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Por dentro dos dias – Barreiro
“Então que diz desta nova gestão do Barreiro?»

Por dentro dos dias – Barreiro<br>
“Então que diz desta nova gestão do Barreiro?» E, sublinhei, mais, e se a CDU tivesse continuado, o Primeiro Ministro, António Costa, que, aqui no Barreiro, olhos nos olhos com Carlos Humberto, prometeu avançar com a ponte rodoviária Barreiro – Seixal, certamente, que este era um projecto que não tinha ido para a gaveta. Isto, sim era mudar o Barreiro, dar-lhe economia de escala.

Ontem estive no meu dentista. Naquelas conversas de circunstância perguntou-me: “Então que diz desta nova gestão do Barreiro?»
Respondi-lhe com toda a naturalidade o que penso, que não via nada de novo, e, sublinhei que tudo o que está ou tem sido feito, regra geral, teria sido feito se a gestão continuasse a ser da CDU.

Aliás, acrescentei do que tem sido feito, quase tudo já vinha em marcha dos tempos da anterior gestão, e, até essa «bola de ouro» que, dizem, vai ser a alavanca da mudança do Barreiro, com a venda da Quinta de Braamcamp, até, essa «bola de ouro» existe porque foi uma compra concretizada na gestão CDU.
Parece que não gostam que se diga isso, quando, nos tempos de hoje, fazem qualquer coisa que acham que é bom, lá surgem os vídeos e as noticias. O PS fez. O PS cumpre. Não é a Câmara é o PS. Se a CDU diz que comprou a Quinta de Braamcamp, isso é arrogância, porque o Barreiro não é CDU. Mas pelos vistos o Barreiro é PS.

E, nesta troca de conversa, ainda lhe disse, sabe, se a CDU, tivesse continuado, a Quinta Braamcamp, hoje, já estava em fase de recuperação e requalificação, porque existia aprovada uma candidatura apresentada pela anterior gestão, que estes não quiseram avançar porque apostaram em vender, aceitaram a construção de 185 fogos, aprovados por um PDM ultrapassado, que sempre criticaram, e, agora serve para justificar o negócio, para encaixar 5 milhões na Câmara e urbanizar um território ribeirinho que nunca devia ter sido autorizado, por ninguém, que ali fossem construída uma zona de habitação.
Ficou um pouco admirado, pois, pelo que se diz aquilo está abandonado. Sorri. E disse-lhe, pois, é isso que se querem fazer crer, mas isso não é verdade,

E, ainda, acrescentei que se a CDU tivesse continuado também, certamente, já estaria em marcha a construção da ponte pedonal Barreiro-Seixal. Um erro que não tenha avançado.
Concordou comigo. Era uma coisa boa, disse-me.

E, sublinhei, mais, e se a CDU tivesse continuado, o Primeiro Ministro, António Costa, que, aqui no Barreiro, olhos nos olhos com Carlos Humberto, prometeu avançar com a ponte rodoviária Barreiro – Seixal, certamente, que este era um projecto que não tinha ido para a gaveta. Isto, sim era mudar o Barreiro, dar-lhe economia de escala r moblidade. Tirá-lo do guetto.

E, o meu amigo dentista, comentou que o Barreiro está parado há décadas. Eu disse-lhe é verdade. Está parado há décadas e vai continuar parado, por muitas décadas, porque o problema estruturante do Barreiro é a falta de emprego, e, isso, nunca será a Câmara Municipal a resolver. A Câmara quanto muito agiliza o imobiliário, é assim há décadas. O resto, estica daqui, estica dali, depende de pequenos investidores, que é nossa realidade local, uma economia de micro, pequenas e médias empresas, o resto é do estado – Hospital, Tribunal, Escolas, Autarquias, TCB, Policia. Depois há, com a dependência do estado, as IPSS’s, a Misericórdia os Bombeiros, e associações. Temos um exército de reformados que vive do estado. É isto o Barreiro há décadas.

E depois, de falar com o meu dentista fiquei a pensar em tudo isto...a vida real e a vida ficção.
Pensei o que era o Barreiro, antiga CUF e o território ferroviário, pensei que esse é o nosso potencial e, que, todo ele depende do Poder Central as opções que possam ser tomadas para lhes dar vida e dinâmica social e empresarial.
Essas, sim essas, são zonas ao abandono há décadas. Debater opções para esses territórios, atrair investidores para esses territórios, estabelecer pontes com o Poder Central, fosse o Terminal – que começou com o governo PSD, continuou com o governo PS. Não foi uma opção CDU, foi uma opção CDU, e, sem dúvida, muito bem, para levar os governos a tomar decisões e atrair investimentos para aquele potencial, que, está ao abandono. Isso foi bom, uma boa parceria com a Baía do Tejo, no anterior executivo, tal como, o mesmo, tentou o executivo liderado por Emidio Xavier, PS.
É ali, que está o futuro, num misto entre o imobiliário, ligando a antiga zona industrial ao centro do Barreiro e ao Lavradio, funcionando com uma âncora estratégica integrada de requalificação e expansão urbana, mas, ali, gerando um nicho de actividades económicas – quer o nicho cultural, quer o nicho de industrias de novas tecnologias. Isso, acredito, se a CDU tivesse continuado, estava na agenda politica e no diálogo entre a Câmara Municipal do Barreiro com o governo de António Costa.

Era isto que a CDU estava a fazer, e, certamente também tinha avançado com a requalificação na Quinta da Lomba, porque o processo estava em fase final.
Certamente, pelo que ouvi, no final do mandato, as Oficinas do Nicola já estavam em mudança para a antiga fábrica da Sotinco, quem sabe, com base num protocolo abordado com o Poder Central.
As obras anunciadas para breve na Doca Seca da CP, também já estavam a andar, assim, como os arranjos da zona ribeirinha junto aos Fuzileiros. Estava em fase final, mais 50 ou mais 100 mil euros. Todos os processos acontecem no tempo que se proporcionam, e pela vontade dos interessados. O resto é panfletário.

E foi a CDU, que avançou com o processo de renovação total da frota dos autocarros.
E foi a CDU, que avançou com as candidaturas de reconversão das AUGI’s.
Sim, eu disse, isto ao meu dentista e digo-o a toda a gente, afinal, até hoje, nada foi feito de novo que anuncie uma ruptura com o que vinha a ser feito da gestão anterior.
Não foi revisto o PDM. Não há estratégia para o concelho, nem para a cidade. É tudo avulso.
Depois, já cansa e satura o bla,bla, bla do Barreiro parado, da Braamcamp ao abandono, dos tenebrosos comunistas que nada fizeram quando, afinal, os actuais gestores, receberam uma autarquia de contas limpas, com projectos prontos a avançar, com condições que não existiram nos últimos anos – em gestão nenhuma desde Helder Madeira, a Pedro Canário, Emido Xabier ou Carlos Humberto – e ainda falam dos comunistas quando deviam eram respeitar a herança que receberam e,de facto, pelo trabalho, apenas pelo trabalho, provarem que são mais que uma mera alternância que faz a gestão da herança da CDU.
Quando voltar ao meu dentista quero ver que novidades levo e, reflectir sobre as mudanças anunciadas.

António Sousa Pereira

18.05.2020 - 22:15

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