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«Acordo de Geminação das Memórias» entre Peniche e Barreiro

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«Acordo de Geminação das Memórias» entre  Peniche e Barreiro. Polidesportivo da Avenida da Praia obra está parada?

O reservatório do antigo lavadouro, na Rua José Augusto Pimenta, estava em risco de colapso, sendo um perigo para os trabalhadores da autarquia, mas, já está demolido.

Aqui ficam os primeiros registos do ano 2019, da ROTA 66, este espaço aberto ao pulsar dos dias e da vida da cidade.

«Acordo de Geminação das Memórias», entre a cidade de Peniche e a cidade do Barreiro.

Hoje, o jornal «Público» edita, hoje, no Caderno P2, uma reportagem de patricia carvalho, sobre a fortaleza de Peniche, onde antes do 25 de abril, muitos conheceram as duras condições da prisão e isolamento.
Três barreirenses recordam as suas memórias desses dias – Álvaro Monteiro, Daniel Cabrita e Faustino Reis.
Nos tempos que passava as minhas férias na Ilha do Baleal, em Peniche, fazia parte do ritual, uma visita ao forte de Peniche. Uma homenagem aos que lutaram pela liberdade e democracia.
Foi aí, que um dia vi, aquela fotografia da GNR a agredir mulheres, e, que todos conhecemos como um ícone das memórias da resistência do Barreiro. Intrigou-me, porque dizia, na legenda, que aquela era uma acção de repressão, contra trabalhadores na Marinha Grande. Publiquei, então, um postal no Jornal do Barreiro, interrogando: Afinal é no Barreiro ou na Marinha Grande?
Leal da Silva, desperto, por este texto, analisou em pormenor a fotografia – as fardas da GNR, as referências do local e concluiu, em pormenor, que aquela fotografia era relativa a uma acção de repressão da GNR, contra trabalhadoras de fábricas da CUF, em Alcântara, Lisboa.
Uma mera curiosidade. Mas, outra nota que registei dessas minhas passagens por Peniche, foi a descoberta do «Diário de Peniche», de Henrique Galvão, um barreirense, que também esteve preso em Peniche. O capitão do assalto ao navio Santa Maria. Uma obra que é uma memória arrepiante.
Tudo isto, levou-me a defender, por razões históricas e emocionais, pela evocação de muitos outros barreirenses, que passaram pelas masmorras de Peniche, e, até, para inscrever estas memórias na nossa história colectiva, um acordo Barreiro – Peniche.
Sim, para que não se esqueça, devia ser feito um «Acordo de Geminação das Memórias», entre a cidade de Peniche e a cidade do Barreiro.
Tenho defendido esta ideia. Talvez um dia se concretize. Tenho essa esperança. E seria bom, de facto, que tal acontecesse, enquanto estão vivos, alguns dos que foram protagonistas dessas memórias da resistência.

Polidesportivo da Avenida da Praia

Hoje, pela manhã, fui dar uma volta pelo Passeio Ribeirinho Augusto Cabrita. Gosto de passear por ali, dá para «lavar os olhos no Tejo», estender o pensamento pelo «Mar da Palha», observar a distância, e, até sentir o pulsar de Lisboa, nos aviões que chegam ou partem, nos barcos a navegar entre as duas margens.
Reparei que a obra de recuperação do polidesportivo da Avenida Bento Gonçalves, ainda está por concluir, apesar de ter sido divulgado em conferência de imprensa que a sua conclusão seria até ao final do mês de outubro de 2018.
Foi um projecto apresentado como modelar, que seria uma referência, até, por ser a primeira solução do género desenvolvida pela empresa.
Aquele que seria um projecto modelo, continua a aguardar a sua conclusão e, de facto, a continuar assim, certamente, é uma imagem negativa, pois, nem é nada de novo, nem a demolição do velho, foi, até ao momento, uma oportunidade para dar qualidade ao espaço nobre da Avenida da Praia.
Ao menos, que seja lá colocada alguma informação para que os munícipes fiquem informados das razões do atraso da obra.

Os restos do reveillon

Ah, é verdade. Já agora, como já passaram os dias de festa e réveillon, com uma maquineta daquelas de aspirar, podia ser limpa a zona do passeio Ribeirinho Augusto Cabrita, onde as notas de «500 euros» e os papelinhos da festa, por lá continuam a decorar o espaço, da nossa varanda do Tejo.

As paredes tinham ouvidos

Estive na Biblioteca Municipal do Barreiro, no dia que comemorou o seu 55º aniversário, ali, troquei umas palavras com António João Sardinha, um dos fundadores da antiga Biblioteca Municipal do Barreiro.
Ele recordou os tempos que um grupo de amigos, antes do 25 de Abril, juntava-se na cave da Biblioteca, para ler as Actas da Assembleia Nacional, para conversar sobre as intervenções dos deputados da chamada «Ala Liberal».
Referiu que, o facto do grupo se encontrar regularmente, naquele espaço, foi motivo de denúncia de alguém – um qualquer informador(a) – ao Presidente da Câmara, Adragão. Este chamou António João Sardinha, ao seu gabinete, para o interrogar acerca das razões e que conversas existiam naquelas reuniões.
Eram assim, os tempos de antes do 25 de Abril, quando “as paredes tinham ouvidos”. Todos eram vigiados, quer os do regime, quer os da oposição.

Os amigos

No decorrer da cerimónia da tomada de posse dos novos Corpos Sociais dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, expressou a sua satisfação por estar “no meio” de duas pessoas que “posso considerar amigos”.
O autarca estava ladeado por José Caetano, presidente da direcção cessante, e, Carlos Moreira, novo presidente da direcção.
Frederico Rosa, fez questão de sublinhar a sua amizade e que estava ali, entre, e, com os dois “amigos”.
Recorde-se que, José Caetano e Carlos Moreira são ambos militantes do Partido Comunista Português.
No começo de um novo ano, aqui fica este registo…

Depósito do antigo lavadouro foi demolido

Ali, na zona da antiga Sopa dos Pobres, o espaço da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, foi encerrado por questões de segurança.
O reservatório do antigo lavadouro, na Rua José Augusto Pimenta, estava em risco de colapso, sendo um perigo para os trabalhadores da autarquia.
Hoje, ao passar no local, registei que o depósito de água já foi demolido.
Segundo foi referido a demolição foi um investimento na ordem dos 100 mil euros.
Fica o registo. A situação está resolvida, um bom trabalho, com nota positiva, porque é sempre bom prevenir…

António Sousa Pereira

06.01.2019 - 21:04

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