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Dos “factos” e “não factos” políticos à “solidariedade” e “participação”
Facto Político 2 – A vitória de Bruno Vitorino

Inferências<br>
Dos “factos” e “não factos” políticos à “solidariedade” e “participação”<br>
Facto Político 2 – A vitória de Bruno Vitorino A reunião Pública da Câmara Municipal do Barreiro, ou a reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, são momentos que permitem perceber as “conflitualidades” políticas locais e as posturas daqueles que sendo os eleitos pelo voto democrático das populações estão ali para dar expressão do sentir dos seus eleitorados e, portanto, aqueles são espaços, onde, por excelência emerge o “pulsar” e o “sentir” da vida política de uma cidade.
Nos três apontamentos de reflexão – “A Lição de Vítor Ramalho”; “A Vitória de Bruno Vitorino” e “A Opção de Cidadania de Carlos Humberto”, aqui fica o segundo apontamento, com a legitimidade política de, Bruno Vitorino, ter o direito de ser o “rosto da notícia”.

Facto Político Dois
A vitória de Bruno Vitorino

Bruno Vitorino obteve na última semana uma importante vitória política, na Reunião Pública da Câmara Municipal do Barreiro, com a apresentação da moção sobre a “eventual” construção de uma UTRI – Unidade de Tratamento de Resíduos Industriais, na Quimitécnica, instalada no território da Quimiparque.
A sua moção veio colocar no centro da discussão aquilo que, na verdade, é, sem dúvida essencial – o futuro do território da Quimiparque e a sua importância para o futuro do concelho do Barreiro.
Aliás, foi em torno desta matéria que a moção obteve a aprovação, por unanimidade, por parte de todos os vereadores da Câmara Municipal do Barreiro.

A velha questão “entre o Governo e o Barreiro”

Portanto, nesta reunião foram claramente derrotadas posições políticas que exigiam que a moção fosse retirada, porque se tal não acontecesse seria muito mau para o Barreiro (posição assumida pelo Vereador Amílcar Romano, eleito pelo PS).
E, nas alterações que foram feitas à moção, ficou claro que a preocupação, dos socialistas, foi retirar as referências à co-incineração e às políticas do Governo sobre esta matéria.
E, neste caso, é mesmo de recordar as palavras de Vítor Ramalho – “Solidariedade nunca é subserviente”.
Embora, pelos vistos, todos os eleitos socialistas, são actualmente defensores da co-inicineração.
Mas, como se sabe, há socialistas que discordam desse modelo, e, naturalmente, não é por isso que deixam de ser socialistas.
Bruno Vitorino, acusado por alguns que estava a gerar “um não facto politico”, afinal, viu aprovado, na Reunião Pública da Câmara Municipal do Barreiro, por unanimidade o seu “não facto”, que passou a ser “um facto politico”, porque, como Emídio Xavier salientou – “Não considero razoável que se amplie as instalações da Quimitécnica”, até porque, – “a Quimiparque, neste momento, está destinada a outras funções”.

Quando se tem o direito à fotografia

Portanto, o tal “facto” que era “não facto”, que era alarmista, passou a tornar-se um “facto real” e a moção de Bruno Vitorino, que alertava para um problema real, que tem a ver com o futuro do Barreiro e do desenvolvimento do Masterplan ( com este ou outro nome) mereceu a aprovação, por unanimidade do executivo barreirense.
Estão todos de parabéns e Bruno Vitorino demonstrou que sabe fazer política, “não brinca em serviço”, e, portanto, obviamente, até tem direito moral e político de “aparecer na fotografia”.
E, se há uma coisa que Bruno Vitorino, sabe fazer bem é, na verdade gerir a “imagem”, mas faz essa “gestão de imagem” demarcando-se com as duas ideias, os seus valores, as suas opções partidárias, com as quais há cidadãos que concordam e outros que discordam, por essa razão vivemos em democracia e há partidos políticos que são, ou deviam ser os pilares e a escola dessa democracia.

O papel do PSD no Barreiro

O PSD é uma realidade com a qual os barreirenses e os políticos barreirenses têm que se habituar a conviver.
De facto sendo o Barreiro um concelho com características de esquerda, existe uma franja eleitoral mesmo pequena, na ordem dos 10% ou 12 %, que tem um peso decisivo na vida local.
Pedro Canário percebeu isso e soube gerir essa realidade.
Emídio Xavier, também percebeu, mas defrontou-se sempre com uma “oposição” de sectores do seu partido que viam no PSD o “inimigo principal”.
O PSD pode não ter, nos dias de hoje, directamente, a função de partido charneira (dado que existe um autarca independente) mas, não é por essa razão que a importância desta força política deixa de fazer sentido, porque nunca será o “vereador independente” que irá capitalizar o eleitorado de direita, centro direita ou até mesmo franjas do centro esquerda (que é, afinal, aquela franja influenciada pelas posições do PSD, que levou Emídio Xavier à presidência em 2001, e, Carlos Humberto, a reconquistar para o PCP/CDU a liderança do concelho em 2005).
Aliás, refere-se tudo isto porque, foi, na reunião de Câmara, Carlos Humberto que, muito bem, sem entrar em conflito com Bruno Vitorino, retirou o espaço de manobra política aos eleitos do PS, obrigando-os, de forma serena, a “meter no saco”, todos os argumentos que utilizaram para combater a moção de Bruno Vitorino e, darem um “salto mortal”, limitando-se a defender a honra do Governo e, de forma nobre, reconhecerem que o projecto da Quimitécnica deve ser inviabilizado ( porque contradiz o actual PDM, contradiz o ex- Masterplan e não se coaduna com os objectivos do “Protocolo” assinado entre a Quimiparque e a Câmara Municipal do Barreiro).

Pensar Local – Agir Global

Bruno Vitorino obteve uma vitória política porque, colocou acima de tudo a defesa dos interesses do Barreiro, e, naturalmente, como político que discorda da co-incineração, jogou no tabuleiro do combate, num plano distrital e nacional contra o governo socialista.
Esta é a diferença entre “fazer politica” e “saber fazer politica”, coisa que se aprende, se vive e se cultiva...
A verdade é que a Câmara Municipal do Barreiro conta hoje, entre os seus eleitos, com a presença de um líder social democrata que sabe fazer política – “pensando localmente e agindo globalmente”.

Que posição vai assumir a Assembleia ?

Agora, aguardemos sobre qual será a posição que a Assembleia Municipal do Barreiro, na sua próxima reunião, irá assumir, porque, é mais que evidente que o PSD, de novo, vai pegar neste dito “não facto” para o transformar num “facto politico” que coloca acima de tudo os interesses do concelho do Barreiro.
Por exemplo, o PSD tem toda a legitimidade política de na Assembleia Municipal do Barreiro, apresentar uma moção contra a co-incineração na Arrábida, porque este é um problema que afecta o futuro do Distrito de Setúbal, no desenvolvimento das suas potencialidades turísticas e na preservação do Parque Natural da Arrábida.

Fazer a história da cidade

Em suma, este facto político dois, dá para perceber que o PSD e Bruno Vitorino, no Barreiro, é um partido que tem um caminho, age no executivo municipal, tem uma visão própria para a cidade, tem diferenças de pensar da actual liderança, mas respeita as diferenças e não abdica de ser protagonista, aliás, até é protagonista, ao sentar-se, institucionalmente, ao lado, de Carlos Humberto, nas reuniões das “Opções Participadas”.
São formas de estar na política de fazer política e, em politica, grão a grão, enche a galinha o papo.
Com esta vitória Bruno Vitorino e o PSD marcaram pontos e podem ter influenciado a discussão do futuro da cidade.
Pois, é assim que a história avança, no confronto entre o “novo” e o “velho” o futuro vai-se fazendo…e, sem dúvida ainda há muita história por escrever, que um dia será feita!

24.9.2006 - 15:54

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