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Rota 66 - Barreiro
É pelo pensamento feito acção, feito arte, feito teatro...que a cidade muda.

Rota 66 - Barreiro<br>
É pelo pensamento feito acção, feito arte, feito teatro...que a cidade muda. Num tempo de «desconstrução da cidadania», ainda há quem goste de olhar a vida, de frente, assim...olhos nos olhos.

Concerto na Igreja de Nª Srª do Rosário

O Padre Luis Martins, na abertura do Concerto de Canto e Órgão, no dia 11 de Outubro, sublinhou que a realização deste evento era um exemplo como a Igreja é também um espaço de cultura e um espaço aberto à comunidade.
Um espaço que foi pequeno para receber as, talvez, mais de 300 pessoas que marcaram presença naquela noite, vivida num espaço vivo de religiosidade e de de acústica que faz sentir os ecos da sonoridade.
Gostei. E gostei de ver, por ali, o António João Sardinha, a passear entre as pessoas, a trazer cadeiras da sacristia, com um sorriso que nascia de dentro dele, por estar, na verdade, a viver mais um momento, dos vários que tem vivido, nas últimas décadas, desde que foi recuperado o órgão, após dezenas de anos de silêncio.
É este, de facto, o Barreiro real, aquele que pulsa nas vivências de comunidade, o Barreiro que sorri e se respeita nas diferenças.
Gostei de ver a Anabela Carreira a fotografar.Olhei e ...sorri!
O António João Sardinha, sei, também sentiu um sorriso no seu coração.

Ciclo de Palestras da AMPM - Porque existe amanhã!

Na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro decorreu o 1º Ciclo de Palestras da Associação de Mulheres com Patologia Mamária. Fui convidado para moderar as palestras, tendo, procurado cumprir essa missão, no período da manhã, durante a tarde foi da responsabilidade de Ana Carrilho, jornalista da Rádio Renascença.
Foi uma manhã de aprendizagens. De descoberta de saberes, de partilha de experiências – do Yoga, à importância da actividade fisica regular, passando pela Dieta Mediterrânica ou pela microbiota intestinal, findando num encontro com a “ferida emocional”.
Cada tema, só por si, dava para uma manhã de animada conversa. Foi bom, permitiu recolha de informação e organizar pensamentos.
É esta a dinâmica social que marca, hoje, como sempre marcou a vida barreirense. Gente que gosta de aprendes, descobrir, debater ideias de forma aberta.
Parabéns à AMPM por esta iniciativa...de facto quando vivemos momentos como estes, sentimos que ficamos mais humanos, que nos aproximamos uns dos outros. É isto fazer e viver cidadania.
Nestes eventos, sentimos mesmo que...existe amanhã!

8ª Festa de Teatro da Cidade do Barreiro

O Teatro Projéctor está a promover a 8ª Festa do Teatro da Cidade do Barreiro. Quatro noites para viver por dentro desse mundo que faz sonhar, sentir a vida no lado de lá, no palco, onde as personagens recriam os tempos que vivemos.
O Projéctor é um grupo de teatro que merece o nosso forte aplauso. Um grupo que desde 1997 tem sido uma escola de actores, que mantém públicos, que tem proporcionado momentos que estão inscritos na memória, de beleza estética, de energia conceptual, de difusão de valores. O teatro como forma de intervenção e acção civica.
Um grupos que podia fazer um trabalho mais metodológico, se não vivesse de forma constante uma existência nómada. Há anos que sonha ser sedentário.
Mas, apesar de tudo, não desiste e resiste. Tem a resiliência escrita na consciência da importância do fazer teatro, do sonhar teatro, do amar teatro.
O Projéctor é um exemplo de resiliência que rima com consciência.
O dia que certos senhores – sejam eles quais forem -perceberem que quando resiliência rima com consciência, esta simbiose, dá uma energia adicional no fazer cidade e cidadania, vão entender essa verdade, tão real, pura e dura, que as ideias em movimento não se param com o vento, antes pelo contrário, estão vivas e são sementes vivas no tempo que dão força ao pensamento. É pelo pensamento feito acção, feito arte, feito teatro...que a cidade muda.
Parabéns ao Projéctor pelo amor ao teatro e ao Barreiro!

Por aqui me fico, estes registos, são meras notas, que, afinal, num tempo de «desconstrução da cidadania», ainda há quem goste de olhar a vida, de frente, assim...olhos nos olhos.

António Sousa Pereira

19.10.2019 - 15:55

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