reportagem
Concluída fase de diagnóstico do Plano de Mobilidade Intermunicipal
da area de influência da TTT nos concelhos de Barreiro, Moita, Palmela, Seixal e Sesimbra
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro,ontem, no decorrer da apresentação do Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal da área de influência da Terceira Travessia do Tejo, sublinhou que – “a TTT é uma inevitabilidade”.
Dos inquiridos no estudo 42% tem deslocações pendulares por razões de trabalho e 6% por razões de estudo.
A Apresentação do Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal, da Área de Influência da Terceira Travessia do Tejo, que abrange os concelhos do Barreiro, Moita, Palmela, Seixal e Sesimbra, decorreu ontem, no Museu Industrial do Barreiro, no Parque Industrial Baía do Tejo.
A TTT é uma inevitabilidade
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ontem, no decorrer da apresentação do Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal da área de influência da Terceira Travessia do Tejo, sublinhou que – “a TTT é uma inevitabilidade”.
O autarca considerou que a construção da nova ponte é indispensável na construção de Lisboa como cidade de duas margens.
Sobre o Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal referiu que é “um projecto importante, porque se direcciona em relação ao nosso futuro”.
Concluída fase de caracterização e diagnóstico
Na apresentação do Plano de Mobilidade de Transportes foi sublinhado que o mesmo abrange os concelhos do Barreiro, Moita, Palmela, Seixal e Sesimbra, estando concluída a sua fase de caracterização e diagnóstico.
A fase seguinte irá abordar os sub-sistemas, seguindo-se a construção de cenários.
Na 3ª fase serão elaborados os Planos de Acção e de Intervenção.
A fase final de elaboração do Plano irá incidir sobre as Recomendações para a monitorização do Plano.
Construção da Ponte 25 de Abril gerou dinâmicas novas na Margem Sul
No decorrer da apresentação foi efectuado um enquadramento sobre o desenvolvimento das acessibilidades e ordenamento do território, assim como evolução demográfica da AML, especialmente as influências na Margem Sul.
Foi recordado que nos anos 60 existiam acentuadas assimetrias entre a Margem Norte e Margem Sul, sendo esta uma época em que a rede viária tinha por base as Estradas Nacionais.
Sendo referido que no ano de 1964, com a elaboração do Plano Regional de Lisboa, foi estabelecida a matriz rodoviária da AML e previstas áreas industriais.
Durante a década 60 registou-se “um crescimento urbano tímido.”
Nesta década a construção da Ponte 25 de Abril gerou dinâmicas novas na Margem Sul, nomeadamente o crescimento dos concelhos de Almada e Seixal.
Na década 70 regista-se um crescimento demográfico no Barreiro
A década de 70 foi marcada pelo crescimento demográfico e o aumento de deslocações pendulares ao nível dos transportes.
A rede viária mantinha-se na tradicional rede de estradas.
Esta é uma época que a cidade de Lisboa regista uma perda de população.
A Margem Sul regista um acentuado desenvolvimento demográfico em áreas não estruturadas, o mesmo acontece na Margem Norte, nomeadamente Loures e Odivelas.
Nesta década regista-se um crescimento demográfico no Barreiro.
Processo de desindustrialização gera problemas sociais
Na década 80, regista-se o declínio demográfico de Lisboa, que se torna no principal polo de emprego, situação que provoca o aumento de movimentos pendulares ao nível dos transportes e congestionamentos nas entradas de Lisboa.
Também na década 80, com o processo de desindustrialização geram-se problemas sociais nos
concelhos do Barreiro, Seixal e Almada.
Ponte Vasco da Gama desenvolve a área do Arco Ribeirinho Sul
Nos anos 90 regista-se uma grande transformação na rede viária da AML, com a construção da Circula de Lisboa e da ponte Vasco da Gama, desenvolvendo-se a área do Arco Ribeirinho Sul, dando origem a um crescimento cada vez mais alargado aos concelhos periféricos.
Refira-se que esta década é marcada pela implantação da Autoeuropa.
Por outro lado, ao nível ferroviário nesta década desenvolve-se a rede ferroviária até ao Fogueteiro.
Aumento do investimento privado ma Margem Sul
No anos 2000 regista-se um aumento do investimento privado ma Margem Sul, ao nível de Shopings, que aproveitam os investimentos públicos efectuados ao nível da rede viária e ferroviária.
Regista-se nesta década uma melhor integração da Margem Sul na Área Metropolitana de Lisboa.
Rede viária tem influencia no desenvolvimento demográfico
Na última década regista-se o crescimento na zona Oeste da AML, e a população da Margem Sul, dos concelhos do Arco Ribeirinho Sul ronda os 650 mil habitantes, muito equiparada à população de Lisboa.
A grande diferença que se regista na rede viária tem influência no desenvolvimento demográfico da Margem Sul
42% tem deslocações pendulares por razões de trabalho
O estudo apresentado do Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal teve por base 2430 inquéritos, distribuidos por freguesias.No Terminal do Barreiro e Seixal foram realizados 270 inquéritos.
Dos inquiridos 42% tem deslocações pendulares por razões de trabalho e 6% por razões de estudo. Em média gastam 34 minutos por viagem.
No global 57% utilizam transporte rodoviário e 14% transporte ferroviário.
É referido que no concelho do Barreiro há um predomínio na utilização do transporte público em autocarro.
Avenida do Bocage no Barreiro ponto critico
No estudo são registados pontos críticos ao nível de via rodoviárias, no Seixal a Estrada Nacional 10 e no Barreiro a Avenida do Bocage.
São também referidas as zonas com pouca cobertura de rede de serviços rodoviários nomeadamente as freguesias do Vale da Amoreira, no concelho da Moita e Quinta do Anjo no concelho de Palmela.
Estacionamento junto aos interfaces é um problema
Outro aspecto referido no estudo é o estacionamento junto aos interfaces- “é um problema”, sendo reconhecido que existe “bom estacionamento”, salienta-se que a “oferta é insuficiente”, dando origem a estacionamento ilegal.
Sobre esta matéria, Joaquim Santos, Vereador da Câmara Municipal do Seixal, responsável pela área da Mobilidade, hoje no Barreiro, sublinhou que no concelho do Seixal não há falta de estacionamentos.
Principal problema reside nos preços
O autarca sublinhou que o problema dos estacionamentos nos interfaces não é falta de espaço, referindo que há situações que as zonas destinadas a estacionamento estão alugadas para lavagem de carros e Oficinas.
Por outro lado, referiu que o principal problema reside nos preços de utilização dos Parques de Estacionamento impostos pelo operador FERTAGUS.
Joaquim Santos expressou a sua discordância com os preços praticados, recordando que aquelas infraestruturas forma implementadas com investimentos públicos.
26.6.2012 - 0:51
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comentários
| nome: |
Jony |
| comentario: |
O Sr. Vareador parece que desconhece o concelho onde trabalha, esquece sempre que na estação fluvial da Transtejo, também ela construida com dinheiros públicos o estacionamento também é pago e mesmo que seja mais barato que o da fertagus, tal não implica que não haja estacionamento ilegal junto ao terminal, por isso a questão do preço é relativa. |
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