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A(nota)mentos – Barreiro
Estratégia para o turismo 2020-2024
E nós a vê-los passar...

A(nota)mentos – Barreiro <br>
Estratégia para o turismo 2020-2024<br>
E nós a vê-los passar... Se a estratégia para o Turismo na AML 2020-2024, por exemplo, aponta a exploração do polo turistico fluvial, como se coloca o Barreiro neste filme?

Na verdade, na estratégia do Turismo para a AML 2020-2024, não li uma linha a referir o Barreiro.

Em tempos idos existia um anúncio, de uma conhecida marca de automóveis, que alguns da minha idade devem recordar, do qual ainda, por vezes, em algumas conversas, são usadas expressões desse tempo- “gasolina mal precisa, oficinas nem pensar. E nós a vê-los passar”.
Ocorreu-me ao pensamento este anúncio quando estive a ler algumas das noticias publicadas sobre a estratégia para o Turismo 2020-2024, na Grande Lisboa.

Ali, constata-se que o plano aponta para a margem sul, duas áreas de intervenção – construção do aeroporto do Montijo ( que em relação aos concelhos do Barreiro e Moita, essencialmente vai ser durante os próximos anos, após a sua construção, a procura de soluções para mitigar os impactos do ruído, principalmente na Baixa da Banheira e no Lavradio), e, por outro, no refere-se a importância do Arco Ribeirinho Sul, para o qual aponta-se a criação de pólos turisticos, sendo o primeiro à dinamizar à volta do mega-projecto imobiliário a Cidade da Água, em Almada, que terá como foco a exploração turística fluvial.

Refere-se o pólo da Arrábida, o pólo da Costa da Caparica ( este, que talvez até possa vir a ser contemplado com a construção do túnel de ligação entre as duas margens Trafaria-Algés, pelo menos Almada está a bater-se por conseguir essa ligação, que irá melhorar as ligações entre as duas margens).

Depois, é a zona oriental de Lisboa – Beato e Marvila - que se aponta para captar e fixar jovens, e, com a realização das Jornadas Mundiais da Juventude em 2020, este evento é considerado estruturante para aquela região ( produzindo efeitos de reconversão, tal como aconteceu coma EXPO 98), abrindo caminhos para o desenvolvimento que, naturalmente, será mais que habitação. E, quem sabe, o mais certo é que, os contentores que por lá estão, mais dia menos dia, atravessam o Tejo de barcaças e são colocados no Parque Empresarial da Quimiparque, no Barreiro.

Uma vertente apontada nesta estratégia é a valorização da Reserva Natural do Estuário do Tejo, que, neste caso, no que diz respeito a preservação, pelo menos para os concelhos da Moita, Montijo e Barreiro, vão ser afectados pelo novo aeroporto do Montijo.
E, no caso do Barreiro, o projecto imobiliário apontado para a Quinta de Braamcamp, em nada se enquadra numa estratégia de valorização do turismo ambiental.

Escrevo estas notas e vou pensando no tal anúncio dos anos 70 – “e nós a vê-los passar”.
É que não temos estratégia objectiva, pelo menos conhecida, debatida e aprofundada, nem para os nichos do estuário do Tejo, nem para o corredor ambiental do Coina.

Se a estratégia para o Turismo na AML 2020-2024, por exemplo, aponta a exploração do polo turistico fluvial, como se coloca o Barreiro neste filme?

Está, felizmente, em marcha um projecto para a Estação do Barreiro Mar, que fica isolada, quando podia ser um enorme potencial se não tivesse sido trocada a construção da ponte pedonal, por rotundas numa zona que pode estar condenada caso avancem propostas que estavam em marcha de deslocalização do Terminal Ferro- Rodo – Fluvial, para o território da Baía do Tejo.
Na verdade, na estratégia do Turismo para a AML 2020-2024, não li uma linha a referir o Barreiro.

Enfim...é, talvez, mesmo isso - e nós a vê-los passar!

S.P.

12.02.2020 - 19:30

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