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A(nota) mentos - União de Freguesias Palhais e Coina
O regresso do confronto PS versus CDU

A(nota) mentos - União de Freguesias Palhais e Coina<br />
O regresso do confronto PS versus CDU<br />
A União de Freguesias de Palhais e Coina de acordo com os censos de 2021 viu crescer a sua população em 1,1%. Em 2011 contava com 3.591 habitantes, agora conta com 3.629 habitantes.

Nas eleições autárquicas de 2017 a Junta de Freguesia foi conquistada pelo MCI – Movimento de Cidadãos Independentes, com 828 votos, seguido da CDU, com 562 votos.

No entanto, na votação para a Câmara Municipal do Barreiro e Assembleia Municipal do Barreiro, a CDU venceu nesta freguesia, superando o PS.

A composição da actual Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Palhais e Coina, regista 5 eleitos do MCI, 3 eleitos da CDU e 1 eleito PS.
O Bloco de Esquerda, embora nas últimas eleições tenha registado uma subida eleitoral, esteve longe de eleger representante na Assembleia de Freguesia.
O MCI conquistou a maioria absoluta no limite. O PS não elegeu o segundo membro na Assembleia por 7 votos, e a CDU esteve a 25 votos de conquistar o quarto mandato.

Nas próximas eleições autárquicas o MCI não vai concorrer, este movimento de cidadãos nasceu de um ruptura com o Partido Socialista, e, contribuiu para unir vontades em torno da exigência de mais intervenção na freguesia, contestando alguma situação de isolamento, e dando voz a alguns descontentamentos.
Os “líderes naturais” do MCI – Naciolinda Silvestre e Juvenal Silvestre - agora, optaram por regressar ao PS, força politica que nunca apoiou o MCI, enquanto partido, e, sempre, concorreu contra o MCI.

O PSD que em anteriores eleições optou por não concorrer na freguesia e integrar o MCI, agora, nas próximas eleições, concorre com lista própria, com uma candidata que integrou as listas do MCI.
A candidata do PSD, Susana Rita, é uma personalidade com influência na vida local, tem carisma e convicções politicas. Uma pessoa conhecida, e, na verdade nas eleições autárquicas as pessoas contam na votação e nas opções do eleitorado. Era defensora do MCI, que reconhecia estava acima de partidos e unia a comunidade.
Pelas reflexões que fomos registando, nas próximas autárquicas, provavelmente, nenhuma força politica vai alcançar a maioria absoluta. O que vai contribuir para colocar uma força política minoritária como charneira.

Outro registo é que, na verdade. embora o PS possa estar em vantagem, porque apresenta uma candidatura liderada pela personalidade que está em exercício na presidência da Junta de freguesia e, até, conta com a influência da onda socialista que existe ao nível nacional, a verdade é que a dissolução do MCI, pode ter efeitos secundários, e, por essa razão, registamos opiniões que, nestas autárquicas, vai verificar-se de novo um confronto entre o PS e a CDU, na batalha pela conquista da presidência. A diferença de votos entre as duas forças politicas, a dispersão de votos e as novas forças politicas que surgem no combate eleitoral, permite gerar novos cenários e pensar esse novo contexto politico.

O PSD tem uma candidata forte, uma pessoa com conhecimentos locais, integrou o MCI, e poderá beneficiar da dispersão de votos, e, captar votos de descontentes com a dissolução do MCI, que era um movimento acarinhado pela sua irreverência e autonomia. É que, na realidade, o MCI podia ter continuado, porque os candidatos líderes do movimento, salientam que nunca deixaram de ser do PS, apenas discordaram de anteriores lideranças politicas.

A CDU nas próximas eleições tem uma candidata jovem, Jéssica Pereira, uma activista na vida local, uma jovem culta, é conhecida, tem relações de proximidade na comunidade, é uma pessoa com convicções, que rejuvenesce a imagem da CDU. Tem feito um intenso trabalho de diálogo com a comunidade.
Acredita que tem condições de conquistar a presidência da união de freguesias.

As últimas presidenciais são um indicador, nesta freguesia pois permitem reflectir sobre a entrada de uma nova força na politica local.
Na realidade se, Luis Pereira, candidato do Partido Chega, conseguir captar a votação de André Ventura, tem todas as condições de ser eleito para a Assembleia de Freguesia. Esta uma candidatura que também influencia a inexistência de uma maioria absoluta e, também, abre espaço politico para tornar mais acesa luta pela presidência do executivo.

O Bloco de Esquerda não tem tido grandes mudanças eleitorais na freguesia, tem um eleitorado mais ou menos estabilizado. Vitália Ribeiro é de novo candidata, procura, pela primeira vez conquistar um lugar na Assembleia de Freguesia. É, de certa forma, uma candidatura que querendo eleger, pretende manter viva a energia do Bloco e dar-lhe um rosto nas eleições autárquicas.

Os líderes naturais do MCI, consideram que levam consigo todos os eleitores que votaram MCI, mas, não foi esse sentimento que registamos nas conversas na freguesia.
O fenómeno Chega, a dissolução do MCI, as candidaturas com ligações à comunidade e de sangue novo na acção politica local, quer do PSD, quer da CDU, o desgaste natural de uma candidatura que vai para o terceiro mandato, são um conjunto de factores que podem contribuir para alterar o cenário politico na freguesia de Palhais e Coina.

António Sousa Pereira

09.09.2021 - 20:05

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