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Rota 66 – Barreiro
Faltou coragem para destruir completamente o «mamarracho»!

Rota 66 – Barreiro<br>
Faltou coragem para destruir completamente o «mamarracho»! . O último romance de Fernando Sobral

No dia de hoje, em 8 de Julho de 1497, partiu Vasco da Gama, do Tejo, rumo à India, uma viagem narrada pelas mãos de Álvaro Velho, do Barreiro, no seu «diário de bordo».

O populismo sempre se alimentou de falsas emoções e vagas sensações, mas também de frustrações e ressentimentos de camadas de população, que deram sustentáculo ás suas provocações e intrigas.

Efeméride – Recordar Álvaro Velho

No dia de hoje, em 8 de Julho de 1497, partiu Vasco da Gama, do Tejo, rumo à India, uma viagem narrada pelas mãos de Álvaro Velho, do Barreiro, no seu «diário de bordo» - «Roteiro da Viagem que em Descobrimento da Índia pelo Cabo da Boa Esperança fez D. Vasco da Gama em 1497».
José Caro Proença, “epistemólogo” – como ele se definia – colocou Álvaro Velho e temática dos descobrimentos na agenda cultural e politica do concelho do Barreiro.
Foi, através da sua influência como membro da Academia da Marinha, que, há 23 anos, neste dia, aqui no Barreiro, foram celebrados os 500 anos desta epopeia.
O Barreiro recebeu com pompa e circunstância as celebrações nacionaias desta página da história de Portugal e da humanidade.
Fica o registo, hoje, que são celebrados os 523 anos desta data histórica, o dia que abre o «diário de bordo» do Manuscrito de Álvaro Velho.

Leitura – O populismo

“O populismo sempre se alimentou de falsas emoções e vagas sensações, mas também de frustrações e ressentimentos de camadas de população, que deram sustentáculo ás suas provocações e intrigas. A doutrina e modo de comunicação de qualquer grupo populista é necessariamente simplista, fácil de apreender por todos e contém inevitavelmente uma mensagem de ilusória sedução e utopia. O populismo foge como diabo da cruz do que é racional e objectivo, do pensamento estruturado, seriamente fundamentado, baseado na complexidade do real e das interacções e constrangimentos que pautam o desenvolvimento das sociedades humanas. Basta dizer que “tudo é possível” para que largos sectores fiquem maravilhados e acariciem, de forma convicta e subliminar, os sonhos populistas”
Paula Teixeira da Cruz
In Crónica «Crise sanitária e populismo», no jornal «Público», dia 8 de Julho de 2020.

O último romance de Fernando Sobral

Já está nas minhas mãos o romance - “A grande dama do Chá”, de Fernando Sobral. Iniciei a sua leitura. Mais uma obra do jornalista e escritor barreirense.
Uma obra com a chancela da editora «Arranha Céus», pode ser adquirida na Livraria Bertrand, no Forum Barreiro.
Ainda somos uma cidade com a honra de contar com uma livraria que nos proporciona o acesso a todas as obras de referência.
Pelo que apurámos, no dia da compra do livro, os dias de COVID, afectaram um pouco a vida normal, mas, agora de novo, os leitores começam a voltar e o ritmo está sendo retomado.
Obrigado à Bertrand, por manter esta sua livraria, aqui, no centro da cidade do Barreiro. Visitem. Há sempre novidades.

UTIB Teatro – 14 anos

Pelo que lemos nas redes sociais já está editada a obra de Luciano Barata e Maria João Quaresma - "A Idade Maior". Um livro que proporciona um encontro com as memórias de 14 anos de trabalho da UTIB – Teatro. Um livro de 252 páginas com histórias e imagens.

O mamarracho

Já está em fase final a obra da rotunda do Lavradio. Hoje, falando com uma jovem que falava do antigo momumento como o «mammarracho», falei-lhe do sentido estético, que, afinal é isso que dá a dimensão a uma obra de arte. Contei-lhe o significado do ferro e do betão.
“Nunca ouvi falar nisso, nunca divulgaram”, disse. E nos seus olhos senti que ao compreender o significado da obra o seu pensamento de mamarracho esmoreceu.
Eu sorri e disse-lhe que, não faz mal, agora sim, já temos ali um «monumento» rodeado de cravos e bem escrita, lá está, a palavra «Liberdade». É muito bonito. Os cravos. A Liberdade. No centro o que será, para sempre o «mamarracho». Como alguém perito no saber dizia, não sei se isto já vinha de trás, ou se foi criatividade daquela que nasce com pujança de quem gosta de «desconstruir». Está feito.
Sim, ainda foi há poucos dias que saltou, lá do cimo, o pau da bandeira do «Euro 2004». Podia ter ficado.
O «Mamarracho». Pronto, finalmente temos o «Mamarracho», que é, afinal, aquilo que resta quando se destrói uma obra de arte.
E, assim, lá se foi a obra de um grande senhor do Barreiro. Não sei se vinha de trás, ou se, afinal, vem do que está para a frente, do tanto que está para vir e anunciado. Aqui também há um toque especial, este vem de Espanha. Ecce Homo, lembram-se?!
José Cândido, que desculpe!

António Sousa Pereira

08.07.2020 - 19:55

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