Conta Loios

inferências

A(nota)mentos
Engenheiro Pompeu defende travessia do Tejo em tunel Algés – Trafaria
. Ponte Barreiro - Chelas em 2050

A(nota)mentos<br />
Engenheiro Pompeu defende travessia do Tejo em tunel Algés – Trafaria<br />
. Ponte Barreiro - Chelas em 2050Refere o engenheiro Pompeu que, uma futura travessia Chelas -Barreiro deverá ser equacionada quando o país estiver em condições de construir um novo aeroporto de raíz ( o que só irá acontecer lá para 2050), mas na localização de Rio Frio, a seguir ao Pinhal Novo.

O senhor engenheiro Pompeu, conselheiro da Ordem dos Engenheiros, hoje, no jornal «Público», defende a opção do aeroporto do Montijo, que classifica de «uma opção sensata», em tom de critica aos autores do manifesta «Poupem o Montijo», que a classificam de «insensata».
O autor considera que o dito manifesto tem várias inverdades e desenvolve um longo raciociono para desmontar os argumentos expressos por dezenas de personalidades que o subscrevem, rotulando essa tomada de posição como manifesto «antiaeroporto do montijo».

Mas, sobre essa matéria nem me pronunciou, porque não sou técnico, limito-me a escutar os técnicos, e, na verdade como gosto de pensar, mesmo que tenha pensamentos errados, são um caminho para encontrar pensamentos mais correctos.
Portanto, não sendo técnico, penso a partir daquilo que os técnicos expressam e os efeitos que as suas opções podem gerar sobre as minhas vivências quodianas.

Digo de téncnicos, e, naturalmente os técnicos-politicos, são eles que me permitem reflectir e formar opinião. Ter opinião, algo que o senhor engenheiro Pompeu admite ser uma caracteristica de um sociedade democrática que – “os cidadãos sejam livres de manifestar as suas opiniões”. Deixando o seu alerta para as fake news.

Ora é isso mesmo que me motivou escrever esta nota ao ler o texto do senhor engenheiro Pompeu.
Ele no seu texto não dá ‘fake news. Dá, isso sim, noticias que me deixan triste.
A primeira noticia que encontrei no seu texto é que, o engenheiro, refere que, com a construção do aeroporto do Montijo complementar ao aeroporto da Portela – “não será preciso construir mais nenhuma nova ponte rodoviária do Tejo no correrdor nascente, durante as próximas décadas”.
Está portanto dispensada a travessia Barreiro- Chelas e não deve ser dada como adquirida, escreve, o engenheiro Pompeu, a ligação ferroviária Barreiro – Chelas. Uma ideia que considera absurda, querer construir uma ponte cujo tráfego, diz – nunca irá além de um comboio de duas em duas horas.

Fico surpreendido. Porque sempre, ao longo de décadas, escutei técnicos e técnicos politicos e governantes, salientar que a Ponte Barreiro – Chelas, é parte integrante da rede ferroviária nacional, portanto, para além de ser importante para a Área Metropolitana de Lisboa, ela, é essencial para a ligação Norte- Sul e para ligar portugal a Espanha e à Europa.
Fico triste, porque esta posição mete na gaveta todos os estudos equacionados ao longo de décadas em torno do PROT AML.
Fico triste, porque o Barreiro vai continuar sem capacidade de atracção de empresas.
Fico triste porque Lisboa só continua a pensar Lisboa.
Fico triste porque em vez de cosntruir uma ponte ferroviária que irá contribuir para reduzir a pegada ambiental o que se defende é criar condições para colcoar mais carros em Lisboa.


Refere o engenheiro Pompeu que, uma futura travessia Chelas -Barreiro deverá ser equacionada quando o país estiver em condições de construir um novo aeroporto de raíz ( o que só irá acontecer lá para 2050), mas na localização de Rio Frio, a seguir ao Pinhal Novo.
E, assim volta para a mesa a proposta feita do Plano de Desenovimento Estratégico de Setúbal, dos anos 80.
Já cansa mesmo, ver este país sucessivamente adiado.

Por fim, o engenheiro Pompeu, no seu texto revela mais uma novidade que, o real constrangimento na travessia do Tejo é a Ponte 25 de Abril, cujo tabuleiro rodoviário está há vaários anos a funcionar muito acima das sua capacidade, devendo por isso ser rapidamente criada uma travessia complementar ( em principio em tunel), no alinhamento Algés – Trafaria.
E, com mais esta cresce a tristeza, porque esta é mais uma opção que é lançada que vai criar mais uma alternativa de acesso de Lisboa ao aeroporto do Montijo, via IC 33.
Enfim, resta-me agradecer ao engenheiro Pompeu, por dar a conhcer, pelo seu texto, aquilo que nos espera até ao ano 2050.

Até já, divirtam-se!

António Sousa Pereira

19.09.2019 - 22:56

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2019 Todos os direitos reservados.