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Rota 66 – Pelo Barreiro, pelo mundo...
Participação, surrealismo e ilusionismo...e esta hem!

Rota 66 – Pelo Barreiro, pelo mundo...<br>
Participação, surrealismo e ilusionismo...e esta hem! . Sim à Participação. Não ao betão

. Frederico Rosa provável candidato do PS

Um obra que se arrasta desde o inicio do mandato. Estamos a entrar em 2021, e na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, de novo na ordem de trabalhos uma proposta de autorização de consulta de contratação de empréstimo de um milhão e 50 mil euros para reabilitação do antigo Armazém de Víveres. Na Proposta não é referido o antigo Dormitório da CP.

Entre o surrealismno e o ilusionismo

Uma das primeiras propostas do actual mandato autárquico resultou de um acordo que foi concretizado num Contrato de subconcessão, assinado entre a Câmara Municipal do Barreiro e a IP – Património, com a finalidade de recuperação do edifício do antigo Dormitório da CP, destinado a instalações da Assembleia Municipal do Barreiro e do Armazém de Víveres, este destinado instalação de um hostel.
Em junho de 2018. Em reunião de Câmara foi aprovada a proposta de concretização de um empréstimo de médio e longo prazo, no âmbito do IFFRU 2020, até ao montante de 1 milhão e 50 mil euros, visando avançar com esta obra, anunciada com pompa e circunstância, como a criação de “mais uma centralidade” e “acabar com o património emparedado"!
A CDU contestou esta proposta, por considerar uma decisão errada, dado que a autarquia assumia realizar um investimento em património de outra entidade, "numa coisa que não é nossa”.
O PSD considerou a “bondade do equipamento” e, tendo, anteriormente, aprovado o acordo que foi assinado com a IP, em coerência a sua opção era favorável reconhecendo até a sustentabilidade da proposta.
Anunciada a obra, aprovado o empréstimo, conhecidos os seus objectivos com videos, a recuperação do edifício do dormitório e do Armazém de Víveres, foi dito, então, que deveria estar concluído antes do final de 2019.

Estamos a entrar em 2021, e na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, de novo na ordem de trabalhos uma proposta de autorização de consulta de contratação de empréstimo de um milhão e 50 mil euros para reabilitação do antigo Armazém de Víveres. Na Proposta não é referido o antigo Dormitório da CP.
Uma longa discussão, argumentos para aqui, argumentos para ali – o edifico do antigo Dormitório – é designado pelo PSD como o «Edificio André Pinotes». A ideia que este investimento é uma erro, é sublinhada pelo PSD e pela CDU, depois de muita conversa, chegou-se a uma grande conclusão que de nada servia a CDU e o PSD votarem contra e inviabilizar a nova consulta de pedido de empréstimo, dado que já estava aprovada a anterior proposta.
Afinal, a nova consulta visa obter um juro mais baixo para o empréstimo. É assim uma espécie de baralhar as cartas de dar de novo. Recomeçar o processo de uma obra anunciada, quase como um exemplo de uma mudança de visão em relação ao património ferroviário.
A discussão foi surrealista. Não, sim pois, talvez, coisa e tal, aquela conversa que todos conhecemos. Terminada a discussão, foi aprovado recomeçar o processo do empréstimo. O verdadeiro ilusionismo politico.
Estão a ver o Hostel, a nova centralidade que vai nascer...ainda não estão a ver, mas vão ver, e com juros mais baratos. Percebem seus aziados da CDU e do PSD.

Frederico Rosa provável candidato do PS

José Luis Carneiro, Secretário-Geral Adjunto do Partido Socialista, numa entrevista, hoje no jornal «Público», refere que nos “critérios de escolha dos candidatos” para as próximas eleições autárquicas, o “primeiro” é “a garantia de continuidade daqueles que estão no exercicio de funções de presidente de Câmara e que ainda não estão no limite dos seus mandatos, a não ser que motivos de cariz extraordinário assim o justifiquem”.
Perante este principio de orientação nacional, pode, portanto prever-se que o candidato do PS, no concelho do Barreiro, será o actual presidente da Câmara, Frederico Rosa, que, sublinhe-se conta com todo o apoio da liderança concelhia, o deputado André Pinotes e presidente da Assembleia Municipal do Barreiro.
O criador da «Plataforma 2830», será, portanto, provavelmente (re)candidato nas próximas eleições autárquicas.

Sim à Participação. Não ao betão.

Hoje, no jornal «Público» li uma frase que fica para meditação. Ao ler recordei os tempos que se dizia que as «Opções Participadas», não serviam para nada, que se falava com a «barriga cheia» de Orçamento Participativo. Que se criticava a CDU de não ouvir as populações. E, de facto, isso de ouvir a população foi chão que deu uvas. Se querem dar opinião vão à reunião pública. Falam e não respondem, nem comentam. É o respeito democrático. Eis a frase:

“A grande marca que os decisores politicos podem deixar hoje nas comunidades não é o betão é o imaterial”, afirma José Manuel Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Valongo, eleito pelo PS, Presidente da Rede de Autarquias Participativas.
Subscrevo estas palavras. Mas, isto, como em tudo na vida, são escolhas, são opções. São modelos.

António Sousa Pereira

15.02.2021 - 18:50

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