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Rota 66 - Barreiro
Da inauguração da exposição do Mestre Augusto Cabrita

Rota 66 - Barreiro<br>
Da inauguração da exposição do Mestre Augusto Cabrita A Rota 66 é uma viagem por dentro de coisas e loisas do quotidiano. Pequenos registos. Comentários. Uma forma de aprender com as lições de vida que emergem de acasos.

As primeiras páginas do jornal «Público»

Tenho observado com muita atenção, nos últimos dias, as primeiras páginas do jornal «Público?», o meu jornal diário desde o nº 1, esse,que tenho guardado.
São primeiras páginas que colocam, sucessivamente, no seu centro óptico como elemento de ilustração, as fotografias da guerra no médio oriente. São fotografias que valem mais que mil palavras. São fotografias que gritam. São fotografias que perguntam: Porquê?
Olho aquelas primeiras páginas e penso como o jornalismo é uma força que pode tocar a nossa consciência e motivar a pensar, como estas guerras são uma forma de registarmos o nosso retrocesso civilizacional, sempre que a cultura do ódio e da intolerância, se sobrepões ao fazer humanidade. É este o resultado. São estas imagens que diariamente doem. entram pelos nossos olhos e se inscrevem na consciência, num silêncio que grita aterrador.
Obrigado jornal «Público», por nos fazer sentir este grito diário que nos diz: Acordai!

Inauguração no Hall – Nota 1

Após a cerimónia inaugural da Exposição do centenário de Augusto Cabrita, com aquela espécie de «corta fitas», um amigo, personalidade da vida local, comentava comigo : “Oh Sousa Pereira, uma inauguração de uma exposição, como esta, com esta dimensão merecia mais que esta sessão no hall. O Augusto Cabrita merecia mais. Merecia que fosse feita uma sessão de abertura no Auditório.
Eu respondi : Subscrevo as suas palavras. Não tinha pensado nisso. Concordo consigo. Vou fazer uma nota”, disse-lhe.
“Por favor, se escrever não cite o meu nome, agradeço-lhe.”, respondeu ele de imediato.
“Fique descansado, não o vou citar”, acrescentei.
E, pronto, cá está esta nota, para salientar que subscrevo as palavras do meu amigo, porque ele alertou a minha consciência para uma situação que, sem dúvida, merece esta referência.
O problema é que a inauguração foi realizada, mais ou menos, com o «modelo» habitual. E como sempre assim foi, sempre continuará a ser mais ou menos assim: “corta-se a fita e entra-se no espaço de consumo”, assim como se estivesse a inaugurar uma grande superfície comercial.
Sei que é a prática. Ali, no hall, começa o cerimonial de abertura das exposições.
Por isso, ali estivemos, no meio de uma confusão, de braços e pernas, todos em pé, em busca de um ponto onde se pudesse escutar as narrativas inaugurais.
Mas, na verdade, o Mestre Augusto Cabrita merecia que o acto inaugural da sua exposição fosse encarada de outra forma.
O auditório receberia todos os presentes com outra dignidade, escutavam-se as palavras com outro humanismo.
Meu amigo, como teve oportunidade de ler não o citei, fica entre nós. É vida. Mas se o citasse, pode crer que, este comentário, tinha uma energia acrescida. Mas percebo-o. Abraço.

Inauguração no Hall – Nota 1

No decorrer da cerimónia inaugural procurei ficar perto da zona onde seriam realizadas as intervenções.
Fiquei junto à parede, na ponta junto ao quadro do mural de Malangatana. Estava por ali tranquilo, quando uma zelosa funcionária, chegou junto de mim e disse: “Cuidado, não se encoste ao quadro do Malangatana”.
“Não estou encostado ao quadro”, respondi.
Fiquei a pensar se seria por estar perto do quadro do Malangatana ou se estaria, indevidamente, numa zona, eventualmente reservada só para personalidades importantes.
Mas, pronto fiquei por ali e o quadro não caiu, apesar de mais ao lado estarem pessoas que podiam ter originado essa tragédia.
Mas, já agora, fica o registo, se nestas situações de inaugurações no Hall, há um risco e alguém distraidamente se encostar a um quadro e que o mesmo possa cair, então, protejam os mesmos como uma fita ao longo do Hall para evitar, situações inesperadas.

Inauguração no Hall – Nota 3

No decorrer das intervenções que foram realizadas na cerimónia inaugural, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que neste dia também se celebravam os 20 anos da inauguração do Auditório Municipal Augusto Cabrita.
Por essa razão, sublinhou que só era possível estar, neste dia, neste espaço, porque dois antigos presidentes deram o seu contributo para que construísse este espaço cultural.
Recordou Emidio Xavier, presente no Hall, e, interrogou se estava, ou não, presente o outro ex- presidente Pedro Canário.
Na verdade, podia também ter recordado o vereador responsável pelo acompanhamento e realização total da obra que foi Mendes Costa. Ou, porque não, lembrar Carla Marina – que estava presente no Hall- que foi, talvez, desde a primeira hora quem sonhou com a construção deste equipamento municipal.
E, por fim, depois da sua inauguração o AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita careceu de importantes obras e intervenções de manutenção, e, sublinhe-se manteve a sua actividade durante os 12 anos da gestão de Carlos Humberto – também presente no Hall – mantendo sempre a sua actividade e, como tal, afirmando-se na vida cultural da região.
Certamente o AMAC não esteve fechado, e os 12 anos da gestão de Carlos Humberto não foram um vazio, por isso, esse tempo, na verdade, também foi um contributo para estarmos, aqui e agora, neste dia, a festejar os 20 anos deste equipamento municipal.
Ou então, se esse tempo não contou, se não existiu, descontamos esses 12 anos e celebramos apenas 8 anos de vida.

Situações

1. Não será resolvida até às próximas eleições autárquicas:
- a péssima iluminação pública em diversas ruas do concelho, fruto da mudança das iluminárias para iluminação LED, tendo apenas a preocupação da poupança energética e não ter em conta que a iluminação do espaço público é um factor de segurança e essencial à qualidade de vida.

2. Será resolvida até às próximas eleições autárquicas
- a colocação do nome do autor da estátua do Salineiro, que está no Mercado Municipal do Lavradio. E continua por identificar.
- será resolvido até às próximas eleições autárquicas a colocação de placas toponímicas na Praceta José Domingos dos Santos e na Rua dos Cravos.

António Sousa Pereira

05.11.2023 - 16:19

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