Conta Loios

inferências

A(nota)mentos – Barreiro
Uma exposição com qualidade e criatividade merecia um catálogo
. 10ª Colectiva de Artes

A(nota)mentos – Barreiro<br>
Uma exposição com qualidade e criatividade merecia um catálogo<br>
. 10ª Colectiva de Artes <br>
A Colectiva der Artes de Casquilhos é, pois, arte na comunidade e para a comunidade.

Este ano, por ser a 10ª Colectiva de Artes esperava, por ser uma efeméride, que finalmente fosse editado um catálogo da exposição. Nada. Mais uma vez nada.

Na Galeria do Auditório Municipal Augusto Cabrita, está patente ao público, até ao próximo dia 14 de Julho, a 10ª Coletiva de Artes da Escola Secundária de Casquilhos.

Esta exposição foi inaugurada na passada sexta-feira e marca o culminar de mais um ano lectivo, divulgando na comunidade os trabalhos realizados pelos alunos, as suas abordagens de diversos temas e a sua criatividade.

Desde o ano 2008, quando aconteceu a 1ª Mostra de Artes da Escola Secundária de Casquilhos, que este evento é uma marca na vida cultural do concelho do Barreiro, contribuindo para aproximar a escola da comunidade, ligar os alunos e professores aos amigos e famílias.
Um ponto de encontro anual vivido, sempre, com muita emoção.

Tenho tido o privilégio de, ano após ano, estar presente e fruir da qualidade dos trabalhos, da energia juvenil, do pulsar do tempo que vivemos.
Este ano sentem-se nos trabalhos artísticos a presença de temáticas de actualidade – o problema dos refugiados, com uma plasticidade e dimensão estética que toca os nervos, a guerra, a igualdade de género.
A arte ao encontro da vida. A arte como expressão das emoções que marcam o tempo que vivemos.


A Colectiva de Artes é, sem dúvida, para além de um momento que marca um percurso escolar, é também algo que se inscreve na memória dos alunos, dos professores, dos seus familiares, amigos e comunidade.
É um momento de partilha no qual a escola se encontra com a comunidade.
A Colectiva der Artes de Casquilhos é, pois, arte na comunidade e para a comunidade.


Ao longo dos anos, mais que uma vez, referi que lamentava que, para este evento, regra geral, nunca se disponibilizasse um breve catálogo, uma folha-guia, um desdobrável, que proporcionasse aos visitantes alguma informação sobre a Colectiva de Artes.
Não recordo que alguma vez fosse feita, tenho uma breve e remota recordação que, tal, foi feito – uma folha - quando da realização da Mostra na Galeria Municipal, mas, é uma mera recordação.

Este ano, por ser a 10ª Colectiva de Artes esperava, por ser uma efeméride, que finalmente fosse editado um catálogo da exposição. Nada. Mais uma vez nada.
Portanto, isto, reflecte a visão que a autarquia, ou os seus serviços, tem da importância de um evento desta natureza para a comunidade.
Devia ser alguma despesa exorbitante. Enfim, sempre foi assim.
É uma exposição da escola, não é iniciativa dos serviços autárquicos, como tal, não merece catálogo.

No dia da inauguração da exposição, de forma talvez, até, indelicada, expressei a minha indignação, pela ausência de um catálogo no ano que se assinala a décima edição da Colectiva de Artes. É inadmissível.
Isto, afinal, não é um problema de gestão CDU, ou gestão PS. São politicas. Visões.

Uma exposição com a qualidade e criatividade dos jovens barreirenses, aqueles que são a nossa semente, já merecia uma atenção especial e a edição de um breve catálogo, dando a conhecer os vários espaços da exposição e os temas abordados. Era útil para os visitantes e uma boa recordação para os alunos, professores e familiares,
Esperemos que no próximo ano, se inicie um novo ciclo e comece a ser editado um folheto sobre a Colectiva de Artes. A escola merece. Os alunos merecem. A comunidade merece.

António Sousa Pereira

VER FOTOS

https://www.facebook.com/pg/jornalrostos/photos/?tab=album&album_id=10156204619332681

10.06.2019 - 11:09

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2019 Todos os direitos reservados.