijo e Alcochete
O delegado de Saúde do Barreiro, Mário Durval, em declarações prestadas ao Diário de Noticias, refere que - "Todos vemos centenas de pessoas a apanhar amêijoa nestas zonas, mas elas dizem que não é para vender, que é apenas isco para pesca. Como só está proibida a comercialização, não há nada a fazer".
Segundo a reportagem do Diário de Noticias “amêijoa contaminada pelas descargas de metais pesados e esgotos está a ser apanhada em alguns locais do rio Tejo e vendida directamente aos consumidores através de circuitos clandestinos.”
Refere aquele matutino que – “entre os exemplares de bivalves capturados nas zonas poluídas dos concelhos do Barreiro, Almada, Seixal, Montijo e Alcochete encontra-se a amêijoa japónica. Uma espécie exótica (de venda proibida), oriunda de Itália, que recentemente foi implantada no rio por desconhecidos, existindo hoje com grande abundância, mas nas zonas dos esgotos, onde até a apanha da lambujinha para consumo está interdita”
Mário Durval, segundo o DN, sublinha que já fez várias queixas às autoridades, e sublinha que estes moluscos só poderiam chegar ao consumidor depois de serem sujeitos a tratamento térmico, através de um processo que ainda não chegou a Portugal.
O Delegado de Saúde do Barreiro admite ao DN que - “os níveis de metais pesados no Tejo estarão com valores mais baixos relativamente há uns anos atrás, depois de a CUF e a Lisnave terem interrompido a laboração.
"Os metais são um problema mais grave do que os esgotos, mas as marés têm vindo a resolver esse problema" – salientou Mário Durval.
25.1.2010 - 1:50
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