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A Política sem Risco é uma chatice, mas sem Ética é uma Vergonha!
Hugo Cruz
Barreiro

A Política sem Risco é uma chatice, mas sem Ética é uma Vergonha!<br />
Hugo Cruz<br />
BarreiroO processo de indicação e escolha da lista de deputados a concorrer às eleições legislativas pelo PSD no Distrito de Setúbal (para não falar de outros Distritos) pouco ou nada teve de ético.
Uma verdadeira trapaça, desrespeitosa das estruturas locais eleitas e, consequentemente, dos militantes do Distrito de Setúbal

A Política sem Risco é uma chatice, mas sem Ética é uma Vergonha!

Porventura, a frase mais citada de Francisco Sá Carneiro, mas também a mais mencionada no vazio.
Infelizmente, a política dos nossos dias é forte em citações mas fraca nas acções, e pior no valores.
Relativamente ao Risco, poucos ou nenhuns políticos actuam nos dias que correm com assunção de Risco. Apenas se assumem e avançam pela certa. António Costa e Rui Rio, fazem parte de um conjunto de muitos outros exemplos de políticos com letra pequena, que actuam apenas com base em certezas. Ambos protelaram as suas candidaturas às lideranças dos respetivos Partidos… avançaram apenas pela certa. Um Sebastianismo pouco heróico, apenas maquiavélico e calculista. E, portanto, relativamente a Risco estamos conversados. Uma chatice. Já quanto à Ética, parece-me também que o significado é desconhecido. Se relativamente a António Costa tal não me surpreende, basta assistir ao seu percurso político desde jovem e ao Partido que dirige, com o culminar na constituição trapaceira da Geringonça, desrespeitosa de resultados eleitorais, já Rui Rio configura-se, na minha visão pessoal, como um expoente da desilusão nesta matéria. Longe vão os tempos de conquista da Câmara Municipal do Porto, precisamente assente em valores éticos e assunção de risco.
O desrespeito pelas estruturas do Partido são, no fundo, a negação do princípio de existência dos Partidos que nunca deverão ser confundidos com movimentos de cidadãos da moda, sem princípios, sem coerência histórica, sem matriz de valores sustentados e consistentes, sem regras nem estruturas. É por isso que, nos dias que correm, tenho uma certa admiração por quem corre riscos e, sobretudo, por quem age com base em princípios éticos. Uma espécie em vias de extinção.
Ora, do que tem vindo a ser tornado público, o processo de indicação e escolha da lista de deputados a concorrer às eleições legislativas pelo PSD no Distrito de Setúbal (para não falar de outros Distritos) pouco ou nada teve de ético. Uma verdadeira trapaça, desrespeitosa das estruturas locais eleitas e, consequentemente, dos militantes do Distrito de Setúbal. De facto, a chatice hoje em dia parece resultar de existirem órgãos locais eleitos e não nomeados por quem crê deter o poder nacional absoluto, que se arroga a legitimidade de conferir a um qualquer “voluntário” a escolha de quem se vai apresentar a eleições. Uma Vergonha! Não consigo calar a indignação. Não me sinto representado.
A Política sem Risco é uma Chatice, mas sem Ética é uma Vergonha. Assim me assumo, de regresso à política activa.

Hugo Cruz
Militante do PSD

04.08.2019 - 14:49

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