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A(nota) mento do Dia
Setúbal presente no «SAAL – Arquitectura de Abril»

A(nota) mento do Dia<br />
Setúbal presente no «SAAL – Arquitectura de Abril»<br />
O Projecto SAAL, está na memória da geração que viveu o PREC, ligada a essa palavra de ordem: “Casas Sim!Barracas não!.
Um projecto dinamizado pelo então Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo, Nuno Portas, com a finalidade de contribuir para resolver o problema da habitação, onde, nos anos 70 haviam muitas e graves carências.

O jornal JL na edição desta quinzena, dá destaque, em primeira página, à exposição que vai estar patente em Serralves com o tema «SAAL – Arquitectura de Abril».
Para além da exposição irá realizar-se um Colóquio Internacional em Coimbra, evocando o SAAL como sendo “um dos momentos mais vivos de participação cívica e de cidadania activa, logo a seguir ao 25 de Abril”.~
Vão ser divulgados testemunhos e relatos de experiências no terreno.
Segundo os promotores deste evento o SAAL deu um importante contributo para dar dimensão internacional à arquitectura portuguesa.

Ao ler este texto, recordei de imediato uma entrevista que fiz a Teresa Almeida, onde referia – “apaixonei-me por esta cidade e por este distrito, hoje, penso que é aqui que eu vou permanecer o resto da minha vida”.
Recordava a então Governadora Civil de Setúbal, que na sua actividade profissional, na Câmara Municipal de Setúbal, então liderada por Francisco Lobo ( um homem do Barreiro) estive ligada ao final do Programa SAAL, Bairro do Independente, Pinheirinhos e às cooperativas de habitação.

Esta recordação trouxe-me também à memória os tempos idos de reportagens, quando integrei a redacção de «O Setubalense», percorrendo os bairros e a vida dinâmica da cidade.

Mas, tudo isto para sublinhar que nos textos editados no JL, sobre o programa SAAL, Gonçalo Byrne, escreve sobre a sua experiência, no SAAL, vivida em Setúbal, no Bairro Casal Figueira, que também será uma referência na exposição de Serralves.
“Uma aprendizagem de cidadania” – refere Gonçalo Byrne.
Demolição de barracas, construir e reconstruir, reabilitar casas existentes.
“Estava fora de questão fazer torres, no máximo seriam casas de primeiro andar e com quintal para assar, absolutamente obrigatório, o que tinha a ver com os hábitos da população” - refere Gonçalo Byrne.
Recorda que a Direcção Geral de Urbanismo não aprovou o plano do Casal Figueiras, porque defendia a construção de torres, para reduzir custos.
Os moradores protestaram, durante três dias junto à porta daquele organismo, e acabaram por vencer.
O projecto avançou. Com criticas e sugestões dos moradores incorporadas em fases seguintes.

“Foi importante para mim essa experiência de projectar com as pessoas” – sublinha no seu texto Gonçalo Byrne.

O Projecto SAAL, está na memória da geração que viveu o PREC, ligada a essa palavra de ordem: “Casas Sim!Barracas não!.
Um projecto dinamizado pelo então Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo, Nuno Portas, com a finalidade de contribuir para resolver o problema da habitação, onde, nos anos 70 haviam muitas e graves carências.

Um projecto que apostava no envolvimento comunitário e rasgar com o modelo do Estado Novo de deslocalização das populações e construção de torres ou em altura.

Uma experiência que, afinal, vale a pena recordar. Pessoalmente, em Setúbal, acompanhei, como jornalista, muitas destas acções nos bairros.

Recordar, nos dias de hoje, esta experiência no terreno do ponto de vista académico, é um registo positivo, porque, afinal, é preciso rever experiências e delas tirar lições, talvez, desta forma se possam evitar, por esse país, mais tarde, ou mais cedo, situações como a que existe, hoje, no Barreiro na Quintas da Mina- Cidade Sol.

Um caso de estudo a acompanhar!

António Sousa Pereira

31.10.2014 - 15:17

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