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«Carta aberta ao Sr. Primeiro Ministro»
Por Aliette Martins
Barreiro

«Carta aberta ao Sr. Primeiro Ministro»<br />
Por Aliette Martins<br />
Barreiro" Marido e Mulher não têm que pensar da mesma forma".
- Não Senhor Primeiro Ministro, não é isso que está em causa.

“Carta aberta ao Sr. Primeiro Ministro”

Senhor Primeiro Ministro, ouvi com muita atenção a sua entrevista através dos microfones da TSF. Na verdade, tanto o PSD como o CDS – e, todos nós, votantes, sabemos qual é a motivação que anima os que atiram “pedras” à sua Governação, o que faz parte da “praxe” eleitoral, mas permita-me que lhe segrede o que penso da frase (repetida várias vezes nas rádios e televisão) acerca do facto de Familiares ocuparem altos cargos na Governação: com efeito, tal caso é preocupante e o senhor sabe que assim é. Na verdade não será pelo que referiu e, cito: " Marido e Mulher não têm que pensar da mesma forma". Passo a explicar-me brevemente porque não são necessárias muitas palavras para expressar um pensamento que é comum a muitos portugueses:

Quantos portugueses têm tido necessidade de emigrar e vêem “filhos, esposas, noras e não só” de políticos ocuparem cargos de Estado com uma facilidade extraordinária? Inúmeros cidadãos (incluindo quase uma “multidão” de jovens) precisam de meios que lhes assegure tão só a sobrevivência e esbarram com obstáculos incontornáveis que se lhes são erguidos.

Como deve saber, Senhor Primeiro Ministro, mesmo os que possuem habilitações superiores não conseguem mudar praticamente nada – e quando o conseguem é com muito esforço que são recrutados para tarefas/”empregos” precários ou sazonais, estágios desajustados às suas competências, o que em nada dignifica o estudo empreendido e o investimento efectuado.

Tomei esta decisão de escrever estas linhas porque enquanto o chamado país real luta para que não lhe falte o pão diário, a lógica usual da maior parte dos políticos não vacila em busca de cifrões. O Povo sabe que assim é, amparado pela incapacidade de mudar aquilo que o esmaga, mas quero continuar a acreditar que poderá ter o seu espaço no País em que nasceu – e porque sou uma pessoa de esperança, estes últimos factos – levantados pelos Senhores Deputados da Assembleia da República – poderão ser uma oportunidade para encetar outro caminho, o da consideração pelo Outro no seu legítimo anseio de justiça.

O momento poderá ser de esclarecimento. Ajude a mudar o “sistema”, assente na descrença e na morte lenta, porque nunca é tarde demais para que os legítimos anseios e direitos fundamentais dos cidadãos sejam implementados.

Aliette Martins

29.03.2019 - 19:15

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