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Vá até ao Barreiro explicar isso...das alterações climáticas!

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Vá até ao Barreiro explicar isso...das alterações climáticas! As cidades perante as alterações climáticas precisam cada vez mais, de mais espaços verdes, preservar zonas que contribuam para preservar também a fauna, porque há muitas espécies ameaçadas.

Ontem, no decorrer de uma visita promovida pela Câmara Municipal do Montijo, para divulgar aos órgãos de comunicação social, quer as obras que estão em curso, quer os projectos que estão sendo planeados, um dos pontos de paragem foi o «Jardim das Nascentes», onde está a decorrer uma intervenção de regeneração urbana de conservação, proteção e desenvolvimento de um património natural integrado no Corredor Verde Urbano do concelho do Montijo.

Este projecto visa a requalificação paisagística de uma propriedade inserida na área de reserva ecológica nacional, com uma área de 3,7 hectares.
O objectivo é preservar a vegetação, as duas linhas de água de escorrência pluvial. A obra foi objecto de uma candidatura ao FEDER, com financiamento a 50%, num valor de 1 milhão e 218 mil euros.


Nuno Canta, ao comentar o projecto referia que para aquele território existiam alguns interesses no âmbito imobiliário, no entanto, a autarquia considerou de maior importância salvaguardar esta zona verde, sublinhando o Presidente da Câmara Municipal do Montijo que a construção de prédios naquela zona teria impactos negativos porque iria gerar a «impermeabilização dos solos».

Não podemos colocar os solos de jardins e zonas verdes por debaixo dos prédios, referiu Nuno Canta.
Mesmo que não se cortem as ervas, o importante, disse o edil, é que as zonas com ervas e árvores se mantenham. As valas e zonas húmidas são habitats a defender e preservar.

As cidades perante as alterações climáticas precisam cada vez mais, de mais espaços verdes, precisam preservar zonas que contribuam para defender também a fauna, porque há muitas espécies ameaçadas, nomeadamente os sapos.

Recordou que perante as alterações climáticas é necessário começar a adaptar o concelho para os efeitos previsíveis no futuro, não permitindo a construção de habitação em zonas de risco de inundações.

Por essa razão, Nuno Canta, defendeu que as zonas verdes, dentro das cidades, contribuem para fazer das cidades, zonas neutras à pegada de carbono.

O Presidente da Câmara Municipal de Montijo, sublinhou que junto àquele território, estava uma casa que vai ser recuperada – um palacete da antiga Quinta - ali, disse, vai nascer a Casa da Música Jorge Peixinho, para a qual vai ser apresentado um projecto ao fundo de coesão da AML.
Assim, naquele território ribeirinho, para além de se preservar o ambiente, preserva-se a memória histórica e arquitectónica, e, igualmente, ali, será preservado o espólio do Maestro Jorge Peixinho, sendo aquele o espaço que vai receber a sua grande obra musical.
Este será no futuro um ponto de referência cultural e ambiental, para a AML e para o país.

Nuno Canta, falava com entusiasmo daquela intervenção na zona ribeirinha, localizada, muito perto do centro da cidade.
Um projecto que entrelaça o ambiente com a zona ribeirinha, a cultura – o património ambiental e o património cultural.
E, por mais que uma vez, sublinhou a necessidade das cidades não construírem em zonas de risco, porque, isso, é essencial para que uma cidade se adapte estrategicamente às mudanças do futuro, que, são anunciadas pelos efeitos das alterações climáticas.

Escutava o autarca. Olhava a paisagem. Olhava o palacete. Pensava em fundos europeus e fundos de coesão que o Montijo já está a receber e que vai candidatar-se. Pensava Barreiro. Pensava Quinta Braamcamp.
Pensava naquela expressão de Nuno Canta, quando escuto a palavra «abandono», dizia ele, as ervas que cresçam – o importante é preservar os corredores verdes da cidade – as ervas e as árvores.

No meio da sua intervenção, disse a Nuno Canta, para se candidatar ao Barreiro, pois, pelo seu discurso e visão, dava um contributo importante para salvar a Quinta Braamcamp e desviar aquele património ambiental e cultural do circuito imobiliário.
Sugeri mesmo – vá até ao Barreiro explicar isso...das adaptações das cidades às alterações climáticas, isso da «impermeabilização dos solos», isso dos terrenos dos jardins e das zonas verdes ficarem enterrados debaixo dos prédios.
Vá lá, e explique que as cidades devem pensar futuro!
Vá lá, e explique que isso é pensar a cidade em grande, é pensar a cidade com estratégia.
Vá lá, e explique que pensar pequenino, é enterrar as zonas verdes debaixo dos prédios!
Vá lá, e explique que há fundos comunitários e fundos de coesão para desenvolver e preservar zonas verdes.

António Sousa Pereira

20.11.2019 - 00:02

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