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A(nota)mento do Dia - Barreiro
Se todos percebessem o valor que tem para um homem um aplauso, de pé!

A(nota)mento do Dia - Barreiro<br>
Se todos percebessem o valor que tem para um homem um aplauso, de pé!<br>
Augusto Sousa, ontem, ao fim da tarde, ali no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no dia que se celebraram 40 anos da fundação da RUMO, recebeu um caloroso aplauso, de pé, todos de pé, num só som, num gesto humano e simples, um aplauso, neste tempo de pandemia, tem a força de um abraço enorme, assim como quem diz: Obrigado, Augusto Sousa.

Luisa Malhó, Directora do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, no decorrer da sessão de encerramento do Seminário Comemorativo dos 40 anos da RUMO, recordou que, nos anos 80, quando na região se sentiam os efeitos de um processo de desindustrialização – há 40 anos atrás, quando o mundo era bem diferente, nesse tempo, que ela, recém licenciada, estava a iniciar a sua vida profissional no Centro Regional da Segurança Social, perante a necessidade de implementar o Programa Escolhas, partiu para o terreno, e, então, veio rumo ao Barreiro para reunir com Augusto Sousa, um rosto que era indissociável da RUMO. Um nome de referência na região.
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A RUMO recordou desenvolvia um trabalho pioneiro na área social no Distrito de Setúbal.
A RUMO tinha um rosto, esse rosto era Augusto Sousa – um pioneiro em matérias de inovação e criatividade, salientou Luisa Malhó.
E, ali, neste século XXI, ao recordar o fundador da RUMO, pediu a todos que lhe prestassem uma homenagem com um aplauso.
A sala ergueu-se, de pé, num caloroso e intenso aplauso a Augusto Sousa. Um gesto de gratidão.

Augusto Sousa, nos dias de hoje aposentado, é um homem que continua no quotidiano a debater ideias, a intervir, a participar em projectos, a viver a cidadania activa.
Teima em manter vivo o sonho da inovação, da criatividade.
Teima em manter viva, essa ideia simples que viver a vida é aprender, que aprender é inovar, criar, sonhar.
Teima em acreditar que não há nada que pague, esse sentimento de vida activa, de ajudar a sonhar num mundo melhor.
Teima em acreditar que pela nossa acção damos um pequeno contributo para semear essa semente que, ora aqui, ora ali, dá um pequeno fruto que mantém a porta aberta à esperança.
Teima em acreditar no sonho de um mundo melhor, mais humanizado, e mais inclusivo.

Augusto Sousa, ontem, ao fim da tarde, ali no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no dia que se celebraram 40 anos da fundação da RUMO, recebeu um caloroso aplauso, de pé, todos de pé, num só som, num gesto humano e simples, um aplauso, neste tempo de pandemia, tem a força de um abraço enorme, assim como quem diz: Obrigado, Augusto Sousa.

Acompanhei ao longo de anos o trabalho de Augusto Sousa, a sua força e a sua vontade de servir, de superar as dificuldades, do esticar daqui, puxar para ali, de tempos duros, de tempos dificeis. Projectos. Candidaturas. Projectos que acabavam, por vezes, sem mais nem menos, sem justificação, só porque sim, porque existiam outros interesses, neste mundo de jogos e movimentações.
O Augusto Sousa, como disse Luisa Malhó, era uma referência de inovação e criatividade, de luta e vontade de fazer cidade e cidadania.

Uma luta que vem desses anos 80, o tal tempo sem internet, sem redes sociais, mas que Augusto Sousa, lutava e acreditava noutras redes, as redes humanizadas ao serviço da comunidade. E continua a acreditar.

Os exemplos da RUMO, do fazer cidadania, do fazer comunidade, muitos, de muitos lados do Alentejo à área metropolitana, pela Europa, receberam as sementes do Barreiro, do trabalho de equipa que é uma marca que perdura na RUMO. e por lá germinam.
Ainda hoje, continuam a renascer projectos e a serem definidas estratégia de intervenção social, em diversos pontos de Portugal e do mundo, cujas sementes foram lançadas de forma pioneira e embrionária no Barreiro. A cidade do associativismo.

Essas sementes que fazem sonhar e acreditar no tal mundo que é de todos, feito por todos. Um mundo de aprendizagem permanente. A tal aprendizagem ao longo da vida. Aquela que se aprende caindo, erguendo, voltando a cair e renovando forças. Acreditando.
Sempre acreditando nesse lema que faz parte da história da RUMO: PARA CADA PESSOA UM PROJETO DE VIDA.
Foi essa a missão que nos anos 80, em tempos duros, do século XX, marcou o trabalho da RUMO.
É essa a missão que continua, em tempos duros, neste século XXI, a ser a marca do trabalho da RUMO.

Foi giro, ao fim da tarde, 40 anos depois, escutar aquele aplauso a Augusto Sousa que, sendo para ele, é também para todos os que nos dias de hoje, no quotidiano, continuam a trabalhar fazendo da vida uma missão, de serviço social e de valorização das pessoas e da comunidade, porque, afinal, uma pessoa a viver melhor é uma comunidade a viver melhor.

Fica este registo, de um aplauso, que nos fez mergulhar em memórias.
Afinal, se todos percebessem o valor que tem para um homem um aplauso, de pé, certamente percebiam melhor o sentido da vida, o que é dar um sentido à vida. Não há preço que pague o calor de um aplauso, isso é que é lindo!
Parabéns RUMO! Obrigado Augusto!

António Sousa Pereira



10.06.2021 - 05:51

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