Conta Loios
rostos.pt
PESQUISAR     
    HOME  |   FICHA TÉCNICA   |   ESTATUTO EDITORIAL   |   EDIÇÃO IMPRESSA  |   NEWSLETTER  |    RSS  |    TWITTER  |    FACEBOOK  
INFERÊNCIAS
Horóscopos Diários
Dia 22 de Outubro 2018
Por Maria Helena


Inferências
Quinta Braamcamp – aqui começa o Barreiro do século XXI


Rosto da Semana – Barreiro
Carlos Humberto – uma referência num processo histórico


Por dentro dos dias - Barreiro
Basta um sorriso!


A(nota)mentos
IPS no pensar e ser Barreiro no século XXI


Inferências – Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos? (III)


Inferências – Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos? (II)


Inferências - Barreiro
Quais as marcas dos mandatos autárquicos ? ( I)


COLUNISTAS
Prevenir ou remediar?
Por Jorge Fagundes
Barreiro


Polvo Unido
Por Nuno Santa Clara
Barreiro


A UBER AGRADECE
Por Carlos Alberto Correia
Barreiro


A Retribuição Mínima Mensal Garantida
José Caria
Montijo


É falta de educação não responder às perguntas ou não cumprir o que se promete
Por Nuno Cavaco
Moita


O Barreiro está um pouco mais pobre!
Por Nuno Banza
Barreiro


BASTIDORES
Um ano de mandato autárquico no concelho da Moita
CDU prestou contas do trabalho realizado e perspectivou o trabalho futuro


JP Barreiro questiona Centro Hospitalar Barreiro Montijo
Sobre acesso indevido aos processos clínicos dos utentes


Jantar Comemorativo do primeiro ano de mandato
do Partido Socialista na Câmara Municipal Alcochete.


Barreiro - Na Casa Sindical dos Ferroviários
PCP promove debate sobre a Quinta do Braamcamp


Passagem de um ano de mandato das últimas eleições autárquicas
Partido Comunista Português vai realizar iniciativas no concelho da Moita


«Vamos ver se existe abertura do PS para que possamos chegar a um consenso»
PSD disponível para viabilizar orçamento da CMB mediante inclusão d


ENTREVISTA
Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro
«Quem está nestes lugares sofre muitos ataques pessoais, sofre muitos ataques cobard


«Atelier Digital» um projecto da Google no IPS em Setúbal
Desde o seu lançamento já formou mais de 42 mil portugueses.


Durval Salema, PAN – Pessoas – Animais – Natureza
Desenvolver o conceito «Barreiro – uma cidade amiga das crianças»


Barreiro - Francisco Alves do Bloco de Esquerda
Há confronto excessivo, para não lhe chamar guerrilha, entre a actual e a anterior maioria


Barreiro - JPAC cantautor vive a música com paixão
«A música é um sonho meu de criança»


AS EMPRESAS
Transportes Colectivos do Barreiro
ALTERAÇÃO PROVISÓRIA DE PERCURSOS
Carreiras 6, 9, 149 e 150


Na Quinta da Margueira em Almada
1º Fórum Empresarial da AISET- Associação da Indústria da Península de Setúbal


DESPORTO
Pela primeira vez no Concelho do Barreiro
Gala da Associação de Atletismo de Setúbal


Escola de Patinagem do Grupo Desportivo Fabril do Barreiro
Conquista 1º lugar na 35ª Seixalíada


AS ESCOLAS
Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita - Barreiro
Professores e alunos participaram num encontro realizado na Roménia


Setúbal - Nova edição do curso científico no auditório nobre do IPS
Politécnico de Setúbal forma voluntários no combate ao VIH/SIDA


Alunas do Agrupamento de Escolas de Álvaro Velho - Barreiro
Participaram nas VI Jornadas de Arte & Ambiente


Francisco Banha encerra conferência sobre empreendedorismo
5.ª Inspira Barreiro recebe o mais ativo «business angel» português


Moita - Flexibilidade e Autonomia Curricular ETPM
Conhecer os produtos é essencial em Cozinha


Barreiro - Cerca de 250 docentes e não docentes
Participaram na Receção à Comunidade Educativa


REPORTAGEM
Barreiro - 10 ª edição da Marcha Solidária
O cancro da mama tem que ser cada vez mais uma luta de todos e com todos


Barreiro - Quinta do Braamcamp é «uma pérola única»
Com a compra pelo município foi retirada do mercado imobiliário


Barreiro - «Memórias do Meu Rio» de Lina Soares
Um encontro entre a história, a poesia e a fotografia


Barreiro / Moita – Nova Rotunda dos Fidalguinhos
O concurso para a obra será lançado antes do Verão


Avenida da Praia no Barreiro vai sofrer muito ruído
Baixa da Banheira e Lavradio vão receber impactos entre 70 a 90 decibéis


Barreiro - Requalificação do Polidesportivo da Avenida Bento Gonçalves
Uma demolição que foi uma oportunidade


Requalificação do Clube de Vela do Barreiro
«Acabamos de assinar uma parceria entre o Governo e uma associação»
. Candidatura no valor d


Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro
«Todos estamos cá para levar Santo António para a frente»


No Rotary Clube do Barreiro conversa sobre «From Kibera with Love»
Projecto de Turismo Social à maior favela do mundo


Espaços vazios e ao abandono nas cidades são tema de investigação académica
Barreiro é um dos casos de estudo


Barreiro está a mergulhar numa depressão nocturna
Actividade nocturna tem que fazer parte da cidade


MOLDURA
Moita - Fórum Cultural José Manuel Figueiredo na Baixa da Banheira
«Coleção de Amantes» de Raquel André


Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Barreiro
CONCERTO DE CANTO E ÓRGÃO com a participação do CORAL CANTATA VIVA


Programação de Cinema no Forum Barreiro
ASSIM NASCE UMA ESTRELA continua em cartaz


Barreiro - No Quartel dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste
Jantar de Solidariedade com o actor António Cordeiro


Barreiro - Jornadas de Enfermagem do ACES Arco Ribeirinho
Com o lema «Plano Local de Saúde - Contributos de Enfermagem»
. Alcochete, Mon


Jornadas do Património Cultural do Barreiro 2018
Ano Europeu do Património Cultural


AUTARQUIAS
Encostas do Castelo de Palmela
Intervenção já está no terreno


Tianjin da China primeira cidade asiática a geminar-se com Setúbal
Setúbal incumbida de elaborar proposta de acordo de geminação


Lançar um novo desafio à cidade na área da restauração
Criação do selo «Setúbal Saudável»


Moita - No Gaio-Rosário
Reunião pública da Câmara Municipal


Moita - União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira
Lamenta que ministro da saúde tenha saído do cargo sem cumprir as promessa


Barreiro - Reservatório do Antigo Lavadouro na Rua José Augusto Pimenta
no final de outubro começa demolição
. Duração prevista de 30 dias.


Associação de Municípios do Barreiro e da Moita
Não se revê no texto de opinião da coordenadora da Quinta do Mião


OPINIÃO
A DEFESA DOS DIREITOS E PROMOÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DO OSTOMIZADO UM NEGÓCIO DE DÚVIDAS
Por Vitor Bento Munhão
Barreiro


Direito à indignação perante a postura de alguns membros do PS Moita
Por Rogério Paulo Gonçalves dos Santos
Moita


FAÇA-SE LUZ
Por Rui Lopo
Barreiro


Pela Valorização das Assembleias Municipais
Por Pedro Vasconcelos Almeida
Barreiro


Como melhorar a nossa Automotivação?
Por Sandra Pereira
Barreiro


ASSOCIATIVISMO
Moita - Baixa da Banheira «Jamboree on the Air»
Reúne mais de trezentos escuteiros no fim-de-semana


Rotary Clube do Barreiro
Vai atribuir bolsas de estudo a alunos do Ensino Superior


Escuteiros adultos de Santo André-Barreiro
Fim-de-semana de limpeza na Serra da Arrábida


Inauguração da nova sede dos Escoteiros Grupo 264 Barreiro
Um espaço no Convento dos Loios no Lavradio


Moita - Centro dos Reformados e Idosos da Baixa da Banheira
Projeto CRIBB galardoado com prémio BPI Seniores 2018


LIVROS
Álvaro Giesta poeta do Barreiro
Apresenta «O Sereno Fluir Das Coisas»


Moita - No Café-Concerto do Fórum Cultural na Baixa da Banheira
Lançamento do livro «Contos e Cantos do Rio e do Mar»


POSTAIS
Património ferroviário é uma marca da identidade do Barreiro
CP está contra processo de classificação que «estava bem encaminhado»


Na Cooperativa Cultural Popular Barreirense - Barreiro
Exposição de fotografia de Rui Aleixo


Pedro Canário, ex- presidente da CM Barreiro
Quinta do Braamcamp é o nosso «património paisagístico natural»


Barreiro - E esta, hem!!
Três pilaretes na entrada de uma passadeira de peões


Barreiro - 33 anos de constituição da Freguesia de Santo António da Charneca
MEMÓRIA instrumento fundamental à IDENTIDADE


Barreiro - Agressor de mulheres na via pública
Se uma sociedade não dá resposta a um caso destes, estamos a falhar


Novo paradigma de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa
Hoje é um dia histórico sublinhado na reunião da CM Barreiro


Barreiro - 2ª edição do Laboratório Colaborativo CO.LAB
Potenciar a educação para a cidadania.


Grupo de Teatro Projéctor – Barreiro
«Ano após ano a luta pelo desengano»


Assessoria para a Comunicação Social
Custa à Câmara Municipal do Barreiro 4.500 euros mensais


Crónicas do Algarve
Acerca de camaleões, de muxamas, de polícias e de laranjas


EUROPA
Comissão Europeia regista a iniciativa
«Acabar com a fome que afeta 8 % da população europeia»


Comissão Europeia regista iniciativa
sobre «Cidadania Permanente da União Europeia»


opinião rostos.pt - o seu diário digital

PATRIMÓNIO INDUSTRIAL COMO GERADOR DE CONHECIMENTO
Por Leal da Silva
Barreiro

PATRIMÓNIO INDUSTRIAL COMO GERADOR DE CONHECIMENTO<br />
Por Leal da Silva<br />
Barreiro As duas décadas de 70 a 90 marcaram uma forte alteração do modelo industrial. Isto não sucedeu apenas no Barreiro. Alteraram-se matérias primas, modificaram-se escalas, encurtou-se o Mundo, exportaram-se locais de produção.

A força avassaladora da economia, vestida ou não de globalização, fez-se sentir em setores do conhecimento até então quase imunes à sua penetração percutora e pensou-se mesmo que, a breve trecho, se poderia dar resposta à questão inquietante formulada por Marcuse nos anos 60: produtividade para quê?

Nesta mudança de campo, de escala e de afinação há que reconhecer ter surgido um certo desamor às tecnologias ou, pelo menos, às tecnologias que tinham até aqui conduzido o mundo industrial. Ouve-se hoje, com frequência, dizer que “as tecnologias compram-se” e que é a partir dos produtos básicos dessas tecnologias que se deve construir um mundo tecnológico novo, mais sofisticado, mais exigente, menos descritivo da realidade fabril primária. A ciência prossegue e a tecnologia , que dela decorre, vem-lhe imediatamente na peugada, permanecendo no mesmo pelotão da frente, transpondo para o carro-vassoura os velhos “kombinat”, os velhos centros industriais, que só se mantém operacionais onde a Economia ainda não os condena. E só não digo “a Economia e o Ambiente” porque tendências recentes e controversas mostram como a Economia pode pretender reduzir a motivação ambiental,num mecanismo retrógrado.
---
Houve mudanças nas próprias profissões. O envolvimento humano foi sendo dispensado e a atenção das populações foi sendo desviada da produção para o consumo e do trabalho para o emprego, onde este não falte. Aliás havia já profissões que recebiam mais atenção mediática que outras – e nesse aspeto as que se ligam à prática do engenho ou seja ao domínio do tecnológico foram certamente as mais depreciadas e substituídas. Mas o ritmo atual também encurtou tempos de aprendizagem, e Bolonha que o diga e o mostre. Um engenheiro hoje passa muito mais brevemente pela escola, pela fábrica ou pela oficina porque, se é astuto, depressa abandona o que de engenharia aprendeu para ingressar na gestão e nas questões mormente económicas e sociais que na gestão encontra. São os “billions and billions” para impressionar o pagode. E, mais uma vez, quando necessitar da tecnologia… compra-a. Várias situações curiosas já sucederam por esta transposição de desempenhos. São, por agora, meros avisos.
- - -
Para encerrar esta reflexão algo amarga direi que num recente encontro de académicos sobre um tema aparentemente diferente – a História – se apontaram três alvos imediatos: património, turismo e paisagem. A referência a património não primava pela relação deste com o conhecimento. Era, por exemplo, montar uma cervejaria numa fábrica de cerveja, sem necessidade de explicar o processo, ou trazer um restaurante requintado a uma sacristia conventual, fazendo assim convergir o turismo e manter a paisagem no que de apreciável pudesse completar o cenário. Mas a fórmula pode ter uma utilidade efetiva, como veremos adiante.
- - -
Onde reter, manter, mostrar e sustentar o património? A reação dos diversos centros em que a desindustrialização se verificou foi diferente, de caso para caso, e com diferentes consequências – desde o modelo “a fábrica nunca existiu” que foi um pouco o que aqui sucedeu (ou se pretendeu que sucedesse aqui) até ao aproveitamento bem realizado e mostrado que visitei algures e me dizem ter sido também conseguido noutros locais. Mas, em qualquer realização, a preservação desse património, material e imaterial, passa por algumas realidades que deveriam ter sido visitadas e estudadas. Destaco a organização e não a improvisada sobrevivência, a manutenção e sustentabilidade, e o conhecimento trazido do passado, vivido no presente e,como potencial, apontado para o futuro.

Digo isto assim porque considero que museus e arquivos de carácter técnico, enquanto se permite que vivam, têm sempre uma VIDA INFLUENTE relativamente limitada no tempo. Essa vida influente, no caso de um museu industrial, diversa do de outros museus em que se preza a transtemporalidade da Arte, mede-se pelo tempo em que se mantem, entre os seus visitantes, mormente locais, uma maioria relativa de visitantes inéditos. No caso de um arquivo, essa VIDA INFLUENTE resulta da capacidade de nele encontrar temáticas narráveis e histórias exemplares e de a ele saber trazer quem as trabalhe para partilha e divulgação. O que nuns se mede pelas IMPRESSÃO CAUSADA E PELO CONHECIMENTO TRANSMITIDO noutros pode medir-se pela PRODUÇÃO REALIZADA. O museu de conteúdo técnico não é paisagem facilmente renovável nem se mantém apetecível ao fim de diversas visitas. Cansa e cansa-se. Mas o pormenor justificativo e o conhecimento que dele se pode tirar resulta certamente mais válido quando ampliado por renovadas audiências.
Mas caberá então perguntar: AUMENTADO E RENOVADO COMO? E a que preço? Só o poderá ser por processos de inserção local, regional e temática e pela partilha de identicos problemas dentro de um processo de uma formação cultural integrada.

A geração do conhecimento resultará da convergência de TODOS a quem “aquilo” diga algo de específico e valorizável (com o “aquilo” entre aspas não depreciativas e o TODOS em maiúsculas porque deverão ser mesmo TODOS, sem torres de marfim ). Se se desenvolveu aqui ou ali tecnologia valiosa que os “clientes” desses locais de conhecimento se sintam de qualquer forma enriquecidos com a informação a isso dedicada, que mantenham permanente acesa uma motivação pela instituição respetiva, que a saibam renovada e renovável e assim o afirmem e para a sua divulgação contribuam.

Realizem-se encontros, debates, conferências o que quer que seja que afaste o repetido mostrar das mesmas peças e o contar das mesmas histórias, que afaste as rotinas chatas e que desafie e traga possíveis interessados externos que permitam uma renovação em rede de audiências e narrativas. Existem em vários concelhos do País exibições temáticas que foram feitas e em seguida guardadas e esquecidas mas que podem ser trazidas por intercâmbio temporário – mas muitas vezes ignoramos ou até desprezamos o que o nosso equipoder possar trazer-nos. E que guardemos e ouçamos narrativas de vidas enquanto existir quem as possa narrar.(2)

Acentue-se o interdisciplinar. Agarre-se não apenas História, mas a explicação das coisas em todos os seus planos e formas, as realidades presentes e as portas abertas para o futuro. Não se omita o social. Criem-se ou participe-se nos Amigos disto ou daquilo, constituam-se comissões ou núcleos, escolares ou industriais ou de animação coletiva local representando círculos centrados no local de atração. Foram concursos e competições que, no são princípio das chamadas “sociedades de emulação” do sec XIX, estiveram na origem de indiscutíveis avanços no conhecimento. O exemplo da formação dos príncipes do iluminismo que procurava que cada um tivesse um ofício – D.José, por exemplo, era marceneiro - trazia consigo alguma sabedoria.
- - -
E coloque-se assim o Barreiro nas diversas rotas possíveis de por aqui passarem, de realizarem aqui a tal combinação atualista de património, turismo e paisagem. A exposição sobre a muleta – que hoje vai ser motivo de um importante encontro aqui ao lado e que, ironicamente, vive mais na heraldica municipal do Seixal que na do Barreiro – pode constituir elemento permanente e “exportável” para um itinerário de barcos ribeirinhos ibéricos. E se esse itinerário não está organizado, organize-se. Ou traga-se a pirite a um itinerário turístico-mineiro-social que defenda que o conhecimento dum minério complexo como esse não deve ficar apenas na extração mas também na transformação, criando o duplo MM de sucesso, mineiro e metalúrgico, de que parece termos receios que outros souberam aproveitar por não terem receios alguns Direi, por conhecimento de causa e exemplo de inação, que – neste ponto, em que temos razões originais e até mundialmente singulares – continuamos a “andar parados” e, embora praticamente aceites na comunidade mineira em podermos participar numa rota turística existente e operante acompanhando Aljustrel e outras minas do Alentejo, arriscamo-nos a perder os créditos conseguidos. Esperamos o quê? Que nos levem ao colo?

Surge aqui um apelo: pela dedicação ao local de trabalho, que é uma realidade constatável, há documentos, livros de fábrica, apontamentos e outra memorabilia que constituem patrimónios pessoais mas que, passadas gerações, podem cair em perdição final como os papeis que eram do avozinho e que estão por ali abandonados. Se é certo que não há coisa mais perdida que uma coisa bem guardada, caso se encontrem tais memórias que elas sejam trazidas aqui para que aqui sejam valorizadas e guardadas.

Finalmente: um centro descritivo do que fomos e somos tem de falar verdade. Conhecimento é verdade adquirida e trabalhável. Pelo cuidado de dois responsáveis pela formação textil, e por quem manteve e musealizou o conjunto, que todos merecem a nossa gratidão, foi preservado o equipamento textil que é mostrado neste museu industrial. Mas… e o resto? Onde está a realidade químico-adubeira que trouxe para o Barreiro os texteis de fibra dura porque precisava de ensacar o adubo aqui fabricado? Ou onde foi parar a química e a família química que também habitava nas páginas da fábrica mas que delas parece ter sido excluída? Ou as artes do chumbo, incluindo o velho laminador de 1906 “desaparecido em combate”, no seu desigual combate com o tempo, e as unicas construções de madeira que aqui se ergueram quando chumbo, madeira e silicatos eram os materiais de escolha para esses novos fabricos?

O que de patrimonial existe ou se memoriza é, já por si, necessariamente gerador sustentável de conhecimento. Pelo que fomos, pelo que somos e pelo que serão os que vierem a seguir há que lhe dar persistência e continuidade. Há que estudar e manter vivo o conhecimento de que é fonte e a ele subjaz. Sem isso restar-nos-á transportar para aqui a reflexão melancólica que Cesare Pavese dedicou a uma fonte para, parafraseando-a, verificarmos que uma tão simples frase como “aqui houve uma fábrica” nos poderá- mas só por alguns anos - ainda comover.

Barreiro, 18 Maio 2018
J. M. Leal da Silva

PATRIMÓNIO INDUSTRIAL COMO GERADOR DE CONHECIMENTO
1. Intervenção convidada para o debate homónimo integrado nas Comemorações do Dia Internacional dos Museus, organizadas conjuntamente pela Baía do Tejo e Câmara Municipal do Barreiro,aos 18 de Maio de 2018

2. Somos a “civilização do écran” e, de tão continuadamente nos falarem e preencherem a nossa crescente solidão, os ‘ecrans desaprendem-nos de conversar com o vizinho.

20.05.2018 - 12:25
Imprimir   imprimir

rostos.pt - o seu diário digital

rostos.pt - o seu diário digital

Partilhar: partilhar no facebook  TwitThis  digg it  Google Bookmark  Technorati  guardar link no del.icio.us 

rostos.pt - o seu diário digital

PUB.

rostos.pt - o seu diário digital

comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

rostos.pt - o seu diário digital

envie o seu comentário

rostos.pt - o seu diário digital

PUB.

rostos.pt - o seu diário digital





rostos.pt - o seu diário digital

Pesquisar outras notícias no Google

rostos.pt - o seu diário digital

rostos.pt - o seu diário digital

Design: Rostos Design. Fotografia e Textos: Jornal Rostos.
Copyright © 2002-2018 Todos os direitos reservados.

PUB.

PUB.

PUB.

PUB.

REVISTA ROSTOS

PUB.

PUB.

ROSTOS APOIA

PUB.

DAMOS ROSTOS ÀS CIDADES

DIVULGAÇÃO

EDIÇÃO IMPRESSA


OUTRAS EDIÇÕES

  

  

VIDEOS ROSTOS

CANAL ROSTOS NOS VIDEOS SAPO


LIGAÇÕES

MARTA SOUSA PEREIRA Photography


ENTRE TEJO E SADO - BLOG SAPO LOCAL


SAPO LOCAL


GOOGLE NEWS - BARREIRO


JORNAIS E REVISTAS


CAMARA MUNICIPAL DO BARREIRO


CAMARA MUNICIPAL DA MOITA


BLOG DEDICADO A LAURA SEIXAS


ARTBARREIRO.COM


BANDA MUNICIPAL DO BARREIRO


MEMBRO DA

AIND