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Inferências - Barreiro
Uma intervenção histórica de 3.28 – três minutos e vinte e oito segundos.
. O novo paradigma das ligações fluviais

Inferências - Barreiro <br>
Uma intervenção histórica de 3.28 – três minutos e vinte e oito segundos.<br>
. O novo paradigma das ligações fluviaisA intervenção de – 3.28 – três minutos de 28 segundos, do Presidente do Municipio, que coloca como caminho prioritário para a resolução do problema dos transportes fluviais, a entrada da Câmara do Barreiro para a gestão da SOFLUSA, ou o desenvolvimento de uma operação intermunicipal fluvial.

Ontem realizou-se uma reunião extraordinária da Câmara Municipal do Barreiro, solicitada pelo PSD, de forma que a autarquia assuma uma posição e estabeleça pontes com a tutela para que acabe o caos nos transportes fluviais.

Esta reunião permitiu saber que a Câmara Municipal do Barreiro aprovou em 2017, por unanimidade, solicitar uma reunião ao Ministro do Ambiente, com o objectivo de abordar os problemas dos transportes fluviais, mas, até ao dia de ontem, ou a reunião não foi solicitada, ou o Ministro não quis reunir com a autarquia. Uma situação muito grave.

Esta situação demonstra a inoperacionalidade da autarquia no seu papel de pressionar o governo na resolução de problemas que afectam a população, ou, então, que o governo não reconhece a autarquia legitimidade para questionar matérias de transportes fluviais.

Tomámos conhecimento, igualmente, que em recente reunião da SOFLUSA, com a autarquia até ao final do ano poderá ser construído um novo pontão e um nova cabine de embarque, mas, entretanto, foi referido, há problemas de manutenção dos pontões existentes, por dificuldades de verbas.

Mas, para lá de todas as trocas de opiniões politicas que marcaram a reunião, quero registar, a intervenção de – 3.28 – três minutos de 28 segundos, do Presidente do Municipio, que coloca como caminho prioritário para a resolução do problema dos transportes fluviais, a entrada da Câmara do Barreiro para a gestão da SOFLUSA, ou o desenvolvimento de uma operação intermunicipal fluvial.

A intervenção do Presidente do Municipio que aponta este caminho – gestão intermunicipal ou entrada da CMB na gestão, como solução para resolver este problema dos transportes fluviais, é, certamente, uma proposta que o autarca vai apresentar na próxima reunião de Câmara, na qual serão discutidos documentos da CDU e do PSD.

Fica esta expectativa, em aberto, perante tão efusiva e corajosa intervenção do edil, que afirma a sua vontade de dar o peito às balas, assumindo este caminho como solução para resolver um problema que afecta diariamente os barreirenses.

Portanto, fica claro, perante as palavras corajosas do edil, que mais que aprovar moções, a hora é de colocar ao Poder Central uma opção concreta de um novo modelo de gestão dos transportes fluviais – a CMB na gestão, um modelo intermunicipal.
Fica claro, que, só assim irão acabar as cativações e acabar os problemas de contratação de pessoal.
Esta solução de futuro, apontada pelo edil barreirense, certamente será colocada na reunião que a autarquia vai solicitar ao Primeiro- Ministro e à Comissão Parlamentar da Assembleia da República.

Se este como defende o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, é o caminho para dar dignidade a vida diária dos 30 mil utentes que usam os transportes fluviais, então, que avance, certamente, o edil barreirense tem estudos, inquéritos realizados, que podem ajudar a fazer este caminho. O importante é fazer caminho, ser parte da solução e não ser parte do problema.

Isto não pode, como disse o Presidente da autarquia barreirense, continuar no caos, porque há cativações e não se contrata pessoal.
Pelas palavras do edil, fica claro que o governo está a prejudicar os barreirenses, principalmente o Ministro das Finanças, e, isto só acaba com um novo modelo de gestão.

É, sem dúvida de enaltecer a coragem do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, que coloca a defesa dos interesses do Barreiro, acima do seu partido que está no governo. Mais que levantar o braço e aprovar moções o edil levanta a voz e aponta soluções. – “Esta é a nossa terra queremos resolver o problema”.
Uma gestão fluvial intermunicipal, ou a CMB na gestão da SOFLUSA, uma proposta, de quem diz querer assumir responsabilidades na gestão das ligações fluviais.

O vereador Rui Lopo, da CDU, referiu que este tema não é novo, e, tem sido abordado nos órgãos da AML- Área Metropolitana de Lisboa onde se debatem politicas de mobilidade, mas, acrescentou que a autarquia barreirense, nos últimos tempos tem-se pautado pela ausência nesses fóruns da AML.
Ora, uma proposta de gestão intermunicipal dos transportes fluviais tem que ser debatida ao nível da AML, para ter escala e dimensão politica para o diálogo e apreciação do tema com o Poder Central. Fica o registo.

Um discurso de três minutos e vinte oito segundos, que, pela sua importância e dimensão futurista, pode ter reduzido a cinzas a CDU e o PSD, que pelos vistos só querem aprovar moções e levantar o braço, ficando tudo na mesma e não resolvendo os problemas.
Na próxima reunião de Câmara este assunto vai estar de novo na agenda. Ficamos atentos.
Todos os barreirenses que trabalham, estudam, ou se deslocam para Lisboa, desejam, o mínimo, que este serviço fluvial seja o que sempre tem sido, mesmo com todas as situações frutos de greves ou outras, era um serviço que tinha credibilidade de horários e de carreiras.
Que volte a ser um serviço com a mesma qualidade que nos habituou, se, para isso, é preciso colocar a CMB na gestão fluvial, ou dinamizar uma gestão intermunicipal que avance. Nós barreirenses queremos uma solução, se considera a sua proposta o caminho, mobilize a cidade.
Estamos consigo Senhor Presidente, é preciso uma solução que acabe com as cativações e a não contratação de pessoal.
Entretanto, como uma solução desta natureza, só poderá surgir, certamente, na próxima legislatura, é importante que se aprovem moções, se discuta e mobilize, para que haja pressão e se encontrem soluções provisórias, mais não seja, que o Ministro das Finanças veja como nos está a prejudicar a todos nós com as cativações.
Gostei imenso, deste discurso de 3.28 – três minutos e vinte e oito segundos. Uma intervenção histórica.

António Sousa Pereira

13.06.2019 - 13:18

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