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Conferências de Maio no Auditório da ETAR Barreiro Moita
O Barreiro no contexto da margem esquerda do estuário do Tejo nos séculos XVI-XIX
. Hoje António Gonçalves Ventura

Conferências de Maio no Auditório da ETAR Barreiro Moita<br />
O Barreiro no contexto da margem esquerda do estuário do Tejo nos séculos XVI-XIX<br />
. Hoje António Gonçalves Ventura Hoje, sábado, dia 14 de Maio, pelas 16 horas, a conferência tem como tema “O Barreiro no contexto da margem esquerda do estuário do Tejo nos séculos XVI-XIX": Administração, economia e demografia”.

António Gonçalves Ventura, historiador, Rosto do Ano 2021, irá proporcionar uma reflexão sobre os diferentes espaços históricos que configuraram o território do concelho do Barreiro e as relações da margem esquerda do estuário do Tejo com a cidade de Lisboa.

“O Barreiro no contexto da margem esquerda do estuário do Tejo nos séculos XVI-XIX": Administração, economia e demografia”.

SINOPSE

De um ponto de vista da duração, abordagem ao estudo do concelho do Barreiro reveste-se de alguma complexidade.
Em primeiro lugar convém sublinhar que toda a faixa litorânea desde as proximidades de Cacilhas até próximo da Ribeira das Enguias, partilha de características geomorfológicas e climáticas semelhantes e, consequentemente, de uma cobertura arbórea e arbustiva que a distingue do resto da península da Arrábida, conferindo-lhe uma fisionomia algo própria e uma unidade específica. Isto significa que, do ponto de vista da exploração económica dos seus recursos numa primeira fase de ocupação, as fronteiras político-administrativas que se foram desenhando com a desintegração deste espaço em diversos concelhos, incluindo o do Barreiro por diversas vezes alterado, serão sempre transitórias, e até artificiais.

Em segundo lugar, pela falta de documentos sobre este espaço, especialmente para os tempos mais recuados. À semelhança de outros concelhos ribeirinhos da margem esquerda, também existem grandes lacunas documentais no que respeita ao concelho do Barreiro, limitando-nos na produção historiográfica em alguns momentos e sobre aspetos de relevada importância, nomeadamente sobre a economia e a sociedade.

Em terceiro lugar porque as fronteiras do atual concelho do Barreiro resultam de uma complexa sucessão de alterações administrativas, razão porque deste ponto de vista não existe apenas um Barreiro, mas vários. Os diferentes espaços históricos que configuraram o seu território ao longo dos séculos, terão de ser considerados, se bem que compreendidos num espaço mais alargado, no qual se integravam e com ele partilharam afinidades diversas, principalmente económicas: a margem esquerda do estuário do Tejo e a cidade de Lisboa.

Assim sendo, considerando a natureza específica do espaço (ou espaços) em estudo assim como o reduzido texto historiográfico que temos para a apresentação desta comunicação, optámos por fazer uma abordagem muito geral sobre a administração, economia e demografia do Barreiro, estabelecendo a industrialização como marco cronológico da nossa exposição, o que corresponde “grosso modo” ao antigo concelho do Barreiro, mas sempre integrado no espaço a que pertence e com o qual partilhou as suas relações: a margem esquerda do estuário do Tejo e a cidade de Lisboa e a sua configuração atual após a anexação dos territórios dos concelhos de Coina e do Lavradio.

Serão consideradas nesta palestra as bases deixadas pela comunicação anterior proferida pela arqueóloga Doutora Joaquina Soares, de particular relevância, diga-se, apesar do espaço temporal que as separa, assim como procuraremos deixar as bases para a comunicação seguinte, cuja palestra corresponde a um período temporal mais recente, como consta no respetivo programa.

9 de maio de 2022
António Gonçalves Ventura

BIOGRAFIA
António Gonçalves Ventura

Nascido em junho de 1949, é Doutor em História, especialidade de História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Mestre em História Regional e Local, licenciado em História e especializado em Ciências de Educação.
É formador de professores e investigador, cujos estudos têm incidido com mais relevância sobre a margem esquerda do estuário do Tejo e a cidade de Lisboa nos séculos XV-XIX, de entre os quais se destacam a sua tese de doutoramento intitulada: A Banda d`Além e a Cidade de Lisboa durante o Antigo Regime: uma perspetiva de História Económica Regional Comparada, de Junho de 2008, e a dissertação de mestrado intitulada: Dinamismos Económicos Regionais: a Margem Esquerda do Estuário do Tejo nos séculos XV e XVI, datada de 2000. É professor de História aposentado.

De entre outras publicações, estudos e conferências, constam:

- Alhos Vedros: economia, administração e demografia sécs. XIV-XVIII, Edição da Câmara Municipal da Moita, dezembro de 2014;

- A Banda d`Além e a Cidade de Lisboa durante o Antigo Regime: uma perspetiva de História Económica Regional Comparada, Ed. da Câmara Municipal do Montijo, abril de 2021.

- Os concelhos ribeirinhos da margem esquerda do estuário do Tejo e a cidade de Lisboa nos sécs. XIV-XIX conferências, colóquios e outros escritos (textos); Edição da Câmara Municipal da Moita, Impressão Espírito de Papel, novembro de 2020.

- O Eterno ciclo da vida ao ritmo das estações do ano: contos didáticos, Menção Honrosa da 13ª edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, com o pseudónimo Simão Alves Casal, atribuída pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém, setembro de 2020. (aguarda publicação)

- "Contributos para a História do Ensino Primário no Barreiro: a Escola Conde Ferreira nos anos 1944/48 - 1952/56", em colaboração com Ana Rosa Barata Lourenço, in Um Olhar Sobre o Barreiro, nº 5, II série, ed. de Augusto Valegas, dezembro de 1991;

- “Os Pinhais de Ribatejo nos Século XV e XVI”, in Atas das Primeiras Jornadas de História e Património Local, Edição da Câmara Municipal da Moita, novembro de 2004;

- “A Outra Banda e a Expansão Portuguesa: o contributo dos Fornos de biscoito de Vale de Zebro”, In Memórias da Academia, Conferência proferida na Academia de Marinha em 2 de junho de 2009;

- Um Mercado em Palhais no Século XVI: Memória da Recriação Histórica, (coord.), Edição da Junta de Freguesia de Palhais, Tipografia Belgráfica, junho de 2004;

- Colaborador, a pedido do autor, Professor Doutor António Adriano Ventura, em Memórias da Resistência: Literatura Autobiográfica da Resistência ao Estado Novo, Edição da Câmara Municipal de Lisboa, novembro de 2001;

- Colaborador da Revista “Foral 2014”, Coordenação de Vítor Cabral, Alhos Vedros;

- Foi também colaborador do jornal “O Rio”, Dir. Brito Apolónia, em coluna destinada a artigos sobre História e Património Regional e Local.

- Recebeu a distinção Rosto do Ano - Veterano , exemplo de vida.

14.05.2022 - 00:25

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