reportagem
Fórum Luísa Todi – Obras com fim à vista
Manter referências do passado, projectando o futuro
Com a inauguração marcada para 15 de Setembro deste ano a comunicação social foi convidada a visitar as obras do Fórum Municipal Luísa Todi.
Com um custo total a rondar os 6,2 milhões de euros cerca de quatro anos após o inicialmente previsto o executivo camarário anunciou aos jornalistas que esta obra se encontra agora “na recta final para a sua conclusão” referindo ainda que «os atrasos se ficaram sobretudo a dever à complexidade da obra».
O arquitecto Paulo Ramos, um dos responsáveis pelo projecto, referiu em diversas ocasiões que «esta remodelação pretende respeitar algumas das características originais utilizando, contudo materiais mais modernos» referindo ainda que «tivemos que fazer alterações que se prendem sobretudo com questões técnicas e de segurança do edifício, como a prevenção de incêndios e anti-sismica».
Recordamos que o edifício original foi inaugurado a 24 de Junho de 1960 então com o nome de “Cineteatro Luísa Todi”, projectado pelo arquitecto Fernando Silva responsável de obras de notoriedade como o edifício Imaviz, o Hotel Sheraton ou o Cinema S. Jorge.
Durante a visita, guiada pelo responsável acima referido, foi possível observar as Principais alterações indroduzidas:
Mudança na entrada principal: A entrada deixa de ser feita pela Av. Luísa Todi passando a ser feita pela Rua Cecília Rosa de Aguiar – lado poente do edifício – passado esta rua lateral a ser um espaço de pedonal que será dotado de um pequeno anfiteatro – já visível – que servirá de zona de convívio e de espera, podendo ser também utilizado para actuações de rua em que o palco será junto à própria entrada que contará com a presença de um busto de Luísa Todi.
A bilheteira que estará localizada nesta entrada, passa também a ter acesso directo para a rua com um pequeno foyer (hall de entrada) para espaço de exposições e uma loja de artigos alusivos a Luísa Todi, entre outros.
Acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada: A remodelação do edifício teve em conta esta questão com a criação de elevadores e rampas para cadeiras de rodas, quer no exterior quer no interior, bem como a criação de espaços na sala que permitam a permanência das mesmas.
Espaços de convívio e lazer: Toda a zona de exposições foi ampliada e melhorada, nomeadamente com a instalação de novas vitrinas. O Bar passa a ser apenas um com uma área alargada.
Outra das novidades será a criação de um playground (parque infantil) permitindo aos pais deixarem os filhos enquanto assistem ao espectáculo e onde serão dinamizadas actividades de cariz cultural.
Renovação total da zona do palco: O palco sofreu uma profunda intervenção, tendo-se verificado uma ampliação de cinco metros de profundidade. Os actuais 12,5m (caixa de palco) de profundidade permitem também a ampliação do fosso de orquestra que terá a capacidade para 55 músicos permitindo desta forma a execução da maioria das óperas existentes bem com de outros espectáculos musicais. Quando não utilizado, o fosso é coberto permitindo uma maior utilização do espaço.
O palco será também dotado de um novo equipamento cénico dos quais se destacam o sub-palco com uma estrutura amovível de acesso que permitirá elevar ou descer personagens ou elementos cénicos, ou um sistema de (14) varas contrapesadas e (15) motorizadas que permitirão uma melhor movimentação dos cenários, sendo as últimas operadas por computador.
Todas estas modificações vão permitir que de futuro trazer para esta sala setubalense peças que estão em cena noutros locais do país, prevendo-se também a realização de protocolos com diversas companhias.
Sala polivalente na cobertura: Ocupando a área da caixa de palco foi criada uma sala polivalente na cobertura do edifício.
Tendo como pano de fundo uma vista arrebatadora sobre o estuário do Sado e a serra da Arrábida, esta sala permitirá a realização de vários eventos como por exemplo «recitais pequenas peças de teatro, conferências, ou stand up comedy», dispondo para isso de uma lotação de 60 lugares na configuração de café-concerto e de 132 em plateia. Este espaço pretende dinamizar uma utilização permanente durante todo ano já que a insonorização permite que funcione mesmo em simultâneo com a sala principal.
Sala Principal: «Na sala principal, para além da inclinação da plateia e de novas cadeiras (algumas com palmatórias de apoio), fizemos uma remodelação na zona do balcão que ficou reduzido para dar lugar a uma nova régie e a criação de duas cabines de tradução» referiu Paulo Ramos acrescentando «estas alterações permitirão a rentabilização da sala com a realização de congressos, por exemplo».
Assim resta agora esperar pela reabertura desta emblemática sala de espectáculos sadina, cuja direcção estará a cargo do recém-empossado João Pereira Bastos - director artístico, encenador e produtor de teatro e rádio - , e que pretende «acolher o melhor cinema e os melhores espectáculos que percorrem o território nacional, nas mais modernas condições de conforto para os espectadores».
Rui Nobre




17.7.2012 - 19:42
imprimir

Partilhar:

PUB.

comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia.

envie o seu comentário

PUB.


Pesquisar outras notícias no Google

|