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Rosto da Semana - Barreiro a terra da Liberdade
Memorial aos 424 homens e mulheres presos nos tempos da resistência

Rosto da Semana - Barreiro a terra da Liberdade<br />
Memorial aos 424 homens e mulheres presos nos tempos da resistência<br />
Essa memória de amor à Liberdade, de luta por um mundo melhor, que faz do Barreiro uma terra de referência na memória de Portugal, que deve ser preservada e nunca esquecida.
Este sentimento, eu que não sou barreirense, aqui, aprendi a sentir e a abraçar o amor à Liberdade.

Um dia o cantor Francisco Naia, no decorrer de uma iniciativa cultural, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, comentou _ «Chorei, ao ler as páginas do Boletim Municipal da Câmara Municipal do Barreiro, onde são recordados os 424 homens e mulheres que foram presos pela polícia politica”.
Francisco Naia é um nome que está inscrito nas memórias do concelho do Barreiro, uma voz que nos transporta aos dias de sonho e luta pela conquista da Liberdade. Ele próprio um símbolo desses dias de luta em que viver significava, amar e lutar pela palavra Liberdade.

Essa luta que faz parte do orgulho de ser barreirense. Essa luta de muitos que hoje, ainda recordam . “O meu avô esteve preso”.
Essa memória de amor à Liberdade, de luta por um mundo melhor, que faz do Barreiro uma terra de referência na memória de Portugal, que deve ser preservada e nunca esquecida.
Este sentimento, eu que não sou barreirense, aqui, aprendi a sentir e a abraçar o amor à Liberdade.

No sábado, no decorrer dO Encontro Debate subordinado ao tema «Da resistência à Liberdade - o associativismo popular», José Pedro Soares, ex-preso politico, membro da URAP, lançou um repto no sentido do Barreiro preservar essa memória dos 424 homens e mulheres do Barreiro, que sentiram na pele as marcas da prisão, nessa luta e amor à democracia e à Liberdade.
No decorrer da sessão, a historiadora Rosalina Carmona, sublinhou que ligados à vida do Barreiro, porque aqui exerciam a sua vida profissional, embora residindo na Baixa da Banheira, Alhos Vedros e arredores, os presos políticos oriundos do Barreiro já são mais de 750.

A nossa memória colectiva, que evoca os barreirenses que lutaram na Guerra Mundial, e, agora também na Guerra Colonial, de facto, também não pode e não deve esquecer esses barreirenses que lutaram na «guerra pela Liberdade».

José Pedro Soares, ex-preso politico, lançou o repto para que esse memorial fosse erguido no Barreiro para assinalar os 50 anos do 25 de Abril.
Ali, expressei o meu pleno apoio, para que esta memória de resistência, paixão e amor à Liberdade que marcou muitas gerações de barreirenses se inscreva como memória futura.

Aqui fica o registo a esses homens e mulheres que nos orgulham pelo seu amor à Liberdade, através de José Pedro Soares, merecidamente atribuímos o Rosto da Semana.

António Sousa Pereira

24.06.2019 - 09:43

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