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reportagem
Helena André em Setúbal
«As opções estratégicas do país têm que ser opções partilhadas»
. Promover um «envelhecimento activo voluntário»
. Começar a falar em “subsídio de emprego”
No decorrer de um debate sobre o tema: «A Crise e as respostas do Socialismo Democrático», promovido em Setúbal, pela Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, Helena André, Ministra do Trabalho, sublinhou que há uma “incapacidade da Internacional Socialista de ter uma visão de conjunto”, acrescentando que, “há uma falta de ideologia”.
A Ministra do Trabalho, sublinhou que “o objectivo que existe na Europa hoje é o salve-se quem puder”, porque, “há falta de um projecto comum ao nível europeu”.
Helena André, no decorrer da iniciativa promovida pela Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, recordou que tem ligações com o distrito de Setúbal, nomeadamente com Santiago do Cacém.
Na sua intervenção começou por referir que a crise que vivemos tem um rosto e pais, foi “provocada pelo sentimento egoísta dos mercados financeiros”.
Sublinhou que, hoje, continuam a existir ataques de bancos “ao euro e a países da União Europeia”.
Falta sonho na Europa
Helena André, salientou que a “União Europeia não tem tido capacidade de ter uma resposta única”, porque não existe “um governo económico da Europa”.
“A Europa tem que ser capaz de inovar” – disse para “responder a esta crise”.
“Como está estruturada actualmente a Europa tem pouca capacidade de o fazer” – sublinhou a Ministra do Trabalho.
Na sua opinião “falta sonho na Europa” e “objectivos comuns”.
Referiu, igualmente, que existe “incapacidade da Internacional Socialista de ter uma visão de conjunto”, porque “há uma falta de ideologia”.
“A ideologia tem nos faltado” – sublinhou.
Há falta de projecto comum ao nível europeu
A Ministra do Trabalho referiu que “o objectivo que existe na Europa hoje é o salve-se quem puder”, acrescentando que “há falta de projecto comum ao nível europeu”.
Helena André defendeu a necessidade de existir, ao nível europeu, um “plano claro de medidas de apoio aos desempregados”.
Sublinhou que hoje, os indicadores negativos não são mais negativos, porque na Europa há uma “marca do socialismo democrático”.
Recordou que as forças politicas, fora da esfera do socialismo democrático, não fazem uma única proposta de alteração nas politicas sociais.
“Criticar é fácil” – sublinhou, acrescentando que, em Portugal, há “uma atitude irresponsável dos partidos da oposição” e um “deserto de ideias”.
Começar a falar em “subsídio de emprego”
Helena André, sublinhou que o Governo vai continuar a apostar nas politicas sociais públicas, garantindo a sustentabilidade da Segurança Social, onde, referiu - “temos um sistema sólido”.
A Ministra do Trabalho referiu que continuará a existir uma aposta nas politicas de apoio às crianças e aos idosos, desenvolvendo redes de apoio social.
Na sua opinião, devemos deixar de falar em “subsídio de desemprego” e temos que começar a falar em “subsídio de emprego”, tendo por objectivo que cada desempregado volte a ter o seu posto de trabalho.
Na sua opinião é preciso “sair da ideia de inactividade, para a ideia de integração activa no mundo do trabalho”.
“Temos que incentivar este espírito” – sublinhou.
Activar muito mais a co-responsabilidade
Helena André, considera essencial a “co-responsabilização de todos os actores no futuro do país”.
Na sua opinião ao nível da concertação social é preciso – “activar muito mais a co-responsabilidade”, passando tal pela definição de objectivos em termos económicos e sociais, através da motivação do diálogo entre parceiros sociais.
“As opções estratégicas do país têm que ser opções partilhadas” - defendeu a Ministra do Trabalho, sendo necessário, na sua opinião que exista um “clima de confiança entre parceiros sociais e o Estado”.
Esta deve ser, na sua opinião, “uma pista de acção prioritária no futuro próximo”.
Promover um “envelhecimento activo voluntário”
Helena André, referiu que é essencial uma “aposta nas competências e qualificação”.
Nesse sentido sublinhou a importância na “formação dos empresários” e num “ensino de qualidade” que vá ao encontro das “necessidades do mundo do trabalho”.
A Ministra do Trabalho defendeu a necessidade de promover um “envelhecimento activo voluntário”, que promova a “solidariedade inter-geracional”, porque tal trás benefícios.
Helena André reconhece como essencial que exista transmissão de saberes entre gerações.
Na sua opinião o socialismo democrático tem obrigação de reflectir sobre novas formas de fazer, porque, por vezes, só pensamos em direitos e esquecemos os deveres.
O mundo mudou
A Ministra do Trabalho sublinhou que “o mundo evoluiu” e também que “o mundo mudou”, neste contexto, salientou que não devemos - “procurar soluções antigas, para aquilo que são problemas da actualidade”.
Helena André, referiu que o essencial é que exista “mais justiça social e mais igualdade no nosso país”.
15.3.2010 - 0:59
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