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Inferências
Pensar o aeroporto, o comboio e o futuro
. Barreiro, Moita, Seixal, Montijo e Lisboa

Inferências <br />
Pensar o aeroporto, o comboio e o futuro<br />
. Barreiro, Moita, Seixal, Montijo e Lisboa Um dos temas que tem merecido reflexão, neste tempo pré-eleitoral, e, motivo de comentários na imprensa nacional, são as decisões do governo que podem influenciar as votações ao nível local, nas próximas eleições autárquicas.
Um dos temas na agenda, naturalmente, é o novo aeroporto de Lisboa, no Montijo.

Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, que se recandidata nas próximas autárquicas, segundo uma nota editada no jornal «Público» - “tem apostado as fichas todas na construção do aeroporto, como elemento central do desenvolvimento”, acrescentando que o autarca socialista tem alinhando sempre com as decisões do governo.
O novo aeroporto no Montijo, um túnel que ligue o Montijo ao Barreiro, esta a linha central da estratégica montijense, para colocar o Montijo como centralidade na Península de Setúbal.

No mesmo artigo, refere-se que os autarcas comunistas da Moita e do Seixal “travaram a construção do aeroporto do Montijo, e são defensores da opção de construção do novo aeroporto de Lisboa no campo de Tiro de Alcochete, como aeroporto internacional.
Refere o texto do jornal «Público» que a posição dos presidentes e candidatos, Rui Garcia, da Moita, e Joaquim Santos, do Seixal, que são contra a opção do Montijo, e contrariando a decisão do governos, pode ser uma posição que resulte num “tiro pela culatra”.
No entanto, a posição dos autarcas da Moita e Seixal, merece o carinho de muitos que defendem a solução do aeroporto em Alcochete, visando dar uma nova visão estratégica para a relação entre Lisboa e a margem sul.

Os defensores do projecto do novo aeroporto no Montijo . que se inserte no pensamento «Portela + um», alinham com a posição do governo e classificam esta decisão como um contributo para o desenvolvimento da região – como é o caso de Frederico Rosa, presidente e candidato pelo socialista no Barreiro.

Mas, para baralhar todo este embrólio em torno do novo aeroporto no Montijo, ou em Alcochete, esta semana um novo dado foi lançado, e, indirectamente a dar razão ás posições assumidas pelas Câmaras da Moita e Seixal, e, também, pelo Barreiro, no anterior executivo CDU.
Uma noticia publicada no jornal Expresso, divulga que o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, recandidato do PS nas próximas eleições autárquicas, no seu programa eleitoral, irá defender que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, tem que ser o secundário, enquanto, o novo aeroporto internacional de Lisboa terá que ser na margem sul, esse sim o aeroporto principal.
O Expresso sublinha que vão avançar novos estudos com três soluções: o aeroporto da Portela, como principal, e o Montijo, como secundário, posição apoiada por Nuno Canta, do Montijo, e, Frederico Rosa, do Barreiro.
A opção Portela, em Lisboa, como secundário e Alcochete como principal, posição defendida por Rui Garcia, da Moita, e, Joaquim Santos, do Seixal, e, por Carlos Humberto, do anterior executivo da CDU, e de novo candidato no Barreiro. Fernando Medina, PS, de Lisboa, defende esta opção, ou, coloca outra solução – Portela em Lisboa, como secundário e a opção Montijo, mas este como principal.
Se as decisões do governo podem influenciar as eleições autárquicas, então, esta posição de Fernando Medina, PS, é, sem dúvida, um contributo para dar força às posições da CDU na região de Setúbal, que, desde a primeira hora, assumiu a posição pela solução Alcochete, como o caminho para a construção do novo aeroporto de Lisboa.
A posição de Fernando Medina, é de um autarca que tem uma visão de futuro, que sente como imperioso a necessidade de passar do papel para a prática, ou seja, avançar com o pensamento estratégico do PROT AML, e, de uma vez por todas começar a pensar-se neste século XXI, nessa Lisboa – cidade de duas margens.

Fica o registo. E a nota positiva pela posição do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que, afinal, refere o Expresso estará em consonância com o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedo Nuno Santos.
É bom que assim seja, era bom para Lisboa, para a margem sul e para o país. Afinal Joaquim Santos, Rui Garcia e Carlos Humberto tinham visão de futuro.
Se isto vai influenciar as autárquicas, claro que vai…porque desfaz todos os estigmas e anátemas lançados contra os comunistas que só querem travar o progresso. Afinal o Fernando Medina “concorda” que Lisboa não pode continuar a ser o aeroporto principal. E esta hem!

E, para além disto, já se fala de ligar Lisboa e Sevilha em comboio…esta, é, sem dúvida, mais uma nota positiva para a margem sul, principalmente para o Barreiro e Moita, que podem ver uma luz ao fundo do túnel para sair do gueto onde estão desde os anos 90, após a construção da Ponte Vasco da Gama- que ligou Lisboa a Alcochete, Montijo e Palmela. E o arranque do comboio na Ponte 25 de Abril, que aproximou, mais, Lisboa de Almada, Seixal e Sesimbra.
E nós, nestas duas décadas, por aqui a vê-los passar… ao menos, estas duas noticias – aeroporto e comboio para Sevilha - dão para começar a pensar e a sonhar um futuro diferente para os nossos filhos e netos. Porque pensar sempre foi o caminho para o fazer. Só os que encontram tudo pensado, não precisam pensar, basta fazer. Pois.
Esperemos que soprem novos ventos e que não seja só fumaça…

António Sousa Pereira

30.08.2021 - 21:02

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