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A economia do Barreiro após covid
Por Humberto Faisca
Barreiro

A economia do Barreiro após covid<br />
Por Humberto Faisca <br />
Barreiro Lugar comum ouvirmos por parte do executivo a ovação ao saber do nosso tecido empresarial e intelectual.
Temo que a economia local e nacional irá sentir enormes dificuldades na gestão de tesouraria das suas empresas, que só com muito trabalho conseguirão resistir à potencial crise que o pós covid irá trazer.

Nos entretantos vamos ouvindo que é necessário atrair investimentos que é necessário criar mais valor no concelho que o tecido empresarial tem de crescer para criar escala e aumentar o nível de emprego.
Não Podia estar mais de acordo.
Todos os incentivos para facilitar a instalação de novas empresas no concelho é positivo, como é positivo não deixar cair estruturas fundamentais para que esse investimento seja uma realidade tal como a terceira travessia ou o metro de superfície etc.
Mas na realidade qual o apoio que o executivo proporciona aos que já cá estão, aos que continuam a gerar empregos e riqueza para o concelho???
Fala se com um orgulho imenso do nosso tecido empresarial dos nossos advogados arquitectos engenheiros dos nossos artistas e intelectuais mas de facto o que é que o executivo faz em relação a tanto saber???
Afirma o executivo o enorme feito que foi diminuir o prazo de pagamentos a fornecedores, fala o executivo dos grandes investimentos públicos que por aí vêem, mas afinal o que é que isso ajuda os empresários que escolheram o Barreiro para criar as suas empresas e criar empregos???
Na realidade isso tudo pouco vale aos empresários cá do burgo, valeria se o executivo contasse com eles e com o seu saber para alguma coisa, pois são muito poucas vezes que se conta com o tecido empresarial do Barreiro para o Barreiro.
Nas adjudicações directas que o município fez durante 2019 cujo valor é uns milhões de euros, ao Barreiro calhou muito pouco e nos processos de consulta prévia o percentual ainda é mais baixo por falta de consulta, ou seja dos 18 milhões adjudicados em 2019 ao Barreiro calhou apenas cerca de 4%
O executivo esquece se que no Barreiro existem serralharias competentes pois adjudicou zero, esquece se que temos quem produza tintas para construção pois também é zero o valor, que temos empresas distribuidoras de material informático que vendem para os maiores grupos nacionais mas que para o Barreiro vendem zero e podia continuar mencionando sectores que existem no Barreiro com provas dadas que o executivo esquece ou desconhece que existem por isso adjudica fora.
Mas não é só para o tecido empresarial que o executivo vira as costas, para o executivo os advogados do burgo não são lá grande coisa pois tirando uma avença antiga tudo o resto é entregue à advogados de fora, situação que em 2020 é ainda mais evidente, mas com os arquitectos a situação é idêntica pois em mais de 230 mil euros gastos em projectos de arquitectura em 2019 no Barreiro ficou apenas 6%.
Esperemos portanto que o pós covid seja diferente e que as opções de escolha sejam melhores para os empresários do Barreiro, pois se o apoio para novos virem para cá é importante, e são bem vindos, tratar melhor os que cá estão é fundamental.
Comprar Barreiro é muito giro mas é fundamental que não seja só em frases feitas e bonitas.

Humberto Faisca


26.06.2020 - 09:18

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