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Piratas informáticos contratados no Barreiro interferem em eleições na Guiné – Bissau.

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Piratas informáticos contratados no Barreiro interferem em eleições na Guiné – Bissau.<br>
A investigação da revista Sábado salienta que o grupo de piratas informáticos, do Barreiro, infiltraram-se no sistema das eleições na Guiné-Bissau, para falsear o resultado eleitoral das presidenciais realizadas em 29 de dezembro.

Uma das coisas que me dá imenso prazer é caminhar pelas ruas da cidade, calmamente, olhar, observar, encontra ideias nos lugares – memórias do passado e a realidade presente. Ver os comportamentos. Descontrair. Conversar num café, trocar opiniões. Mandar umas bocas. Sorrir. Encontrar a vida, na vida. Serenamente.

Gostei do teu texto da Braamcamp

Encontrei na rua, por mero acaso, uma pessoa que não via há algum tempo. Uma figura local, bem conhecida. Trocámos cumprimentos. Ficamos por ali a trocar breves palavras. No meio da rua olhámos um prédio em obras e a propósito falou-se de pessoas que ali viveram. Recordações.
Os lugares trazem-nos recordações. As ruas estão inscritas com acontecimentos na nossa memória. É isso que nos faz amar os lugares, porque só amamos aquilo que se inscreve e conhecemos por dentro dos pensamentos.
“Sabes, gostei muito de ler o teu texto sobre a Quinta Braamcamp, estava muito bom, mesmo muito bom. Gostei imenso. Vou lendo o que escreves”, disse-me.
Senti com estes comentários que a vida, na verdade, é muito mais que aquilo que nós vivemos no quotidiano, ou com os amigos que nos rodeiam, seja no café que frequentamos diariamente, seja na associação, na empresa, no partido ou na Igreja, que fazem a nossa vida. A vida é tudo o que existe no tempo que vivemos. E tudo o que fazemos se inscreve no tempo que fazemos. É o tempo que julga, o resto é a vida...é que esta conversa deu para perceber que há mais vida e pessoas que pensam as coisas e as sentem, para além, muito para além, do que se escreve e diz pelas redes sociais e nas sessões de Câmara.

A Pimentinha

Pelas redes sociais as pessoas escrevem o que querem, acham mesmo que a democracia dá-lhes o direito de tudo escrever, confundem o direito de expressar opinião, de ter opinião, de interpretar, com aquilo que nada tem a ver com opinião, que não passa de calúnia e difamação de carácter.
É por essa razão que não gosto de ler comentários sobre personalidades públicas que nada têm a ver com o debate de ideias, ou diferenças de opinião, são aquelas criticas ou dizeres que visam magoar, ofender, atacar o carácter ou difamar. Sei que por vezes apetece, principalmente, quando certas figuras públicas em vez de defenderem ideias, optam por mentir, usar meias verdades, ou meias falsidades, alterar os factos, reconstruir a história, apagar a história, ou, até, assumem posturas que visam dar a entender que o mundo começou agora, antes deles era o caos. Mas isso, também pode e deve ser desmontado com argumentos e não é necessário recorrer á calúnia e ofensa moral ou psicológica.
Vem isto a propósito de isso também acontecer com a minha pessoa. Sempre expressei a minha opinião. E com isso não pretendo que a minha opinião seja a verdade. É isso, apenas isso, uma opinião. Polémica. Uma opinião.
E essa realidade é motivadora de muitas vezes em vez de debate de ideias, optam por adjectivar, lançar epítetos, caluniar, falar em lucros idos e lucros perdidos. Eu sei que, na verdade, muitas vezes os comentadores são meros portadores de recados, são usados pelos seus líderes para tecer os comentários, são estratégias e tácticas muito velhas cujo obejctivo é desfazer carácter, motivar a perda de credibilidade, minorizar a importância, afectar a personalidade, enfim são as moças ou moços que querem prestar bom serviço aos mandantes.
Fica aqui o registo, como se diz agora, com pimenta na língua, para as más línguas, apenas dizer que já estou de há muito baptizado sobre essa matéria – desde o tempo das cartas anónimas, dos blogues e outras coisas mais. Como sempre escrevi : Freud, explica isso!
Sabem, vocês é que andam na luta pelo poder, pelo ter, pelo sobreviver.
A minha vida tem outro caminho, apenas quero ENVELHESER. Dá muito gozo ir envelhesendo.

Piratas informáticos contratados no Barreiro

Estou no café, pela manhã, na minha habitual leitura do jornal. Hoje trouxe a revista Sábado. Percorro as páginas. E, de repente dou comigo a comentar para a mesa do lado a noticia sobre as eleições na Guiné – Bissau.
“Toda a fraude informática foi montada a partir de Portugal: um grupo de três piratas informáticos foi contratado no Barreiro por 75 mil euros. E conseguiu meter um vírus no computador da Comissão Nacional de Eleições”, refere a noticia.
“O Barreiro está sempre no centro de tudo, em todo o lado”, comentei.
A investigação da revista Sábado salienta que o grupo de piratas informáticos, do Barreiro, infiltraram-se no sistema das eleições na Guiné-Bissau, para falsear o resultado eleitoral das presidenciais realizadas em 29 de dezembro.
Os três hackers, segundo a revista, são de nacionalidades diferentes. Foram contactados em Outubro e contratados para desenvolver a operação informática.
A falta do cumprimento do acordo de pagamento contratado terá, refere a noticia, originado a denúncia pelos hackers das operações de manipulação que realizaram no processo eleitoral da Guiné-Bissau.

S.P.

31.01.2020 - 11:46

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