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Dia Internacional dos Direitos Humanos : Obrigado Barreiro!>

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Dia Internacional dos Direitos Humanos : Obrigado Barreiro!><br>
Neste dia que se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos, quero expressar o meu profundo Obrigado, a minha reconhecida gratidão, aos muitos homens e mulheres que nesta terra Barreiro, ergueram as suas vozes, sentiram na pele a tortura, para erguer bem alta a bandeira da Liberdade.

Nós somos aquilo que somos, mas, na verdade, nisso que somos está, igualmente, inscrito o legado que recebemos do espaço social onde crescemos, aprendemos, vivemos e realizamos os nossos dias. O legado do lugar e o legado das pessoas.
É por isso que, aqui e agora, neste dia que se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos, quero expressar o meu profundo Obrigado, a minha reconhecida gratidão, aos muitos homens e mulheres que nesta terra Barreiro, ergueram as suas vozes, sentiram na pele a tortura, para erguer bem alta a bandeira da Liberdade.

Foi, nesta cidade, que um dia descobri o valor e o sabor da palavra Liberdade. Aqui, abracei essa palavra, ao longo do tempo que vivi, na vida associativa, na vida profissional, no fazer jornalismo, no viver cidadania, sempre com uma enorme paixão, talvez, até, por vezes com infantilismo, ou sonho de criança.

Recordo aquele dia quando, antes do 25 de Abril, a Comissão Organizadora dos Jogos Juvenis do Barreiro, que eu integrava, promoveu um evento para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Homem – era assim que, então, se designava.
Ainda escuto, o som daquela canção em eco no espaço – “Eles não sabem, nem sonham/ Que o sonho comanda a vida/ E que sempre que um homem sonha/ O mundo pula e avança/ Como bola colorida/ entre as mãos de uma criança”. Era o Alberto Graça, o grande animador do evento.

É por isso, por esses tempo de resistência, de paixão pela Liberdade, de sementes de cravos que se lançavam na vida quotidiana, por amor, por se acreditar num mundo melhor e de tolerância, que, hoje, a propósito desta efeméride, quero apenas sublinhar e agradecer ao Barreiro, e, naturalmente, aos muitos barreirenses, o legado que recebi e todos recebemos da acção de muitas e diferentes gerações.
Podia dizer Flávio Alves ou Manuel Cabanas, podia dizer Francisco Fanhais ou João Azevedo do Carmo. Foram 423 que sentiram na pele.
De Anarquistas a comunistas, de socialistas a católicos, de gente operária a intelectuais, de familias inteiras unidas em torno de valores que fizeram do Barreiro uma cidade de referência nacional e internacional. A cidade da Liberdade.

E, hoje, neste final da segunda década do século XXI, neste dia que se assinala o Dia Internacional dos Direitos Humanos, quero agradecer e, simplesmente, recordar dois artigos, apenas dois artigos desses direitos, que são uma marca dos fundamentos da essência da dignidade humana.
Todos sabemos que, cada vez mais, em nome da democracia e da Liberdade, por gente anónima sem rostos, diariamente estes dois artigos são violados, por quem se diz livre e portador de valores nobres e causas nobres, por isso, aqui ficam esses dois artigos:

Artigo 12.º

Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 19.º

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Sendo este, de facto, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, e, por nesta cidade, no viver e fazer cidadania, ter aprendido e sentido o significado da luta pela Liberdade e pela Tolerância, aqui fica o meu Obrigado Barreiro. Uma luta de confronto de diferenças. Porque é isso a democracia.
Fica este registo, talvez com a esperança e o sonho que, um dia, neste século XXI, os exemplos do passado, abram caminhos ao futuro. Talvez, talvez...

S.P.

10.12.2019 - 17:40

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