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Unidade de Oncologia do Centro Hospitalar Barreiro Montijo
«Nunca se considerou a hipótese de encerramento da Unidade de Oncologia»
"Não temos conhecimento de qualquer medida ou decisão da tutela que contemple o encerramento da Unidade de Oncologia deste Centro Hospitalar. Internamente e por parte do Conselho de Administração do CHBM, apesar das dificuldades e desta situação de carência de recursos médicos, que consideramos transitória, nunca se considerou a hipótese de encerramento da Unidade de Oncologia." - sublinha em comunicado o Conselho de Administração do CHBM.
Desconhece-se quem está a causar insegurança aos utentes com as notícias que têm sido veiculadas sobre a Unidade de Oncologia, sem nenhuma base, o que se considera ser totalmente inaceitável e injusto.
Na origem desta questão está a atual escassez de médicos, nomeadamente da área da oncologia, anatomia patológica e radioterapia, entre outras intervenientes no diagnóstico e tratamento da doença oncológica e, ainda, de outras especialidades.
A gestão de recursos humanos tem constituído um desafio permanente, sobretudo nos dias de hoje face à atual escassez e porque consideramos o capital humano o mais importante em qualquer organização.
O Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, EPE (CHBM) está, por isso, a desenvolver todos os esforços no sentido de encontrar médicos desta especialidade disponíveis para contratação, sem prejuízo de todas as restantes medidas organizativas que levem ao uso mais eficiente dos recursos disponíveis e que permitam garantir o acesso efetivo e atempado dos cidadãos aos cuidados de saúde.
Assim, para além do exposto nos pontos anteriores, para completo esclarecimento e resposta às questões concretas abordadas em recentes noticias, cumpre-nos informar o seguinte:
1. O CHBM não cedeu um médico oncologista para o Hospital Garcia de Orta, mas confrontado com o anúncio de saída deste médico desenvolveu todo um processo de acordo com o médico, que em articulação com o HGO nos permitisse evitar a saída definitiva desse médico, sem antes se conseguir a contratação de outro especialista. Acordou-se, então, um horário de 20 horas, em que garante apenas atividade assistencial, pois este tinha uma importante carga do seu horário em atividades de gestão, nomeadamente como adjunto da Direção Clínica.
2. O Responsável pela Unidade de Oncologia, tal como todo o Centro Hospitalar, reconheceu, desde o início deste processo, a dificuldade a ele inerente e à situação de escassez de recursos médicos, que aliás não envolve apenas a especialidade de Oncologia, mas outras da área do diagnóstico e tratamento da doença oncológica. Neste contexto importa realçar que não foi autorizada nenhuma cedência por parte do Conselho de Administração do CHBM, mas acordado uma situação que se considerou causar menos riscos no que diz respeito à resposta à população e que, por outro lado, permitiria em tempo útil a contratação de outro especialista.
3. A saída de um especialista para o Hospital de Loures e agora a situação deste médico obrigou a uma reorganização interna por parte da Unidade, reprogramando e ajustando atividades, com redistribuição dos doentes e atualmente com algumas horas extraordinárias, como em outras situações de imprescindibilidade e para garantir a continuidade da qualidade assistencial aos doentes. A implementação destas medidas de otimização pode ter causado algum transtorno aos doentes no sentido de alteração de algumas datas de consultas, o que será sempre de lamentar, mas não “deixou doentes em lista de espera” e não há indicação para não admitir doentes novos.
4. Como já referido nos pontos anteriores, o Conselho de Administração não autorizou nenhuma cedência de um oncologista para o Hospital Garcia de Orta, mas um protocolo/acordo de forma a evitar a sua saída definitiva e a tempo inteiro.
5. Neste momento, após a saída de um médico oncologista para outro hospital e para além do médico atualmente com 20 horas semanais, a Unidade de Oncologia conta com 4 especialistas (3 Oncologistas e 1 Hemato-oncologista) e 7 internos da especialidade de Oncologia. Analisando detalhadamente a situação, e mesmo tendo em conta as obrigatórias medidas de otimização e máxima rentabilização, considerou-se urgente a necessidade de recrutamento de especialista, com vista à contratação, estando no momento em fase de elaboração de processo concursal.
6. O Hospital de Dia mantém a sua atividade até às 20 horas e os Oncologistas continuam a garantir a sua atividade na Urgência Interna até às 24h. No entanto, esta não é uma escala de Urgência de Oncologia, que de resto nunca existiu. O médico de urgência Interna presta assistência em situações de urgência que ocorram em doentes da área médica, internados em qualquer serviço do CHBM. Esta escala, por questões de organização interna, é desde há algum tempo garantida pelos médicos da Unidade de Oncologia, mas no contexto de escassez de recursos pode, em qualquer momento, ter que ser reavaliada a situação, integrando outros médicos de especialidades médicas nomeadamente Medicina Interna.
7. Relativamente à formação, importa realçar que periodicamente a Ordem dos Médicos e os Colégios das Especialidades avaliam os Serviços do ponto de vista da idoneidade formativa, com uma periodicidade habitualmente anual ou sempre que considerem necessária uma avaliação extraordinária, contactando a Instituição através da Direções dos serviços, da Direção Clinica e do Internato Médico e, perante inconformidades, propondo medidas de vária natureza, que podem ser com carácter mais ou menos urgente, sempre que assim o entenderem. Não há neste momento qualquer indicação da Ordem nesse sentido.
De notar contudo que a gestão dos recursos humanos, nomeadamente a saída e entrada de médicos é um processo dinâmico e de um momento para o outro o corpo clínico de qualquer serviço pode sofrer alterações que obriguem a medidas urgentes de adequação e o CHBM assim o fará.
8. Não temos conhecimento de qualquer medida ou decisão da tutela que contemple o encerramento da Unidade de Oncologia deste Centro Hospitalar. Internamente e por parte do Conselho de Administração do CHBM, apesar das dificuldades e desta situação de carência de recursos médicos, que consideramos transitória, nunca se considerou a hipótese de encerramento da Unidade de Oncologia.
Mais se informa que mantemos o empenho no trabalho que se tem vindo a desenvolver não só com os oncologistas mas com todos os colaboradores da área do diagnóstico e tratamento da doença oncológica, para garantir uma resposta adequada, com melhoria contínua global, a satisfação dos seus doentes, dos serviços e instituições que os referenciam, otimizando o tempo de resposta e melhorando os circuitos internos e com as instituições.
O Conselho de Administração do CHBM
1.8.2012 - 15:56
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comentários
| nome: |
Manuel Norberto Baptista Forte |
| comentario: |
Acredite-se pois no teor do comunicado, e... resolva-se assim a questão pendente sem lesar os respectivos doentes. |
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| nome: |
Carlos neves |
| comentario: |
Espero que nunca se realize o encerramento da Unidade de Oncologia, é urgente a necessidade de recrutamento de especialistas nesta área... Espero então que se resolva esta situação sem prejudicar os respetivos doentes. |
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