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Rota 66 – Barreiro
«Podem ampliar aqui no Lavradio»

Rota 66 – Barreiro<br>
«Podem ampliar aqui no Lavradio»- ATÉ SEMPRE ZÉ!

As ruas da vila, ou as ruas da cidade, dão para sentir o pulsar desta nossa terra de província, que aspira a uma dimensão cosmopolita. Sempre assim foi, mas, noutros tempos tinha vida própria, mesmo quando diziam que era um dormitório, que também era…coisas de uma terra com identidade, que está em crise de identidade.

Hoje pela manhã, fui comprar o jornal ali na J.J. Fernandes. Os comentários que se escutavam eram sobre o encerramento do balcão do Millenium, aliás, estavam por ali, na rua, trabalhadores, a tratar dos pormenores de envidraçar a zona onde, outrora, no passado, existiu o multibanco.
Alguém comentou : “Qualquer dia também fecham o Centro de Saúde, querem fazer um novo nos Fidalguinhos”.
“Sim, querem fazer nos Fidalguinhos, porque dizem que ali tem condições para expansão”, comentei.
“Se querem um com condições para expandir, não precisam dos Fidalguinhos, podem ampliar aqui no Lavradio, tem todas as condições”, responderam-me.
“Sabe, ninguém liga ao Lavradio. Isto está cada vez mais ao abandono”, disse alguém.
Despedi-me. Disse adeus e comentei : “Sobre tudo isto já escrevi e já não dou mais para estes filmes. Até logo”.
Fiquei a pensar, se calhar têm razão, por este andar, daqui a uns anos ainda encerram mesmo o Centro de Saúde do Lavradio.

Até sempre Zé!

A noticia chegou. Morreu o Zé Rato. Não sabia quem era, não o conhecia por esse nome. Pelas indicações da residência, tinha uma ideia. Por fim confirmei. Era ele. Ainda um destes dias, trocamos as nossas saudações e os votos de Boas Festas. Fiquei surpreendido.
Recordei que, ali, na Tarde do Fogareiro, ele chamou-me para tirar uma fotografia á malta e beber um copo. Era um amigo, sempre disponível para comentar coisas e loisas do quotidiano.
É isto a vida, de um momento para o outro, ponto final. Aqui fica este registo. Um grande abraço a todos os amigos e aos seus familiares, em especial, à sua companheira.

Um encontro com amigos

De tarde, após o almoço, dei uma volta pelo Barreiro. Fui ao café, ali, na esquina do antigo campo do Barreirense. Troquei breves palavras com Jorge Fagundes, com o Ruas e, por ali, apareceu o magriço José Augusto. A Lina ficou surpreendida ao notar a minha presença naquele local, que não é o meu «habitat».
Dar uma volta pelas ruas do centro da cidade, proporciona sempre alguns encontros e conversas, dá para ter uma «percepção» do pulsar da cidade, e, por vezes, obter informações «giras» de «gente gira».

António Sousa Pereira

07.01.2019 - 21:14

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