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INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 19 de Outubro 2018
Por Maria Helena


Por dentro dos dias - Barreiro
Afinal, cada dia é uma viagem!


A(nota)mentos
IPS no pensar e ser Barreiro no século XXI


Rosto da Semana – Barreiro
Luciano Barata – um rosto do fazer teatro


Inferências – Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos? (III)


Inferências – Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos? (II)


Inferências - Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos ? ( I)


COLUNISTAS
Prevenir ou remediar?
Por Jorge Fagundes
Barreiro


Polvo Unido
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


A UBER AGRADECE
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


A Retribuição Mínima Mensal Garantida
José Caria
Montijo


É falta de educação não responder às perguntas ou não cumprir o que se promete
Por Nuno Cavaco
Moita


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


CARTA AO DIRECTOR
Barreiro - Monumento aos Fuzileiros
Serve de refúgio a cadela e seu filhote


BASTIDORES
Jantar Comemorativo do primeiro ano de mandato
do Partido Socialista na Câmara Municipal Alcochete.


Barreiro - Na Casa Sindical dos Ferroviários
PCP promove debate sobre a Quinta do Braamcamp


Plenário de Militantes Socialistas com Mário Centeno em Almada
Marca o encerramento das III Jornadas Parlamentares da região de Setúbal


Passagem de um ano de mandato das últimas eleições autárquicas
Partido Comunista Português vai realizar iniciativas no concelho da Moita


Na Casa Sindical dos Ferroviários no Barreiro
PCP promove debate sobre a Quinta do Braamcamp


«Vamos ver se existe abertura do PS para que possamos chegar a um consenso»
PSD disponível para viabilizar orçamento da CMB mediante inclusão d


ENTREVISTA
«Atelier Digital» um projecto da Google no IPS em Setúbal
Desde o seu lançamento já formou mais de 42 mil portugueses.


Durval Salema, PAN – Pessoas – Animais – Natureza
Desenvolver o conceito «Barreiro – uma cidade amiga das crianças»


Barreiro - Francisco Alves do Bloco de Esquerda
Há confronto excessivo, para não lhe chamar guerrilha, entre a actual e a anterior maioria


Barreiro - JPAC cantautor vive a música com paixão
«A música é um sonho meu de criança»


AS EMPRESAS
Transportes Colectivos do Barreiro
ALTERAÇÃO PROVISÓRIA DE PERCURSOS
Carreiras 6, 9, 149 e 150


Na Quinta da Margueira em Almada
1º Fórum Empresarial da AISET- Associação da Indústria da Península de Setúbal


DESPORTO
Escola de Patinagem do Grupo Desportivo Fabril do Barreiro
Conquista 1º lugar na 35ª Seixalíada


Campeonato Nacional no Kartódromo de Palmela
Irmãos Gouveia fazem história em Portugal
- Campeão Nacional Iniciação e Vice campeão Naci


AS ESCOLAS
Setúbal - Nova edição do curso científico no auditório nobre do IPS
Politécnico de Setúbal forma voluntários no combate ao VIH/SIDA


Alunas do Agrupamento de Escolas de Álvaro Velho - Barreiro
Participaram nas VI Jornadas de Arte & Ambiente


Francisco Banha encerra conferência sobre empreendedorismo
5.ª Inspira Barreiro recebe o mais ativo «business angel» português


Moita - Flexibilidade e Autonomia Curricular ETPM
Conhecer os produtos é essencial em Cozinha


Barreiro - Cerca de 250 docentes e não docentes
Participaram na Receção à Comunidade Educativa


Organizado pelo Núcleo do Montijo do MAPPE
Secretário de Estado da Educação no Montijo ‘Ao Encontro da Educação’


REPORTAGEM
Avenida da Praia no Barreiro vai sofrer muito ruído
Baixa da Banheira e Lavradio vão receber impactos entre 70 a 90 decibéis


Barreiro - Requalificação do Polidesportivo da Avenida Bento Gonçalves
Uma demolição que foi uma oportunidade


Requalificação do Clube de Vela do Barreiro
«Acabamos de assinar uma parceria entre o Governo e uma associação»
. Candidatura no valor d


Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro
«Todos estamos cá para levar Santo António para a frente»


No Rotary Clube do Barreiro conversa sobre «From Kibera with Love»
Projecto de Turismo Social à maior favela do mundo


Espaços vazios e ao abandono nas cidades são tema de investigação académica
Barreiro é um dos casos de estudo


Barreiro está a mergulhar numa depressão nocturna
Actividade nocturna tem que fazer parte da cidade


MOLDURA
De Albarquel em Setúbal até à Escola de Fuzileiros no Barreiro
Futuros Fuzileiros cumprem tradicional Marcha Final
. 52 Kms em cerca de


No Centro Hospitalar Barreiro Montijo
Os afetos na Primeira Semana da Saúde Mental


No Pavilhão Municipal de Exposições
1º Encontro R&B Moita


Programação de Cinema no Forum Barreiro
ASSIM NASCE UMA ESTRELA continua em cartaz


No Mercado Municipal 1º de Maio
Exposição «Nascer-do-Sol» de Rodrigo Miragaia
. Sábado, dia 20 de outubro


Barreiro Rocks / Nos Alive e mais 4 festivais portugueses
nomeados para os UK Festival Awards


Barreiro - No Quartel dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste
Jantar de Solidariedade com o actor António Cordeiro


Barreiro - Jornadas de Enfermagem do ACES Arco Ribeirinho
Com o lema «Plano Local de Saúde - Contributos de Enfermagem»
. Alcochete, Mon


Jornadas do Património Cultural do Barreiro 2018
Ano Europeu do Património Cultural


AUTARQUIAS
Moita - No Gaio-Rosário
Reunião pública da Câmara Municipal


Moita - União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira
Lamenta que ministro da saúde tenha saído do cargo sem cumprir as promessa


Barreiro - Reservatório do Antigo Lavadouro na Rua José Augusto Pimenta
no final de outubro começa demolição
. Duração prevista de 30 dias.


Associação de Municípios do Barreiro e da Moita
Não se revê no texto de opinião da coordenadora da Quinta do Mião


OPINIÃO
A DEFESA DOS DIREITOS E PROMOÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DO OSTOMIZADO UM NEGÓCIO DE DÚVIDAS
Por Vitor Bento Munhão
Barreiro


Direito à indignação perante a postura de alguns membros do PS Moita
Por Rogério Paulo Gonçalves dos Santos
Moita


FAÇA-SE LUZ
Por Rui Lopo
Barreiro


Pela Valorização das Assembleias Municipais
Por Pedro Vasconcelos Almeida
Barreiro


Como melhorar a nossa Automotivação?
Por Sandra Pereira
Barreiro


ASSOCIATIVISMO
Barreiro - 10ª Marcha Solidária da Associação de Mulheres com Patologia Mamária
Do Parque da Cidade ao Parque Catarina Eufémia


Rotary Clube do Barreiro
Vai atribuir bolsas de estudo a alunos do Ensino Superior


Escuteiros adultos de Santo André-Barreiro
Fim-de-semana de limpeza na Serra da Arrábida


Inauguração da nova sede dos Escoteiros Grupo 264 Barreiro
Um espaço no Convento dos Loios no Lavradio


Moita - Centro dos Reformados e Idosos da Baixa da Banheira
Projeto CRIBB galardoado com prémio BPI Seniores 2018


CULTURA
Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Barreiro
Concerto de órgão com a participação do organista Rui Paiva.


LIVROS
Álvaro Giesta poeta do Barreiro
Apresenta «O Sereno Fluir Das Coisas»


Moita - No Café-Concerto do Fórum Cultural na Baixa da Banheira
Lançamento do livro «Contos e Cantos do Rio e do Mar»


No âmbito das Jornadas do Património Cultural do Barreiro
Apresentação do livro «Memórias do Meu Rio» de Lina Soares


Barreiro - Momento musical com a participação do Coral TAB e dos BVoice
Na apresentação do Livro “A Essência das Palavras” na Biblioteca Munici


POSTAIS
Barreiro - E esta, hem!!
Três pilaretes na entrada de uma passadeira de peões


Barreiro - 33 anos de constituição da Freguesia de Santo António da Charneca
MEMÓRIA instrumento fundamental à IDENTIDADE


Barreiro - Agressor de mulheres na via pública
Se uma sociedade não dá resposta a um caso destes, estamos a falhar


Novo paradigma de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa
Hoje é um dia histórico sublinhado na reunião da CM Barreiro


Barreiro - 2ª edição do Laboratório Colaborativo CO.LAB
Potenciar a educação para a cidadania.


Grupo de Teatro Projéctor – Barreiro
«Ano após ano a luta pelo desengano»


Assessoria para a Comunicação Social
Custa à Câmara Municipal do Barreiro 4.500 euros mensais


Crónicas do Algarve
Acerca de camaleões, de muxamas, de polícias e de laranjas


AGENDA
Barreiro - Com encenação de Diogo Infante
Teatro «O Deus da Carnificina» no AMAC


EUROPA
Comissão Europeia regista a iniciativa
«Acabar com a fome que afeta 8 % da população europeia»


Comissão Europeia regista iniciativa
sobre «Cidadania Permanente da União Europeia»


inferências rostos.pt - o seu diário digital

Inferências – Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos? (III)

Inferências – Barreiro<br>
Quais as marcas dos mandatos autárquicos? (III)O Barreiro viveu nestes anos, um dos seus períodos de maior depressão económica e social. Mas, mesmo assim, Carlos Humberto, em três mandatos, foi o politico que recebeu sempre, plenamente, o apoio dos eleitores, oriundos das mais diversas opções.

A gestão de Carlos Humberto ao longo de três mandatos foi marcada por diferentes circunstâncias, mas, sublinhe-se, algumas ideias força, na verdade foram centrais e marcas inscritas – a aposta na valorização das zonas ribeirinhas; as opções para clarificação e valorização do território da Baía do Tejo; a importância de inventariar e classificar o património ferroviário e a importância do seu território no tecido urabano; a tónica sobre a necessidade de criação de emprego; a valorização do papel de centralidade do Barreiro na AML; a intervenção autárquica na valorização do espaço urbano no território do concelho, para além do centro da cidade; as relações politicas e de constante diálogo com o Poder Central, quer com governo PSD/CDS, quer com governo PS; a valorização da memória e da identidade barreirense; uma gestão financeira equilibrada de forma a permitir investimentos e obter de forma sistemática o recurso a financiamentos comunitários para projectos, no espaço urbano e na vida sócio-cultural.

E, um nota especial, a forma como exerceu a presidência, acima de tudo com um sentido de missão, de prestação de serviço público, colocando o Barreiro acima dos interesses partidários, e, nunca abdicando das suas opções politicas.
Por essa razão, não vou abordar a gestão de Carlos Humberto apenas neste texto. Este acaba por ser um prólogo global.

Carlos Humberto é um veterano da acção politica, nascido para o combate nas lutas antes do 25 de Abril. Na sua forma de estar na vida, para além das suas opções partidárias, assumidas no tempo da luta contra a ditadura, como militante do Partido Comunista Português, um partido que todos sabemos, inscreveu sua matriz na vida dos barreirenses, até, mais não seja, pelo respeito e pela dignidade da acção dos seus militantes na luta contra a ditadura.
Um partido que todos se orgulham, ainda hoje, em afirmar – “o meu avô era comunista”, mesmo dito, muitas vezes, por alguns anticomunistas primários.

Carlos Humberto tem, igualmente, uma marca pessoal de relacionamento humano, no respeito pelas diferenças e com relações feitas de afectos, sem aquele plástico de ocasião. Quem fala com Carlos Humberto, fala com Carlos Humberto.
Por essa razão, cativou muitas franjas do eleitorado de pessoas de outros partidos – que por vezes nem gostam do PCP/CDU, mas admiram a acção e o sentido humanista de Carlos Humberto.
Não foi por mero caso que, por vezes, nas redes sociais, ou na acção politica o alvo era Carlos Humberto. O objectivo era, de facto, retirar-lhe dimensão, e, infelizmente, por vezes, até desfazer carácter.

Por outro lado, o facto de ser natural do Barreiro, tendo aqui as suas raízes, isso, permite-lhe conhecer as pessoas, ter memórias das ruas e de vivências. Tem amigos de infância e de adolescência. Na sua própria acção partidária exerceu funções que sempre o mantiveram de alguma forma ligado ao Barreiro.

Ele, soube, de forma perfeita unir essas realidades as memórias da resistência, a fraternidade de relações de vizinhança, a cultura de liberdade que é uma marca do Barreiro, esse desejo de missão de querer servir a sua terra.
Assim, procurou juntar o útil ao agradável, unindo uma missão cívica e politica, e, naturalmente, a sua primeira aposta foi reconquistar a Câmara Municipal do Barreiro para o PCP/CDU, visando retomar para o PCP esta terra, que é reconhecida como um símbolo nacional – bastião vermelho - que faz parte da história dos portugueses, na luta de resistência e na luta pela Liberdade.

O tal bastião de raiz operária que, afinal desde os anos 80, que a dimensão operária tinha perdido espaço para os serviços. Fenómeno esse que se traduzia, até, na base eleitoral do concelho, com o que denominei de «ciclo pendular», nas legislativas o eleitorado dominante dava a vitória ao PS, depois nas autárquicas a vitória era do PCP/CDU.

A caminhada de Carlos Humberto para a reconquista da CMB começou de forma estruturada quase um ano antes, no diálogo com a população, em reuniões com instituições. Recuperando o diálogo e, de certa forma, rasgando a dimensão autista que, por vezes, foi uma marca da gestão de Pedro Canário.

Carlos Mauricio, candidato que se opunha a Emidio Xavier, foi impotente para superar a falta de diálogo e se afirmar como alternância ao autismo dominante, apesar de ter apresentado um dos mais bem estruturados programas eleitorais do PCP/CDU.
Emidio Xavier, apresentava um programa visionário, um projecto que só seria realizável numa ou duas décadas e nunca num mandato, mas que o eleitorado recebeu como uma lufada de ar fresco e que ia de encontro a um sentimento de mudança.
E, sublinhe-se, perspectivava um projecto de cidade inovador e, sem dúvida, foi isso que cativou o eleitorado.

Carlos Humberto soube sentir o resultado da gestão socialista, e, até, apreender conceitos, como se diz nos dias de hoje, foi ao encontro da percepção, quer mantendo o diálogo com os eleitores, quer desmontando as fragilidades da gestão socialista, que estando convencida da vitória, até abdicou de sair ao encontro dos eleitores.

Reconquistada a Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto apontou uma linha de força – o que é de todos por todos deve ser decidido, promoveu as Opções Participadas.
No primeiro ano de mandato, realizaram-se sessões com a participação de centenas de pessoas, eram salas cheias, pessoas a criticar, a sugerir, a debater o presente e a sonhar futuro. Sentia-se que existia um desejo imenso de conversar, de partilhar ideias, de pensar e discutir a cidade e o concelho.

As reuniões de Câmara descentralizadas, pelas freguesias, eram mesmo participadas .
Até aos dias de hoje, o que se registou no primeiro mandato de Carlos Humberto, nunca mais voltou a repetir-se com aquela dimensão, adesão e envolvimento dos municipes, de forma regular, em torno da vida autárquica, visando o debate de ideias, a critica, a exigência, assente numa vontade de participar e dar contributos para a vida da polis.
Foi por isso que o conceito «cidade da participação», foi tema de critica, leit motiv de acção politica até que, na prática, foi-se esvaziando.
O conceito «cidade da participação» não era um slogan, era uma realidade politica que se vivia, com pessoas de diferentes cores politicas. Mas foi perdendo espaço e, em alguns aspectos, tornou-se uma rotina, sem criatividade, e sem capacidade de aproveitar e potenciar novas ferramentas e tecnologias do século XXI.

O capital politico de Carlos Humberto superava largamente o espaço partidário do PCP, de tal forma que nos mandatos seguintes reforça a votação e consolida as maiorias absolutas.
Apesar de força politica dominante Carlos Humberto, procurou sempre atribuir pelouros às outras forças politicas. O PSD já era normal e habitual. Aceitou.
O PS os eleitos que aceitavam pelouros – caso Nuno Santa Clara ou João Soares – foram sempre criticados pelo PS, e, perdiam a confiança politica.

Carlos Humberto, desde cedo, percebeu uma coisa central para o desenvolvimento do Barreiro – era preciso criar emprego.
Duas marcas de referência no seu primeiro mandato, foi o surgimento do Forum Barreiro, e em torno deste projecto o alargar o centro da cidade, que foi pensado do Forum até Alburrica. Assim, registou-se a mudança na Avenida Alfredo da Silva, gerando ao longo deste eixo um circuito que vai da zona do Forum até à estátua Alfredo da Silva, e, até, com o objectivo de ligar à zona ribeirinha, um fase que, só agora, vai ser concretizada já na gestão de Frederico Rosa, com a requalificação urbana do Parque Catarina Eufémia até ao Largo do Moinho Pequeno.

Outra nota, de grande relevo, foi que soube olhar para as experiências diversas na forma de pensar e planificar o território da Quimiparque/ Baía do Tejo, primeiro com Pedro Canário, que pretendeu intervir sem ter competência para tal; depois pela Quimiparque, na gestão de Emidio Xavier, que desenvolveu o Masterplan, como se o seu território fosse uma ilha desligada das realidades envolventes, nomeadamente o território ferroviário.
Carlos Humberto sentiu que as transformações só seriam possíveis concretizar e dinamizar de existisse uma estreita parceria e cooperação entre a Quimiparque e CMB, por essa razão nasce o Plano de Urbanização da Quimiparque, este, já tendo como linha de força a integração dos impactos no território da anunciada Terceira Travessia do Tejo – rodo/ferroviária, assim como o lançamento do TGV.
O Barreiro de forma clara, com estas acessibilidades, começa a ser pensado e bem, tal como era projectado no PROT-AML, como um território que faz parte do tecido urbano da Área Metropolitana de Lisboa. E, sublinhe-se, isto nada tem a ver com o não pensar a cidade, foi, isso sim, pensar a cidade no contexto de projectos históricos para o país e para a região.

Outro registo de prólogo, Carlos Humberto, contrariamente aos seus antecessores, viveu a situação financeira da autarquia mais dramática.
O nível de endividamento não dava margem para grandes manobras. Ainda geriu alguns orçamentos inflacionados, ainda recebeu as ajudas do Poder central - PAEL, mas, com a chegada da troika, a exigência de orçamentos deficit zero, gerou uma situação que foi muito preocupante.
Acabaram os orçamentos inflacionados. Empréstimos foi ponto final. Veio a obrigatoriedade de reduzir recursos humanos, que gerou dificuldades na prestação dos serviços públicos.
E, diga-se, afinal, foi neste cenário que viveu os seus primeiros mandatos.
Com a troika, foi-se a Terceira Travessia do Tejo. Foi-se o TGV e a possibilidade de valorizar a vertente ferroviária no concelho. José Sócrates ainda passou pelo Barreiro a inaugurar a electrificação da linha do Sado, mas, deixou por concluir 300 metros de ligação da Rede às Oficinas da EMEF, que poderiam ter dado uma nova potencialidade àquela infraestrutura industrial. Assim, continuou o declínio, a perda de postos de trabalho. Foi aquilo que se viu. E, naturalmente, com a perda de emprego local, o envelhecimento da população, a perda de poder de compra dos reformados, devido aos cortes da troika, a crise no comércio local é uma consequência, por muito que se culpe a Câmara, isso é um absurdo. A vida é o que é.
O Barreiro viveu nestes anos, um dos seus períodos de maior depressão económica e social. Mas, mesmo assim, Carlos Humberto, em três mandatos, foi o politico que recebeu sempre, plenamente, o apoio dos eleitores, oriundos das mais diversas opções.
Ficamos por aqui, neste prólogo…que já vai longo.

António Sousa Pereira

04.10.2018 - 16:24
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