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Na próxima próxima legislatura não há ponte Barreiro – Chelas

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Na próxima próxima legislatura não há ponte Barreiro – Chelas<br>
Ontem, no decorrer do debate entre António Costa e Rui Rio, foi anunciada a prenda que o Barreiro vai ter – Terceira Travessia do Tejo “na próxima legislatura não está prevista” e não integra o PNI – Plano Nacional de Investimentos, na próxima década.
É vida...é assim, é a margem sul, é a outra banda!

Ao escutar as palavras de António Costa, paro a pensar, e, em seguida escuto um imenso silêncio, ninguém se ergue a levantar a voz, a interrogar, a dar um sinal de discordância, e, apenas, lembrar ao Primeiro-ministro que a Terceira Travessia do Tejo não é um problema da margem sul, nem sequer é um problema de Lisboa, é uma necessidade imperiosa para o país se ligar à Europa e para que Portugal seja um todo de norte a sul.
O próprio Rui Rio, que defende um comboio de alta velocidade como prioridade, é incapaz de refutar e dizer ao Primeiro Ministro que o comboio de alta velocidade, se queremos pensar o país como um todo, não se deve limitar a ligar Lisboa- Porto, tem que ser parte integrante de uma estratégia de ligação de Portugal à Europa, e de ligação até do Norte ao sul, por isso, a Terceira Travessia do Tejo, que integra o plano ferroviário nacional é inadiável.

Até, no âmbito de estratégias de combate às alterações climáticas, Portugal precisa renovar e dar dimensão à ferrovia e Área Metropolitana de Lisboa carece de mais ligações entre as duas margens valorizando a vertente ferroviária.

A Terceira Travessia do Tejo é estratégica e estruturante para desenvolver o conceito de cidade de duas margens.
O Barreiro e a margem sul já pagaram facturas suficientes para ser a outra banda e servir Lisboa, ou ser o seu dormitório.
O Barreiro esta cidade história, merece de uma vez por todas ter um tratamento diferente e deixar de ser um guetto na AML.

Só é possível atrair investimento e empresas para o Barreiro e para a margem sul se a rede de acessibilidades for dinamizada e pensada com base no conceito «cidade de duas margens», de contrário, a margem sul vai continuar a ser assim, como sempre foi – o dormitório, o prestador de serviços, o aeroporto- apeadeiro.

É nestas alturas que me ocorre ao pensamento como o Barreiro, precisa de uma uma voz que se erga para defender a sua estratégia de desenvolvimento e o seu enquadramento no território da AML.
É nestas alturas que penso a necessidade de existir uma voz que motive os governos – sejam PS ou PSD – a colocarem o Barreiro na sua agenda politica.

Pronto, não temos Terceira Travessia do Tejo na próxima legislatura, nem, na próxima década, porque não está previsto no Programa Nacional de Investimentos.
Cá vamos estar orgulhosamente... a minha esperança é que em politica, o que hoje é verdade, amanhã é mentira.
Até já, divirtam-se!

António Sousa Pereira

17.09.2019 - 13:35

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