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As tendências do mercado imobiliário em Julho 2020
Por Nelson Favas
Barreiro

As tendências do mercado imobiliário em Julho 2020<br />
Por Nelson Favas<br />
Barreiro Contrariando aquilo que era a expectativa o mercado imobiliário continuou o seu caminho em situação ascendente. O valor dos imóveis manteve-se em alguns casos subiram ligeiramente. Continuará o mercado em subida? Não existem ainda indicadores suficientes para definir o que vai acontecer no futuro, verificámos que com o COVID-19 não existiu qualquer alteração ao valor de mercado, existiu sim um aumento do tempo de venda e uma redução significativa no número de transações novas realizadas.

Junho e julho estão a ser marcados pelo regresso dos “compradores” ao mercado e também dos “vendedores” que ao se aperceberem da não alteração de preços podem aqui encontrar uma excelente oportunidade para um rendimento real com a venda das suas propriedades, aproveitando esse rendimento para reinvestir e tornarem-se compradores com maior capacidade de investimento inicial, aumentar ou melhorar a qualidade das suas habitações, sem recurso à totalidade de financiamento o que significa um impacto de poupança brutal na sua vida financeira futura, com um aumento significativo da qualidade de vida atual.

Espera-se que para o acelerar e algumas transações imobiliárias por necessidade de liquidez dos proprietários exista uma ligeira redução de valores de venda, mas serão apenas em alguns casos muito pontuais e certamente não vão traduzir uma tendência que o mercado irá seguir.

O que ainda também está para definir é o impacto que a pandemia trará à economia? Atualmente as constantes alterações e ajudas propostas e colocadas pelo governo tendem prolongar e dar algum balão de ar às empresas, contudo sobre o futuro dessas empresas apenas o tempo dirá o que vai realmente vai-lhes acontecer.

As alterações económicas certamente trarão um impacto naquilo que é o financiamento bancário. Não existindo ainda indicadores que nos levem a considerar as grandes alterações de imediato, é certo que as entidades bancárias vão adaptar a análise financeira e de risco, passando não só a considerar estabilidade profissional dos seus clientes a uma análise mais profunda também às empresas que conferem essa estabilidade Profissional.
É sabido que no crédito habitação já existem várias medidas para melhor ajustar o acesso à sua concessão, antes do vírus eram esperadas outras medidas que iriam circunscrever ainda mais o acesso ao crédito, porém essas medidas podem ser adiadas para que exista um maior equilíbrio no mercado.

Com isto quem alterou os seus planos para comprar casa neste momento com a expectativa de baixa de preços, pode estar a perder uma excelente oportunidade de concessão de crédito a um preço significativamente barato, uma vez que as taxas de juro tendem a permanecer negativas nos próximos meses, os bancos não estão a alterar a sua oferta de tabela de spread, a relação de garantia financiamento ainda se encontra nos 90%, e os prazos de empréstimos até aos 75 anos de idade ainda são possíveis. Estes devem considerar que a subida de 1% na taxa de juros do crédito habitação é financeiramente pior que uma descida de 10 ou 15% do valor de venda de um imóvel isto para quem tem necessidade de recorrer a financiamento bancário.

Para quem está a vender ou está na dúvida se o deve fazer, o momento ainda continua a ser propício para uma venda a um preço justo, revisto em alta e na tendência de subida que se registou no último semestre, acrescido da muita procura por parte dos compradores, ainda com alguma “facilidade” na obtenção do crédito habitação e as boas avaliações bancárias, impulsionadas pela estabilidade dos valores de mercado e valores de venda efetivados.

Localmente os concelhos do Barreiro e Moita estão com mercado imobiliário saudável e com crescente procura tanto pelos já residentes como por quem vê nestas cidades oportunidades residenciais com excelente relação na qualidade / preço.

De acordo com o relatório de evolução de preços do Idealista os valores das casas subiram em Portugal 0,5%.

Em análise a estes indicadores, concluímos que nos concelhos do Barreiro e Moita seguiram a tendência de evolução do valor em todo o concelho e na maioria das freguesias.

No Barreiro

Os valores das casas registaram uma subida de 19,3% face a período homologo de 2019, 3,1% face a março 2020 e 0,2% face a maio 2020, atingindo o valor médio do m2 de 1304€ em Junho.

A união de freguesias do Alto do Seixalinho e Santo André, foi a freguesia que maior aumento no valor das casas registou +5,4% no trimestre com uma variação mensal de +0,7% e uma subida de 22,1% face a 2019. O valor médio do m2 é de 1324€ em junho de 2020.

A freguesia de Santo António da Charneca, é a única freguesia do concelho onde se registou um decréscimo de valor na ordem dos 3% no último trimestre e 6,6% face a período homologo em 2019. O valor médio do m2 é de 993€ em junho de 2020.

Na Moita

Os valores das casas registaram uma subida de 15,5% face a período homologo de 2019, 4,6% face a março 2020 e 0,9% face a maio 2020, atingindo o valor médio do m2 de 1055€ em junho.

A Moita não registou descida de valores em nenhuma das suas freguesias.

A freguesia de Alhos Vedros, foi a freguesia que maior aumento no valor das casas registou, +3,5% no trimestre com uma variação mensal de +1,5% e uma subida de 15,7% face a 2019. O valor médio do m2 é de 1084€ em junho de 2020.

A freguesia de Gaio Rosário e Sarilhos pequenos, foi a freguesia que registou um aumento menos significativo que se registou nos 0,5% no último trimestre e 5,5% face a período homologo em 2019. O valor médio do m2 é de 1438€ em junho de 2020.







20.07.2020 - 09:02

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