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Nota do Dia – Barreiro
O pulsar da cultura democrática na vida política

Nota do Dia – Barreiro<br />
O pulsar da cultura democrática na vida política Escrevo esta Nota do Dia, para sublinhar os 40 minutos de vida democrática salutar, de respeito pelas diferenças, e, até, pela convergência, na diversidade, de reflexão sobre matérias da vida da polis, que observei no decorrer da reunião da Câmara Municipal do Barreiro.

Após o regresso de uns dias de férias, por Évora, estava com curiosidade de assistir à reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro.
Por razões pessoais, só hoje, pela manhã, fui ver a gravação da reunião de ontem, e, apenas tive tempo para ver o ponto de antes da ordem do dia.

Curiosamente, quando acabou esse ponto, ocorreu-me ao pensamento que, esta reunião, pelo menos nestes seus primeiros 40 minutos, decorreu de forma cívica e democrática. O que não é habitual.

Registaram-se as naturais divergências de ideias ou opiniões sobre a vida local e sobre acontecimentos que marcam o quotidiano da comunidade, mas para fundamentar as diferenças, felizmente, esteve ausente a narrativa, por vezes, irritante de uma maioria absoluta, que, parecia não se dar bem com a democracia.

E, por essa razão, escrevo esta Nota do Dia, para sublinhar os 40 minutos de vida democrática salutar, de respeito pelas diferenças, e, até, pela convergência, na diversidade, de reflexão sobre matérias da vida da polis. Não sei se o resto da reunião decorreu com o mesmo espirito, mas, estes 40 minutos, foram um exemplo de como num executivo municipal podem existir diferentes pontos de vista e existir respeito pelas diferenças, sem necessidade de certo tipo adjectivações.

Se estes 40 minutos, forem um exemplo de mudança e de valorização da vida democrática fico satisfeito, se é uma situação circunstancial numa estratégia meramente enquadrada numa psicologia de “gestão de conflitos”, o tempo o dirá, e, como o tempo tudo esclarece, então, cá estaremos para ver se é um mero acaso ou se, de facto, é uma aprendizagem democrática. Sim porque viver em democracia é uma aprendizagem permanente.

E, na verdade, se há um tempo que nos permite sentir o pulsar da cultura democrática na vida politica, esse, sempre foi, e sempre será o vivido em tempos de democracia absoluta, principalmente quando esta se transforma em “poder absoluto”. E tem sido, assim, muitas vezes.

António Sousa Pereira

08.09.2022 - 20:10

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