reportagem
Baía do Tejo dá «sinal de envolvência na comunidade»
Barreiro pode ser uma terra incubadora das artes
Para ser uma terra marcada pelo empreendedorismo “o Barreiro tem todas as características e potencialidades conhecimentos, história, como a da CUF, que se confunde com a história do Barreiro”, referiu Sérgio Saraiva, Ad-ministrador da Baía do Tejo, ontem no decorrer do encontro sobre «Arte & Empreendedorismo - Relações Singulares» que se realizou no Museu Industrial.
“Com este evento a Baía do Tejo está a dar um sinal na sua envolvência na comunidade” – sublinhou Sérgio Saraiva.
Integrado nas comemorações das Festas do Barreiro 2012, o Conselho de Administração da Baía do Tejo promoveu a tertúlia “Arte & Empreendedorismo - Relações Singulares”, que decorreu ontem no espaço do Museu Industrial
A sessão contou com a presença de Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, e dos vereadores Regina Janeiro, Sofia Martins e Rui Lopo.
Tela leiloada para uma institu¬ição de solidariedade social
No evento estiveram presentes como convidados Carlos Ramos (Músico / Fábrica de Música), Gabriel da Cruz (Maes¬tro da Academia de Música de Alcochete ) e Ricardo Belchior (Investigador em Empreendedorismo), num debate que foi moderado por Sérgio Saraiva, Ad¬ministrador da Baía do Tejo.
A sessão contou com apontamentos musicais do artista Diogo Augusto. Em simultâneo os artistas plásticos Bruno Contreira e Luis Kiko, produziram trabalho sobre tela que será leiloado e cujo produto da venda reverterá para uma institu¬ição de solidariedade social.
O “Dia Baía do Tejo” prosseguiu durante a noite com a actuação das ban¬das “The Legendary Tigerman” e “Nicotine´s Orchestra” no Palco das Marés e “Couvess Band”, no Palco da Juventude.
Património da empresa e da cidade do Barreiro
Sérgio Saraiva, Ad¬ministrador da Baía do Tejo, na abertura do encontro referiu que esta iniciativa integrada nas Festas do Barreiro 2012, tinha por objectivo – “a abertura deste espaço à cidade” e promover – “uma maior divulgação e potenciar o Museu Industrial onde está presente o património da empresa que se cruza com o património da cidade do Barreiro”.
Arte & Empreendedorismo - Relações Singulares
Passando a apresentação dos convidados para o debate com o tema: Arte & Empreendedorismo - Relações Singulares”
Carlos Ramos, Músico e empreendedor do projecto Fábrica de Música, sublinhou que dirige os estúdios de gravação que funcionam no Parque Empresarial.
Ricardo Belchior, referiu que desenvolve trabalhos como Investigador em Empreendedorismo, procurando dinamizar interacção com os alunos do Ensino Superior motivando-os para que sejam empreendedores.
Recordou que “é perigoso manipular intenções” por essa razão não devemos querer “que toda a gente é empreendedor”, e acrescentou que na sua vida – “tenho tentado ser empreendedor”.
Gabriel da Cruz, Maes¬tro da Academia de Música de Alcochete, onde salientou procura “importar metodologias de Inglaterra e Estados Unidos” como caminho para desenvolver a criação musical.
Referiu que na a sua actividade de compositor de música, trabalha à distância para os Estados Unidos, como criador de música para filmes, e também para Inglaterra.
Há Gestores que são empreendedores
No decorrer do encontro, Ricardo Belchior, abriu caminho para a reflexão sobre as diferentes concepções do conceito”empreendedorismo”, recordou que para uns “é gerir e criar a própria empresa”, para outros” é ser inovador e apostar nas oportunidades”.
Na sua opinião – “empreendedorismo é o processo pelo qual as oportunidades são exploradas”.
“A empresa que não é inovadora se calhar tem pouco do que gostamos definir como empreendedorismo” – sublinhou
Recordou que ligado ao conceito empreendedorismo está a “criação de emprego” e “desenvolvimento”.
“Há Gestores que são empreendedores” – porque ser empreendedor visa a “necessidade de atingir algo”, consciente que “as coisas não acontecem”.
“O empreendedor tende a dizer se eu quiser eu consigo”- sublinhou, sendo alguém que “tem propensão para o risco”.
“As pessoas mais empreendedoras não têm mais tolerância para o risco, não vêm o risco que outros vêm, são proactivas e têm autoconfiança” – sublinhou.
Ricardo Belchior, alertou para a importância do contexto, dado que este influência as pessoas.
“Há pessoas com posturas negativas. Há pessoas com posturas positivas. Há pessoas com características que nunca serão empreendedoras”- salientou.
Neste contexto sublinhou que os políticos podem influenciar os que estão “no meio” e estimular o empreendedorismo.
Artista não tem que ser um empreendedor
Carlos Ramos, salientou que “um artista não tem que ser necessariamente um empreendedor”.
Referiu que desde cedo sentiu necessidade de estar “presente na criação artística e no negócio da música”.
Na sua opinião o importante para o artista é “ter armas para que possa lutar e que lhe permitam viver como artista”.
Talento e Trabalho
Gabriel Cruz, referiu que a produção artística “tem a ver com os sistema que está à nossa volta” e para as pessoas que criam “não existem horas”.
“Os músicos criam à noite” – referiu, porque “à noite os telemóveis não tocam”.
“O músico é uma pessoa solitária” – sublinhou.
Na sua opinião um dos problemas dos dias de hoje é que – “os nossos filhos não têm objectivos de vida”, porque “a maior parte dos jovens não sabe o que quer fazer”.
“Hoje, ter um Curso Superior não é o mesmo que antigamente, não dá trabalho, e muitas vezes vão para os Cursos sem saber o que querem fazer”-acrescentou.
Recordou que em relação à sua actividade profissional – músico- a opinião pública classifica como sendo “um preguiçoso” ou “um malandro” que não quer trabalhar – “há preconceitos”.
“Na música, como em todas as profissões, há pessoas que não querem trabalhar” – sublinhou.
“Nada sem trabalho se alcança. Talento e Trabalho. Temos mesmo que trabalhar” – salientou.
As pessoas têm que ter uma visão
Ricardo Belchior, noutra intervenção, sublinhou que – “as pessoas têm que ter uma visão, saber onde querem chegar daqui a 5 anos”.
“A pessoa s tiver uma visão para onde que ir, terá visão do seu futuro” – sublinhou.
Recordou que a visão pode alterar-se, porque o trabalho que vai fazendo – “faz parte de uma nova visão”, obriga a “escolhas” e a encontrar as”formas correctas” para atingir a visão.
“Os artistas são uma mais valia
Carlos Ramos, recordou que durante a sua vida andou à procura do que gostava de fazer, estudou Filosofia, até que descobriu – “o meu objectivo era trabalhar na música” e também ser promotor de eventos.
Referiu o projecto que está a desenvolver a «Fábrica da Música» que visa apoiar as bandas e os artistas da região, identificando as suas necessidades e procurando desenvolver projectos com as empresas da região.
“Os artistas são uma mais valia” – sublinhou.
Barreiro pode ser uma terra incubadora
No decorrer do debate Cabós Gonçalves, sublinhou “esta iniciativa é excelente” e é mais ainda por ser promovida pela Baía do Tejo, neste espaço, no contexto do Barreiro.
“O Barreiro tem todas as condições para que os artistas de várias áreas se possam manifestar” – sublinhou.
“O Barreiro pode ser uma terra incubadora de vários clusters” – referiu.
Lançou o desafio à Baía do Tejo para ser uma empresa que contribui para criar condições para os artistas locais.
Baía do Tejo sinal de envolvência na comunidade
Sérgio Sariava, Ad¬ministrador da Baía do Tejo, sublinhou o envolvimento da Baía do Tejo na programação das Festas do Barreiro.
Salientou que a partilha de saberes e experiências – “é essencial para projectar a comunidade” daí a promoção deste evento.
“O Barreiro tem todas as características e potencialidades conhecimentos, história, como a da CUF, que se confunde com a história do Barreiro” e, salientou que com este evento a Baía do Tejo está a dar um sinal na “sua envolvência na comunidade”.
Empreendedores são os que não baixam os braços
Regina Janeiro, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área da Cultura, sublinhou e agradeceu à Baía do Tejo o seu apoio às Festas do Barreiro que já “é uma tradição”.
Sobre o tema em debate a autarca sublinhou que – “empreendedores são os que não baixam os braços, que vão à luta, que não deixam que os outros decidam por eles”.
Referiu que não há trabalho colectivo sem os indivíduos, acrescentando que – “a arte é fundamental na nossa vida”.
Por outro lado, lamentou que as artes sejam quase inexistentes na formação de base nas escolas.
“Para sermos empreendedores temos que aprender a lutar por aquilo que achamos mais justo” – sublinhou.
12.8.2012 - 17:58
imprimir

Partilhar:

PUB.

comentários
| nome: |
Álvaro Branco |
| comentario: |
Estive presente e acho a iniciativa excelente. Uma salutar forma das empresas estarem de "corpo inteiro" na comunidade. Um exemplo a seguir. Parabéns! |
|

envie o seu comentário

PUB.


Pesquisar outras notícias no Google

|